Uma das maiores gestoras de activos do mundo, a Pimco, relativizou hoje os resultados da emissão de dívida portuguesa desta manhã.
Em declarações à Bloomberg, William Hunt Gross, co-chief investment da Pimco, afirmou mesmo que os leilões de dívida portuguesa são "combinados", contrariando assim as reacções dos líderes europeus, e dos mercados em geral, que aplaudiram os resultados da emissão de obrigações do Tesouro nacional a 4 e a 10 anos.
"Basicamente isto são leilões combinados. Não são verdadeiramente leilões. Os títulos de dívida são comprados por bancos da zona euro e depois apresentados como colateral junto do BCE. São compras internas, apesar de também ter havido procura com origem no Japão e na China", disse William Hunt Gross, quando questionado se concordava com o primeiro-ministro José Sócrates, que considerou que a emissão de hoje "foi um sucesso de todos os ângulos de análise", e já depois de Teixeira dos Santos ter avançado aos media internacionais que 80% da procura da emissão de hoje teve origem no exterior.
"Podemos considerar que teve sucesso ao nível dos 80% de procura por investidores estrangeiros", admitiu, acrescentando que José Sócrates está a tentar agradar aos mercados.
O mesmo responsável adiantou ainda que a Pimco, entidade que gere o maior fundo de obrigações do mundo, não tem exposição a dívida pública portuguesa, declarando ainda que uma taxa média ponderada de 6,7% (com que Portugal vendeu hoje dívida no mercado secundário) não pode ser considerada um sucesso. "Portugal colocou as obrigações a 10 anos com um juro ligeiramente abaixo de 7%. Para mim não é um juro que seja sinónimo de sucesso", frisou Gross, separando, contudo, a situação portuguesa do que se passou na Grécia.
Em declarações à Bloomberg, William Hunt Gross, co-chief investment da Pimco, afirmou mesmo que os leilões de dívida portuguesa são "combinados", contrariando assim as reacções dos líderes europeus, e dos mercados em geral, que aplaudiram os resultados da emissão de obrigações do Tesouro nacional a 4 e a 10 anos.
"Basicamente isto são leilões combinados. Não são verdadeiramente leilões. Os títulos de dívida são comprados por bancos da zona euro e depois apresentados como colateral junto do BCE. São compras internas, apesar de também ter havido procura com origem no Japão e na China", disse William Hunt Gross, quando questionado se concordava com o primeiro-ministro José Sócrates, que considerou que a emissão de hoje "foi um sucesso de todos os ângulos de análise", e já depois de Teixeira dos Santos ter avançado aos media internacionais que 80% da procura da emissão de hoje teve origem no exterior.
"Podemos considerar que teve sucesso ao nível dos 80% de procura por investidores estrangeiros", admitiu, acrescentando que José Sócrates está a tentar agradar aos mercados.
O mesmo responsável adiantou ainda que a Pimco, entidade que gere o maior fundo de obrigações do mundo, não tem exposição a dívida pública portuguesa, declarando ainda que uma taxa média ponderada de 6,7% (com que Portugal vendeu hoje dívida no mercado secundário) não pode ser considerada um sucesso. "Portugal colocou as obrigações a 10 anos com um juro ligeiramente abaixo de 7%. Para mim não é um juro que seja sinónimo de sucesso", frisou Gross, separando, contudo, a situação portuguesa do que se passou na Grécia.