As empresas vão ter incentivos à contratação de jovens desempregados. Em troca, o Governo pretende baixar a taxa social única (TSU) suportada pelas empresas com esses trabalhadores jovens. Os salários baixos são os mais beneficiados. O ministro da Economia admitiu etsa sexta-feira que o Executivo está a estudar novas medidas de apoio ao emprego jovem, no âmbito do programa «Impulso Jovem», que poderão passar precisamente pela descida da TSU, como tinha avançado o «Jornal de Negócios».
A ideia é acabar com a TSU desde que seja pago o salário mínimo ao trabalhador jovem. Mas o desconto vai diminuindo à medida que a remuneração aumenta, segundo aquele jornal.
O financiamento desta medida deverá ser feito através dos fundos comunitários, o que ajuda a não comprometer as metas orçamentais. Com a reprogramação dos fundos do QREN pretende-se, de facto, que o dinheiro seja redirecionados para políticas ativas de emprego e para projetos de investimento público com impacto no emprego e que impliquem poucos gastos do Estado.
Note-se que as empresas que admitem jovens à procura do primeiro emprego ou que estão inscritos há mais de um ano nos centros de emprego já beneficiam de isensão nas contribuições, até um máximo de 36 meses.
O desemprego jovem já vai nos 35% em Portugal.
