As cotações do crude seguem a valorizar nos mercados internacionais, impulsionadas pelo escalar de tensões entre a Síria e a Turquia e pela diminuição do número de americanos que pediu subsídio de desemprego na semana passada.
O contrato de Novembro do West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os EUA, regista uma subida de 1,4% para 92,78 dólares por barril.
Em Londres, o contrato para entrega em Novembro do Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa, avança 1,21%, para 115,713 dólares.
Apesar de as reservas semanais de crude terem aumento mais do que o previsto, as tensões no Médio Oriente e a queda dos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA – para um mínimo de quatro anos - estão a sustentar a tendência da matéria-prima.
Além disso, os inventários de destilados e gasolina caíram, o que sustenta as cotações. O facto de as bolsas estarem a ganhar terreno contribui igualmente para o bom desempenho de hoje do "ouro negro".
De acordo com os dados do Departamento norte-americano da Energia (DoE) apresentados hoje, os "stocks" de crude aumentaram em 1,67 milhões de barris na semana passada, quando os analistas inquiridos pela Bloomberg apontavam para um acréscimo de 1,5 milhões de barris.
Os inventários da gasolina diminuíram em 534 mil barris, quando se estimava um aumento de 250 mil barris.
Quanto aos "stocks" de produtos destilados – que incluem gasóleo e combustível para aquecimento – registaram um decréscimo de 3,17 milhões de barris, contra a projecção de uma descida de um milhão de barris.
