12 de janeiro de 2011

Emissão de dívida: "Se não fosse o BCE o resultado não seria este"

João Zorro, director de investimentos da ESAF, fala sobre os resultados do primeiro leilão de dívida a longo prazo de 2011, e do comportamento das bolsas europeias, no comentário diário. 

O Estado colocou hoje a totalidade do valor que se propunha naquele que foi o primeiro leilão de dívida a longo prazo de 2011. Portugal pagou uma taxa de 6,716% no prazo a 10 anos, um valor que ficou abaixo do registo anterior.

João Zorro considera que "na leitura geral, as emissões (a 3 e a 10 anos) foram boas, o que não quer dizer que foram excelentes".

"Se não tivesse sido o Banco Central Europeu a comprar dívida esta semana, o resultado não teria sido este", defende o responsável.

Alemanha: Economia cresce 3,6% e bate recorde.

A economia alemã cresceu 3,6 por cento em 2010, atingindo o nível mais alto desde a reunificação do país, impulsionada pelas exportações e por um reforço do consumo interno, anunciou esta quarta-feira o instituto de estatísticas alemão.

Segundo a análise da «AFP», citada pela Lusa, a recuperação do Produto Interno Bruto (PIB) alemão em 2010 foi a mais forte desde 1990 e contrasta com a queda de 4,7% em 2009.

O maior exportador da Europa, a Alemanha, tem beneficiado do consumo crescente pelos países em desenvolvimento dos seus carros, produtos químicos e máquinas industriais, o que levou a um aumento nas exportações de 14,2% no ano passado.

Banco estrangeiro revela data para pedido de ajuda de Portugal

O maior banco da Escandinávia, o Nordea, aponta uma data para o pedido de ajuda externa de Portugal. A instituição financeira internacional é clara no seu estudo: o nosso País deverá ser «obrigado» a pedir auxílio à União Europeia e FMI entre 30 de Janeiro e 4 de Fevereiro.

A «TSF» diz que banco tem em conta dados como, por exemplo, a situação financeira de Portugal mas não só: baseia-se também naquilo que aconteceu com a Grécia e a Irlanda.

Recorde-se que os nórdicos estão de «olhos postos» nos países periféricos da Europa devido à grave crise que afecta a Zona Euro. Isto porque mais de 1% dos activos da bolsa em Lisboa está, neste momento, do lado da Noruega.

Além disso, Oslo efectuou vários investimentos em títulos da dívida pública de países como a Grécia.

Cavaco Silva: Emissão correu "relativamente bem" mas "há muito trabalho" a fazer

Cavaco Silva esteve em "directo" com os mercados aquando da emissão da dívida portuguesa desta manhã.


O candidato presidencial Cavaco Silva considerou hoje que a primeira emissão de dívida pública portuguesa de 2011 correu "relativamente bem" e disse esperar que este passo represente "um começo", apesar de recomendar que não existam "ilusões"

"Isto é apenas um começo, esperemos que seja um começo", afirmou o Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas no final de uma acção de campanha em Seia, quando questionado sobre os resultados da primeira emissão de dívida pública deste ano.

Momentos antes, quando os mercados ainda estavam a funcionar, Cavaco Silva já tinha antecipado aos jornalistas ter tido "uma informação em directo" que lhe indicava que "as coisas" não estavam "a correr nada mal" até esse momento.

Mais tarde, e quando questionado sobre como tinha tido essa informação antecipada, o candidato apoiado pelo PSD, CDS-PP e MEP lembrou que é economista e que lhe chegam sempre informações sobre o funcionamento dos mercados.

Por isso, gracejou, numa atitude de generosidade para com os jornalistas antecipou-lhes "que as coisas estavam a correr relativamente bem".

Instado a comentar se espera que o resultado hoje alcançado seja "um bom começo", o candidato apoiado pelo PSD, CDS-PP e MEP reconheceu que "é impossível antecipar" e lembrou que Portugal tem ainda "muito, muito trabalho" pela frente. "Nada, nada de ilusões", recomendou.

Cavaco Silva, que se recandidata a um segundo mandato em Belém, disse ainda não poder comentar se o aumento da procura verificado é auspicioso, por não dispor de informações sobre de onde veio a procura.

"É preciso saber de onde é que vem a procura e aí eu não tenho informação ainda de onde é que veio a procura", referiu, reiterando a mensagem de que, "tendo o Governo afirmado peremptoriamente que está a fazer tudo o que está ao seu alcance para evitar o recurso ao fundo de Estabilização Europeu", não se deve "atrapalhar" o trabalho do executivo.

Mercados: Emissão de Dívida foi um sucesso. Procura de 80%.

Os investidores estrangeiros representaram 80% da procura num leilão que foi um "sucesso" disse Teixeira dos Santos.

Teixeira dos Santos fará, a partir do Ministério das Finanças, uma declaração sobre a emissão de hoje de obrigações do Tesouro português a quatro e a dez anos, operação que era vista pelos mercados como um teste para aferir se Lisboa precisa ou não de recorrer a ajuda externa.

No entanto, o ministro já falou à agência Reuters, declarações em que antecipou que 80% da procura no leilão de hoje foi de investidores estrangeiros e que a taxa média do ‘stock' de dívida portuguesa é de 3,5%. Teixeira dos Santos disse ainda que em Janeiro será visível o esforço português para corrigir o défice das contas públicas e que, também por isso, o Governo não vê razão para abandonar a estratégia de financiamento no mercado.

Os resultados da emissão a 10 anos foram aplaudidos pelos analistas, dado que a taxa média ponderada desceu e a procura superou em mais de três vezes a oferta.

Na reacção, o euro apreciava face ao dólar, a bolsa portuguesa mantinha os ganhos registados desde o início da sessão - com a banca a destacar-se pela positiva -, e a ‘yield' a 10 anos estava pouco alterada nos 6,9% no mercado secundário.

Mercados: Teixeira dos Santos: O leilão foi "um sucesso"

Teixeira dos Santos disse hoje que o leilão de dívida pública portuguesa foi um “sucesso”, reforçando que não vê razão para Portugal abandonar a actual estratégia de financiamento no mercado.

O ministro das Finanças, citado pela Reuters, adiantou que a consolidação orçamental será reforçada em 2011 e que os primeiros resultados serão vistos já em Janeiro.

MACROECONOMIA

Macroeconomia: A nível macroeconómico destaque para a divulgação dos inventários grossistas nos EUA, os quais recuaram 0,2%, o que compara com o avanço de 1% que era esperado pelo mercado e o avanço de quase 2% registado no mês anterior.

Mercados: EUROPA

Europa: Acelerando face aos ganhos iniciais, os principais índices accionistas Europeus finalizaram a sessão com valorizações generalizadas – DAX (+1,23%), CAC (+1,58%) e AEX (+1,15%) – registando-se algum alívio em torno da pressão sobre as yields periféricas (nomeadamente Portugal), após ser noticiado que o Japão, à semelhança da China, também irá comprar obrigações de dívida Soberana Europeia. Na esfera sectorial, realce para a outperformance evidenciada pelo sector tecnológico, nomeadamente a SAP (+3,14%) e a ASML (+4,08%), esta última impulsionada por um upgrade concedido por parte de uma casa de investimento internacional. Uma nota individual para a Siemens que valorizou 3,02%, depois do management ter revelado que deverá atingir os diversos targets no actual exercício.

Mercados: CRUDE

Crude: Os futuros do crude para entrega em Fevereiro negociados em after hours na Nymex avançaram USD 0,06 para USD 91,17 por barril.

Mercados: PORTUGAL

Portugal: O principal índice português encerrou a sessão em forte alta, ao valorizar 2,4%, uma performance superior à das restantes bolsas europeias, com os receios relativamente à crise da dívida periférica a acalmarem, beneficiando das notícias em torno de um possível apoio por parte do Japão. Com todos os títulos a encerrarem positivos, destaque para a Jerónimo Martins que avançou cerca de 0,88%, e a Galp que avançou 1,13%, após a Petrobras ter chegado a acordo com a Eni para a compra da participação que esta detém na petrolífera portuguesa. Também a EDP valorizou 1,25%, enquanto a Portugal Telecom avançou 2,59%. O sector financeiro recuperou das perdas registadas nas últimas sessões, com o BES,BPI e BCP a valorizarem 1,96%, 3,34% e 5,16% respectivamente. A liderar os ganhos esteve a ZON que valorizou perto de 10%.

Mercados: EUA

EUA: Os principais índices índices Norte-Americanos encerraram a sessão em terreno positivo, com os dados macroeconómicos a refletirem um aumento da procura por parte os consumidores. O S&P 500 avançou 0,37%, com o sector das Commodities a valorizar mais de 1,5%, acompanhando o movimento de valorização do crude nos mercados internacionais. A limitar maiores ganhos esteve novamente o sector das telecomunicações, que recuou cerca de 1,5%. Também o Nasdaq e o Dow Jones Industrial Average avançaram 0,19% e 0,3%, respectivamente.

Mercados: Ásia

Ásia: Os principais índices asiáticos encerraram positivos, com os investidores a receberem com agrado as notícias de disponibilidade de apoio por parte da China e do Japão às economias periféricas europeias. O Nikkei encerrou praticamente flat, avançando 0,02%.

Empresas: JERÓNIMO MARTINS

Jerónimo Martins: A empresa reportou um crescimento das vendas de 18,7% em 2010, para os EUR 8,7 mil mn, o que compara com os EUR 7,3 mil mn alcançados em 2007, em linha com o previsto pelos analistas. A Biedronka contribuiu com EUR 4,8 mil mn para as vendas de 2010, registando um crescimento das vendas de 29,1% a uma taxa de câmbio fixa constante. O negócio retalhista em portugal cresceu 37% para EUR 2,99 mil mn, o que compara com EUR 2,7 mil mn ancançados em 2009. O crescimento LfL situou-se nos 11,6% para a Biedronka, 7,2% para o Pingo Doce e 3,2% para o Recheio.

Empresas: EDP

EDP: A subsidiária espanhola da eléctrica portuguesa, HC Energia, conseguiu encaixar EUR 100 mn com a venda de parte do défice tarifário espanhol a intervenientes no mercado financeiro. A empresa avançou a intenção de reduzir a dívida do grupo com este encaixe adicional.

Empresas: EDP

EDP: A empresa portuguesa concluiu a aquisição da totalidade do capital da Home Energy, empresa do grupo Martifer, por um valor inferior a EUR 20 mn.

Empresas: Portugal Telecom

Portugal Telecom: A empresa portuguesa vai reforçar a sua aposta na TMN em 2011 oferecendo um tarifário fixo que aposta na voz, mensagens e internet ilimitada.

Empresas: Portugal Telecom

Portugal Telecom : A empresa de telecomunicações portuguesa foi alvo de um downgrade por parte de uma casa de investimento internacional.

Empresas: Millennium BCP

Millennium BCP: Segundo um comunicado enviado à CMVM, o fundo BlackRock deixou de ter uma participação qualificada no capital do banco português após reduzir a sua participação para 1,96%.

Empresas: EADS

EADS: A empresa ganhou a maior ordem da história da aviação comercial, com um valor de USD 15 mil mn, da indiana IndiGo Airlines, impulsionando o desejo da EADS de modernizar o seu A320 com novos motores.

Empresas: IBERDROLA

Iberdrola: O Estado Espanhol procedeu a uma emissão de dívida no valor de EUR 2 mil mn – a qual terá cobertura das receitas provenientes das tarifas de electricidade.