Anunciou na véspera após a apresentação de resultados que o resultado líquido do 1Q11 recuou 48,9% para EUR 60,9 mn, uma situação que reflecte o contexto de deterioração da actividade económica e traduz em particular o efeito desfavorável do novo encargo fiscal sobre o sector bancário, bem como os custos resultantes do esforço de deleveraging – registo de uma perda de EUR 41 mn na rubrica de operações financeiras por via de ter vendido carteiras de crédito norte-americanas e inglês com desconto. A queda do bottomline foi ainda assim mitigada pela evolução positiva dos resultados da actividade internacional (+16,9%), ao passo que o resultado financeiro(+7,0%) e o produto bancário (+3,5%) registaram um incremento face ao valor observado no período homólogo, fixando-se assim nos EUR 271 mn e EUR 460,9 mn respectivamente.
3 de maio de 2011
Resultados: BES
Em termos das principais rubricas de balanço, verificou-se uma dinâmica relevante na captação de recursos, o que se materializou num crescimento de 15,2% dos depósitos – motivando que o rácio Crédito/Depósitos evoluísse de 188% (Março de 2010) para 163% no último trimestre. Tal como é sabido, refira-se que o objectivo passa por alcançar um rácio Crédito/Depósitos de 120% em 2012, sendo que o respectivo Activo líquido diminuiu EUR 3 mil mn no 3Q11. Noutro âmbito, ressalve-se a deterioração ao nível da sinistralidade do crédito vencido, sendo que o crédito vencido (+90 dias) subiu de 1,95% do total da carteira de crédito para 2,17%. O rácio provisões/crédito a clientes aumentou para 3,47% e o montante de provisões para crédito no balanço ascendeu a EUR 1790 mn.
Resultados: BES
Ao nível dos rácios de capital, o Core Tier I ascendeu a 7,9% no final do último trimestre, sendo que a já anunciada venda da participação no Bradesco permitirá o reforço deste rácio em 30 p.b., ao passo que o rácio Tier I e o rácio total fixaram-se nos 8,8% e 11,4% respectivamente. Refira-se que o próprio presidente do BES confirmou na véspera a possibilidade de realização de um aumento de capital até ao final do ano, caso as condições da intervenção externa assim o exijam, ainda que este cenário será sempre o último recurso – uma vez que o BES continuará a vender a carteira de crédito de project finance internacional no âmbito do plano de deleveraging. Uma nota final para o aumento da exposição do BES ao BCE (EUR 5,8 mil mn), contrariando a tendência de redução observada em trimestres anteriores, sendo que o banco tem cerca de EUR 1,6 mil mn de dívida portuguesa e admite que continuará a investir em OTs.
Resultados: INFINEON
Infineon: A empresa anunciou que o resultado liquido ajustado relativo aos primeiros 3 meses do ano se situou nos EUR 194 mn vs EUR 160 mn estimados pelos analistas, sendo que também as vendas superaram as estimativas ao situarem-se nos EUR 994 vs EUR 969 mn estimados. A empresa aumentou a guidance para o presente ano, pela quinta vez consecutiva desde o inicio de 2010, beneficiando de um aumento da procura superior ao previsto. Assim, a empresa prevê um aumento das vendas de 20% das vendas e de 19,8% do resultado operacional.
Resultados: METRO
Metro: A empresa reportou um perda liquida de EUR 3 mn no primeiro trimestre do ano, após reportar uma perda de EUR 16 mn no mesmo período do ano passado. Ainda assim, a perda registou perdas inferiores às estimativas que apontavam para um recuou de EUR 12,9 mn do resultado líquido. As vendas revelaram-se sensivelmente em linha, nos EUR 15,5 mil mn.
Resultados: FRANCE TELECOM
France Telecom: O resultado relativo ao 1Q111 recuou 1,3% devido ao aumento dos impostos sobre os consumidores e instabilidade vivida no Egipto e na Tunísia. O EBITDA totalizou EUR 3,73 mil mn, sensivelmente em linha com os EUR 3,78 mil mn registados no período homólogo. As vendas aumentaram 2,5% para EUR 11,2 mil mn, em linha com as estimativas. A empresa afirmou que os resultados apresentados se revelam em linha com os targets.
Resultados: MAN
MAN: A empresa registou um crescimento de mais de 50% do resultado operacional no primeiro trimestre do ano, com o aumento da procura por empresas de construção e transportadores. EBITDA avançou para EUR 325 mn, bastante acima os EUR 128 mn registados em período homologo. Já as vendas aumentaram 19% para EUR 3,7 mil mn. A empresa espera que a margem operacional avance 1% este ano.Hannover Re: a empresa reviu, em baixa, as estimativas para os resultados para os resultados anuais após os resultados trimestrais terem recuado 65% penalizados pelo sismo no japão. O resultado líquido recuou para EUR 52,3 mn face a EUR 151 mn registados em período homólogo, ainda assim um valor superior aos EUR 30,7 mn estimados pelos analistas.
Resultados: LAGARDÉRE
Lagardére: As receitas no primeiro trimestre de 2011 avançaram 3,1% beneficiando da valorização do Franco Suíço e do Dólar Australiano face ao Euro. As vendas avançaram para EUR 1,8 mil mn, acima do registado em período homólogo. As vendas like-for-like ficaram praticamente inalteradas.
Mercados: PORTUGAL
Portugal: Segundo noticia o Diário Económico, a missão técnica da ‘troika’ chegou a um valor de EUR 100 mil mn, acima dos EUR 80 mil mn inicialmente estimados, relativamente ao montante que Portugal necessita para reequilibrar as contas do Estado.
Mercados: PORTUGAL
Sector Financeiro Português: Segundo um relatório da Comissão Europeia, a banca portuguesa é a menos capitalizada da Europa, registando um rácio de capital médio de 9,8% no 1S10 que compara com o rácio médio de 13,9% registado na EU, ainda que ultrapasse os 8% exigidos por Basileia a partir de 2015.
Mercados: PORTUGAL
Sector Financeiro Português: Segundo o Jornal de Negócios, o plano da ‘troika’ para o sector financeiro está já terminado, incluindo um aumento do rácio core tier one para 9% este ano e 10% no ano seguinte, a redução do rácio de crédito sobre depósitos até 120% e entrada de liquidez na economia através da criação de um fundo de capitalização das empresas públicas.
Empresas: GALP
Galp: A petrolífera portuguesa pretende participar no novo leilão de blocos petrolíferos no Brasil a ser realizado no dia 12 de Setembro, que não inclui as grandes reservas da região do pré-sal.
Empresas: BRISA
Brisa: A concessionária portuguesa voltou a aumentar a sua participação no capital da empresa através da compra de acções próprias, controlando já 5,5% do seu capital social.
Empresas: TEIXEIRA DUARTE
Teixeira Duarte: A empresa vai propor em AG a distribuição de EUR 6,3 mn em dividendos, o que se traduz em 1,55 cêntimos por acção.
Empresas: EDP RENOVÁVEIS
EDP Renováveis: A empresa foi alvo de um downgrade por parte de uma casa de investimento internacional.
Empresas: JERÓNIMO MARTINS
Jerónimo Martins: A empresa foi alvo de um upgrade por parte de uma casa de investimento internacional.
Empresas: AREVA
Areva: A empresa anunciou que as receitas no 1Q11 aumentaram 2,2% para EUR 1,98 mil mn.
Empresas: PHILIPS ELECTRONICS / ERICSSON
Philips Electronics/Ericsson: As empresas foram alvo de um upgrade por parte de diferentes casas de investimento internacionais.
2 de maio de 2011
MACROECONOMIA
Macroeconomia: A nível macroeconómico realce para a divulgação do índice de confiança da Universidade de Michigan o qual desiludiu as expectativas dos analistas ao cifrar-se nos 69,8 pontos (vs. 70,0 pontos esperados). Na Zona Euro, o Índice de Confiança do Consumidor cifrou-se nos -11,6 pontos, uma leitura mais negativa que o consenso de mercado que se situava nos -11 pontos, e a estimativa da inflação em Abril ficou aquém das expectativas (2,5% versus 2,7% esperados).
Mercados: CRUDE
Crude: Os futuros do crude para entrega em Junho negociados na Nymex em after hours recuaram USD 1,72 para USD 112,21 por barril.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
