Ásia: Os principais índices asiáticos encerraram a sessão em terreno misto, com os indicadores macroeconómicos nos EUA a impedirem uma performance superior. Mais uma vez o Nikkei esteve encerrado, por comemoração do Children’s Day.
5 de maio de 2011
Mercados: PORTUGAL
Portugal: A edição de hoje do Jornal de Negócios adianta que a primeira tranche do empréstimo internacional no valor de EUR 50 mil mn poderá ocorrer já em Junho, mas ainda é desconhecida a taxa de juro subjacente que será praticada. O programa Português prevê assim a entrega de 2/3 do valor da assistência no curto prazo, seguido da disponibilização de 20% do montante global em 2012 e o valor remanescente em 2013. Já a taxa de financiamento associada ao empréstimo do FMI assentará numa taxa base variável associada ao SDR acrescida de um spread que rondará os 250 p.b. – traduzindo um valor global próximo de 4%. As tranches provenientes dos mecanismos Europeus (FEEF e MEF) poderão contar com um spread na ordem dos 300 p.b. sobre os respectivos custos de financiamento (taxa de juro de quase 6%), ainda que a reunião do Ecofin no próximo dia 16 de Maio possa viabilizar a redução do nível de spreads exigidos pela Europa – para uma taxa de juro idealmente mais próxima daquela que foi renegociada com a Grécia.
Empresas: EDP - EDP RENOVÁVEIS
EDP/EDP Renováveis: O Memorando de Entendimento entre Portugal e a ‘troika’ inclui reestruturações profundas na área da electricidade, incluindo mudanças regulatórias, que poderão penalizar as eléctricas portuguesas.
Empresas: GALP
Galp: Segundo Américo Amorim, os accionistas da Amorim Energia não se terão mostrado contra a recondução de Ferreira de Oliveira à frente da equipa de gestão da Galp. Da mesma maneira, o empresário adianta que as notícias de que a ENI terá enviado uma carta ao presidente da Amorim Energia a propor nomes para o cargo também não correspondem à verdade.
Empresas: PORTUGAL TELECOM
Portugal Telecom: Segundo um comunicado enviado à CMVM, o Barclays voltou a adquirir acções da PT, reduzindo o interesse a descoberto na operadora para 0,88%.
Empresas: JERÓNIMO MARTINS
Jerónimo Martins: A retalhista prevê um crescimento praticamente nulo em Portugal nos próximos meses, tendo como objectivo para 2011 apenas o aumento da sua market share no país.
Resultados: BRISA
Brisa: A concessionária apresentou resultados do 1T tendo registado um aumento das receitas operacionais de 1,2%, impulsionados pelo crescimento do tráfego apesar da situação macroeconómica do país e por uma descida dos custos. Os lucros avançaram 41,7% para os EUR 25 mn, superando as expectativas dos analistas que apontavam para EUR 19 mn, enquanto a margem EBITDA se cifrou nos 69,2%, também acima das estimativas. A nível de dívida, a empresa viu manter-se inalterada a sua dívida relativamente ao final de 2010 (EUR 3,6 mil mn) ainda que se tenha verificado uma ligeira redução da dívida líquida no mesmo período.
Resultados: IBERDROLA
Iberdrola: A empresa espanhola revelou que o resultado líquido avançou para EUR 1,01 mil mn no 1Q11, acima das estimativas de EUR 906,6 mn estimados.
Resultados: ADIDAS
Adidas: A empresa anunciou que o resultado líquido avançou 25 no primeiro trimestre do ano, com uma maior procura do calçado da Reebok e maiores receitas nos mercados emergentes. Assim, o resultado líquido aumentou para EUR 209 mn, o que compara com os EUR 168 mn registados em período homologo e com os EUR 183 mn estimados. As vendas avançaram 22% para EUR 3,27 mil mn.
Resultados: SOCIETE GENERAL
Societe General: O segundo maior banco francês revelou que os lucros recuaram 14% no 1Q10, penalizados por um aumento das provisões resultante da instabilidade vivida no Egipto e por um aumento dos custos relacionados com dívida. O Resultado liquido atingiu os EUR 916 mn, abaixo dos EUR 1,06 mil mn observados em período homologo e estimados pelos analistas.
Resultados: LAFARGE
Lafarge: A maior cimenteira do mundo reportou resultados que ficaram aquém das estimativas dos analistas no 1Q11. Os resultados operacionais recuaram para EUR 224 mn, o que compara negativamente com os EUR 236 mn registados no ano anterior e com os EUR 250 mn estimados pelos analistas. O management revelou que os resultados foram penalizados pela inflação e pela instabilidade no Egipto.
Resultados: HEIDELBERG CEMENT
HeidelbergCement: A terceira maior cimenteira do mundo anunciou que os resultados operacionais avançaram 48% no primeiro trimestre do ano. O resultado operacional aumentou para EUR 253 mn, acima dos EUR 171 mn observados no ano anterior e acima dos EUR 229,5 mn estimados. As vendas aumentaram 19% para EUR 2,6 mil mn, igualmente acima dos EUR 2,43 mil mn estimados.
4 de maio de 2011
MACROECONOMIA
Macroeconomia: A nível macroeconómico, realce para a divulgação das Encomendas às Fábricas nos EUA, as quais avançaram 3% em Março, bastante acima das estimativas que apontavam para um crescimento de 1,5%. Na Zona-Euro, realce para o Índice de Preços no Produtor, o qual se cifrou exactamente em linha com as expectativas dos analistas ao avançar 0,7% em Março face ao trimestre anterior.
Mercados: CRUDE
Crude: Os futuros do crude para entrega em Junho negociados na Nymex em after hours recuaram USD 0,82 para USD 110,23 por barril.
Mercados: EUA
EUA: Os principais índices accionistas norte-americanos encerraram a sessão em terreno negativo na segunda sessão da semana. A penalizar o mercado estiveram as empresas do sector de Oil&Gas e a Sears Holdings que apresentou resultados significativamente abaixo das estimativas. O sector das telecomunicações negociou em sentido contrário, avançando cerca de 1,5%. O Nasdaq recuou 0,48% enquanto o Dow Jones Industrial Average encerrou praticamente inalterado.
Mercados: EUROPA
Europa: Ainda que recuperando de maiores perdas evidenciadas durante a sessão, os principais índices accionistas Europeus não evitaram o fecho no vermelho, sendo que o DAX, CAC e IBEX recuaram 0,36%, 0,29% e 0,48% respectivamente. Na esfera sectorial, realce para a underperformance apresentada pelo sector automóvel, nomeadamente os players germânicos BMW (-1,66%) e Daimler (-1,64%), traduzindo essencialmente um movimento de correcção técnico e a expectativa de um eventual agravamento da carga fiscal sobre a venda de veículos no mercado Alemão. Refira-se que a actual earning season continua a decorrer de forma intensa, destacando-se em particular o comportamento distinto apresentado entre a Metro (-2,3%) e a Infineon (+2,33%) na sequência da divulgação de resultados trimestrais, sendo que no caso da última a própria equipa de gestão acabou por elevar a guidance para os lucros no exercício.
Mercados: PORTUGAL
Portugal: O principal índice accionista português registou perdas na sessão de 0,63%, em linha com a performance registada pelos seus congéneres europeus. A penalizar o índice esteve o sector financeiro – BCP (-1,47%), Banif (-1,43%9, BES (-1,22%) e BPI (-0,74%) – numa sessão marcada pelas notícias de que a “troika” vai exigir à banca portuguesa um rácio de core tier one de 9% em 2011 e 10% em 2012. Também a Galp registou uma desvalorização de 1,43% penalizada pela redução do preço do crude nos mercados internacionais. Também a EDP Renováveis recuou 1,33% após ser alvo de um downgrade por parte de uma casa de investimento internacional. Pela positiva, destaque para a Jerónimo Martins e para a Cimpor, as quais registaram valorizações de 1,78% e 1,11%, respectivamente, a primeira após ser alvo de um upgrade por parte de uma casa de investimento internacional e a segunda no primeiro dia em que transaccionou sem direito a dividendo.
Mercados: ÁSIA
Ásia: Os principais índices accionistas asiáticos encerraram a sessão em terreno negativo, pela segunda sessão consecutiva, penalizados pelos receios de novas políticas de contenção da inflação por parte da economia chinesa que poderão levar a agravamento do crescimento económico do país. O Nikkei esteve novamente encerrado, por comemoração do Greenery Day
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