3 de junho de 2011

Mercados: ÁSIA

Os principais índices accionistas asiáticos registaram perdas na sessão em antecipação à divulgação de dados macroeconómicos do mercado laboral norte-americano – payrolls - que terá lugar hoje antes da abertura dos mercados norte-americanos. O Nikkei 225 recuou 0,66% para os 9492,21 pontos.

Mercados: PORTUGAL

Segundo o Diário Económico, a privatização da REN, EDP e TAP deverá render ao Estado EUR 3 mil mn, sendo que os 51% da REN estão avaliados em EUR 700 mn. Estas privatizações fazem parte do memorando de entendimento entre a TROIKA e Portugal.

Empresas: PORTUGAL TELECOM - ONGOING

A Ongoing, através da Ongoing Strategy Investments tornou-se na segundo maior accionista da PT, aumentando a sua participação de 6,77% para 10,05%, sendo que a operação teve um custo de EUR 250 mn.

Empresas: BRISA

A empresa adquiriu em Bolsa, a 1 de Julho de 2011, 250.000 acções próprias ao preço médio de EUR 4,466 cada, correspondente a 0,042% do capital social. Actualmente a empresa detém cerca de 6,24% do seu capital social.

Empresas: BCP

A GLG Partners LP, gestora de fundos de investimento, passou a deter uma posição a descoberto no banco português de -0,68% do capital social.

Empresas: ALTRI

A empresa vai pagar um dividendo bruto de EUR 0,02 por acção a partir do dia 21 de Junho de 2011, com ex-date a 16 de Junho.

Empresas: COFINA

A empresa vai pagar dividendo bruto de EUR 0,01 por acção a partir do dia 21 de Junho de 2011, com ex-date a 16 de Junho.

Empresas: FIAT

A automaker italiana anunciou que irá pagar USD 500 mn para comprar a posição de 6% que o Estado norte-americano ainda detém no Chrysler Group, para além de USD 60 mn para comprar os direitos que o Governo tem de comprar a posição do Fundo de Pensões dos trabalhadores na Chrysler.

Empresas: RWE - E.ON

Segundo um jornal alemão, as quatro maiores eléctricas alemãs perderão cerca de EUR 3,5 mil mn em vendas por ano como consequência do encerramento permanente de 8 das 17 centrais nucleares em território alemão.

03-06-2011: Mercados Financeiros

Macroeconomia: A nível macroeconómico realce para a divulgação dos novos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA, os quais recuaram para os 422 mil, ainda assim acima das estimativas dos analistas (417 mil). Também nos EUA, as encomendas às fábricas em Abril recuaram mais do que o esperado (-1,2% vs. -1,0%). Os inventários de crude registaram um aumento, acima da quebra de 1,6 mn de barris esperada, ao avançarem 2,9 mn de barris, enquanto a taxa de refinação recuou 0,3% quando era esperado um aumento de 0,5%.

2 de junho de 2011

Análise Técnica: COBRE


O cobre seguia a cair mais uma vez, para 8,993 USD por tonelada métrica, isto na expectativa do lançamento dos dados de "Factory Orders" dos Estados Unidos, dos quais os economistas dizem que vai apresentar a maior queda dos últimos 3 trimestres, aumentando a especulação da diminuição da procura em torno de metais industriais.

Análise Técnica: BPI

Todo o sector financeiro da praça portuguesa se tem encontrado em dificuldades, como é aliás verificável em qualquer um dos gráficos das cotadas financeiras portuguesas.BPI, BES ou BCP são praticamente cópias fiéis uns dos outros, por isso ao analisar uma empresa das mencionadas em particular, vamos estar praticamente a repetir o mesmo.

Análise Técnica: BUND10YR

Muito se tem falado do mercado da dívida nos últimos tempos.Um mercado que provavelmente era desconhecido para a maioria dos investidores há coisa de 2 anos, hoje em dia anda na boca de todos muito derivado da situação que Portugal e não só vivem.

Neste caso, vamos observar o gráfico das obrigações alemãs a 10 anos.

Análise Técnica: EUR-USD

Tal como havíamos previsto ontem o EURUSD reagiu em baxia ao toque na resistência do canal descendente azul. Para hoje adivinha-se um dia calmo nos mercados, tendo em conta que é feriado nas principais praças europeias. Ainda assim convém ter em atenção as declarações de Jean-Claude Trichet ás 10h15m, o que poderá dar alguma volatilidade ao mercado.

Análise Técnica: JERÓNIMO MARTINS

A Jerónimo Martins continua igual a si mesma. Como referido na semana passada, a quebra da resistência poderia ser indícios de que finalmente o trading range que a JMT vinha a negociar de há uns meses para cá poderia ter findado.

De momento, tudo parece encaminhar-se para tal, visto que a Jerónimo Martins está a negociar próximo do suporte e tem vindo a reagir sempre que se aproxima desses valores na zona dos 12.60-12.70

Poderá fazer sentido nesta mesma zona iniciar posições longas tendo em vista a valorização da acção, sendo que o rácio retorno/risco seria bastante atractivo uma vez que o stop poderia facilmente ser colocado imediatamente abaixo do suporte.

Apenas um fecho abaixo dos 12.40 poderia considerar que o movimento teria falhado.

Até lá, o potencial da JMT continua a ser apetecível.

INFORMAÇÃO MACRO ECONÓMICA

Ao nível macroeconómico, realce nos EUA para as MBA mortgages applications que recuaram 4% quando a leitura anterior tinha revelado um aumento de 1%. Já ao nível da criação de emprego, o instituto ADP criou apenas 38 mil novos postos de trabalho, abaixo dos 175 mil estimados. Por fim, o indicador ISM indústria situou-se nos 53,5, aquém dos 57,1 estimados pelos analistas.

Mercados: CRUDE

Os futuros do crude para entrega em Julho negociados em after hours na Nymex recuaram 1% para USD 99,25 por barril.

Mercados: EUA

Os principais índices accionistas norte-americanos registaram perdas superiores a 2% - S&P (-2,28%), Nasdaq (-2,11%) e Dow Jones (-2,22%) – penalizados pela divulgação indicadores macroeconómicos desfavoráveis, nomeadamente em termos de manufactura e criação de postos de trabalho nos EUA. O sector financeiro liderou as perdas devido aos receios de que o abrandamento da economia congele o acesso ao crédito.

Mercados: EUROPA

Invertendo face aos ganhos iniciais, os principais índices accionistas Europeus finalizaram com perdas generalizadas, sendo que o DAX, CAC E AEX recuaram cerca de 1 ponto percentual, debaixo do receio dos investidores em torno da desaceleração do momentum económico nos EUA, reflectindo a divulgação de indicadores macroeconómicos naquele país que ficaram aquém das expectativas de mercado. Na esfera sectorial, realce para a underperformance observada pelo sector Financeiro, casos das instituições Espanholas BBVA (-1,96%) e Santander (-1,96%), numa sessão em que foi intenso o newsflow em torno da crise de dívida Grega, nomeadamente o reforço dos montantes do respectivo plano de assistência financeira e a possibilidade dos credores aceitarem dilatar as maturidades dos créditos concedidos ao país mediante um regime de compensação específico – traduzindo assim um conjunto de linhas programáticas idênticas face à Convenção de Viena que, em 2009, proporcionou as intervenções externas nos países do Leste Europeu. Noutro âmbito, a Axa avançou 1,45%, depois de rever em alta alguns targets operacionais e de ter alienado a sua unidade de negócios no Canadá – Intect Financial – por USD 2,7 mil mn.

Mercados: PORTUGAL

O principal índice accionista português encerrou a sessão com perdas em torno de 1,21%, em linha com a performance registada pelos seus congéneres europeus. Apenas a Brisa e a ZON registaram valorizações na sessão, tendo avançado 0,63% e 1,43%, respectivamente, a primeira após ser noticiada a concretização de uma parceria com a holandesa NedMobiel na área dos projectos de mobilidade e a segunda sem que haja newsflow relevante que o justifique. O sector financeiro liderou as perdas no PSI-20, com o BCP a registar uma desvalorização de 5,82%, pressionado pela transacção de direitos relativamente ao aumento de capital em curso. Os restantes bancos também registaram perdas, ainda que em menor escala – BPI (-2,54%) e BES (-1,51%). Igualmente em plano negativo, realce para o desempenho da Jerónimo Martins (-1,2%) e da Galp (-0,24%), ainda que sem newsflow específico para o efeito.