19 de julho de 2011

Mercados: EUROPA

Os principais índices accionistas europeus encerraram a primeira sessão da semana com perdas generalizadas – CAC (-2,04%), DAX (-1,55%) e AEX (-1,92%) – penalizados pela divulgação dos resultados dos stress tests, os quais não foram suficientes para acalmar as preocupações em torno do contágio da crise da dívida periférica. Consequentemente o sector financeiro liderou as perdas destacando-se as perdas dos bancos italianos Unicredit (-6,36%) e Intesa Sanpaolo (-6,51%) e os ganhos registados pelos bancos gregos Alpha Bank (+1,37%) e National Bank of Greece (+1,19%). Realce para as perdas registadas pela Daimler (-3,32%) após ser noticiado que terá de pagar uma compensação ao Estado alemão relativamente a uma joint-venture que detém com a Deutche Telekom (-1,66%). Também a cimenteira francesa Holcim recuou 3,8% penalizada por declarações por parte do CEO relativamente ao impacto do custo das matérias-primas nos lucros da empresa. A Philips Electronics encerrou a sessão a desvalorizar 0,95% após apresentar resultados trimestrais que ficaram aquém das expectativas dos analistas, ainda que a guidance tenha superado as mesmas.

Mercados: PORTUGAL

O principal índice nacional encerrou a sessão a recuar 2,55%, em linha com as perdas registadas nos restantes índices europeus numa sessão marcada por fraco newsflow a nível empresarial. Destaque para o sector financeiro, onde o BCP registou a maior queda do dia, recuando 7,23%, atingindo novo mínimo histórico. BES e Banif recuaram 4,52% e 6,51% respectivamente, e o BPI encerrou a valorizar 0,54%, após apresentar os melhores resultados nos stress tests entre os bancos portugueses. Apenas a Cimpor registou uma valorização ligeira (+0,02%) ainda que sem newsflow relevante, enquanto a Mota-Engil encerrou a sessão com a mesma cotação após ter noticiado que a Tertir integrou uma missão empresarial à Ásia com o intuito de angariar negócios para a sua mais recente concessão portuária, o Porto Exterior de Caneliñas na Galiza.

Mercados: ÁSIA

A generalidade dos índices accionistas da região prolongou o movimento correctivo recente ao desvaloriar cerca de 0,2 p.p., um desempenho ainda assim menos negativo face ao observado na véspera pelos congéneres europeus e norte-americanos. Refira-se que o índice nipónico Nikkei 225 desvalorizou 0,85%, isto depois de se ter encontrado encerrado para negociação na sessão imediatamente prévia, sendo que na esfera sectorial destacou-se o comportamento das empresas de utilities e tecnológico.

Resultados: IBM

A empresa anunciou na véspera após o fecho de mercado que os lucros no 2Q11 aumentaram 8,2% para USD 3,66 mil mn ou USD 3,09 por acção excluindo efeitos não recorrentes, um registo que superou a expectativa do mercado que se situava nos USD 3,02 por acção. As receitas no período totalizaram USD 26,7 mil mn (+12% YoY), igualmente acima do consenso (USD 25,4 mil mn), tendo a equipa de gestão elevado a guidance para os respectivos lucros anuais – deverão situar-se nos USD 13,25 por acção vs EPS de USD 13,21 definidos anteriormente. Refira-se que a actividade de software registou um incremento das vendas em cerca de 17%, ao passo que a principal unidade da empresa – serviços – apresentou igualmente uma evolução favorável do topline (+10%).

Resultados: FORTUM

A eléctrica finlandesa apresentou resultados do 2T que ficaram em linha com as estimativas dos analistas, tendo atingido os EUR 472 mn de lucros.

Resultados: HALLIBURTON

A empresa norte-americana registou um crescimento dos lucros de 54% no 2Q11, com a alta do preço do crude a incentivar o investimento em exploração e produção nos EUA. O resultado líquido aumentou para USD 739 mn, acima dos USD 840 mn registados em período homólogo, e acima das estimativas dos analistas. As vendas aumentaram 35% para USD 5,94 mil mn.

Empresas: MOTA-ENGIL

A empresa portuguesa anunciou que pretende diversificar as suas actividades na América Latina, a região onde é expectável que seja registada a maior taxa de crescimento em 2011, tendo anunciado também a assinatura de um aditamento a um contrato de concessão com o governo mexicano.

Empresas: GALP - EDP

As empresas portuguesas que operam na área do gás natural passaram, desde a publicação de um decreto-lei ontem, a poder vender os respectivos défices tarifários permitindo-lhes encaixar desde já essas verbas que antigamente receberiam apenas no futuro.

Empresas: EDP

A China Power International está a negociar a compra de uma participação entre 2,5% e 5% na eléctrica portuguesa no âmbito da nova fase de privatização, após já ter demonstrado interesse no ano passado. Segundo o Diário Económico, a Parpública alegou não ter recebido nenhuma manifestação formal de interesse por nenhum grupo excepto da Electrobras.

Empresas: HERMÉS

A empresa de bens de luxo elevou o target para as vendas anuais, beneficiando das tendências positivas observadas num conjunto de economias emergentes. A equipa de gestão prevê que as vendas aumentem entre 12% a 14% no exercício de 2011 face ao respectivo período homólogo.

Empresas: AIR FRANCE - KLM

Segundo a notícia avançada pelo Les Echos, os tripulantes de cabina da companhia aérea de bandeira francesa ponderam realizar greves distintas que se materializarão entre os dias 29 de Julho e 8 de Agosto.

Empresas: BASF - TOMTOM - REN

As empresas foram alvo de um downgrade por parte de uma casa de investimento internacional.

Empresas: FRANCE TELECOM - PPR

A empresa foi alvo de um upgrade por parte de uma casa de investimento internacional.

19-07-2011: Mercados Financeiros

Macroeconomia: A nível macroeconómico, destaque para a divulgação do índice de mercado Imobiliário norte-americano NAHB o qual se cifrou abaixo do esperado, 13 pontos vs 15 pontos antecipados.

Crude: Os futuros do crude para Agosto negociados em after hours na Nymex avançaram cerca de meio ponto percentual para os USD 96,38 por barril, reflectindo a expectativa do incremento de consumo na China e a contracção dos stocks existentes.

18 de julho de 2011

INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA

A nível macroeconómico, destaque para a divulgação do Índice de Preços no Consumidor nos EUA, o qual recuou 0,2% face ao mês anterior, que compara com a quebra de 0,1% antecipada pelo mercado. No que concerne o Empire Manufacturing, este registou uma contracção de 3,76 pontos quando era esperado um aumento de 5,0, enquanto a Produção Industrial ficou sensivelmente em linha com as expectativas ao avançar 0,2%. Relativamente ao indicador de confiança da Universidade de Michigan, este desiludiu o mercado ao cifrar-se nos 63,8 pontos versus 72,2 esperados.

Mercados: CRUDE

Os futuros do crude para entrega em Agosto negociados em after hours na Nymex prolongaram o recente movimento de valorização, fixando-se nos USD 97,17 por barril.

Mercados: EUA

Encetando uma recuperação intra-diária assinalável, os principais índices accionistas norte-americanos finalizaram com ganhos generalizados, destacando-se em particular a recuperação dos segmentos tecnológico e petrolífero, traduzindo essencialmente um movimento de recuperação técnico face à dimensão das perdas recentes.

Mercados: EUROPA

Os principais índices accionista europeus encerraram a última sessão da semana com perdas – CAC (-0,66%), AEX (-0,29%) e DAX (+0,07%) – pressionados pela divulgação dos resultados de stress tests agendada para após a sessão de hoje, assim como pela quebra inesperada da confiança dos consumidores norte-americanos. Naturalmente, o sector financeiro liderou as perdas, destacando-se a underperformance do Credit Agricole (-3,06%) e do Commerzbank (-2,95%). O sector farmacêutico liderou os ganhos com a Sanofi a avançar 1,28% após ser seleccionada como top pick por uma casa de investimento internacional. Destaque para a desvalorização da BHP Billion (2%) após acordar a compra da Petrohawk Energy por USD 12,1 mil mn, e para a valorização das automakers alemãs – BMW (+2,35%) e Volkswagen (+2,8%) – após uma casa de investimento internacional anunciar que prevê lucros recorde no primeiro semestre para o sector automóvel alemão.

Mercados: PORTUGAL

Portugal: O principal índice nacional encerrou a sessão a recuar cerca de 0,42%, em linha com as perdas registadas pelos seus congéneres europeus, em antecipação à divulgação dos resultados dos “stress tests” à banca europeia. Destaque para a Galp que encerrou a valorizar 2,93%, após ter divulgado os resultados operacionais previsionais do primeiro semestre de 2011. Realce ainda para as valorizações da Sonae.com, REN e BPI com resultados positivos de 0,92%, 1,14% e 1,64% respectivamente. Os restantes títulos do sector financeiro encerraram em terreno negativo, sendo o Banif (-3,33%) o banco que registou a maior queda – BCP (1,55%) e BES (-0,87%). A Zon Multimedia liderou as perdas na sessão, encerrando a recuar 3,64% ainda que sem newsflow relevante que o justifique. Destaque para a ligeira valorização da EDP Renováveis (+0,14%) após ter divulgado resultados operacionais previsionais do primeiro semestre.

Mercados: ÁSIA

Os principais índices accionistas asiáticos iniciaram a semana com desvalorizações em torno de meio ponto percentual, reflectindo a incerteza em torno dos problemas que assolam a crise de dívida na Europa, bem como a indefinição no que respeita o acordo de medidas no Senado norte-americano com o objectivo de redução do défice orçamental. Refira-se em nota individual que a negociação do índice nipónico Nikkei 225 esteve encerrada na presente sessão.