28 de julho de 2011

Mercados: ÁSIA

Os principais índices asiáticos também encerraram em terreno negativo, penalizados pelo impasse nos EUA. O Nikkei recuou 1,45%, penalizado igualmente pelo sector tecnológico, sendo oque todos os sectores encerraram negativos.

Resultados: BCP

Anunciou na véspera após o fecho de mercado que os lucros no 1H11 atingiram EUR 88,4 mn, traduzindo uma quebra de 45,8% face aos resultados obtidos no período homólogo e que comparam desfavoravelmente com aquela que era a projecção média da comunidade de analistas. A evolução negativa do bottomline foi essencialmente penalizada pela diminuição dos resultados em operações financeiras (EUR 21 mn vs EUR 314 mn no período homólogo) e pelo reforço significativo das dotações para imparidade de crédito (aumentaram de EUR 384 mn para EUR 562 mn no 1H11), não obstante se ter verificado uma evolução positiva da margem financeira, a qual registou um incremento de 14,6% para EUR 807,7 mn, isto para além de se ter observado uma redução dos custos operacionais (-3,5% numa base consolidada para EUR 749,5 mn). A actividade em Portugal apresentou lucros de EUR 24 mn (-82,6%), em contraste com a evolução claramente mais positiva da actividade internacional que totalizou EUR 64,4 mn, traduzindo um incremento homólogo de 154,1%.

Resultados: BCP

Ao nível dos principais indicadores de solvabilidade, realce para o rácio Core Tier I que se situou nos 8,5% no 1H11 e 9,3% no que respeita o Tier I, ao passo que o rácio total ascendeu a 10,5%, com a generalidade destes indicadores a comparar favoravelmente com o observado no ano transacto, em função do relevante aumento de capital que foi realizado no presente exercício. Adicionalmente, refira-se que o rácio de crédito sobre depósitos fixou-se nos 144% (vs 160% no 1H10, traduzindo o esforço de desalavancagem do BCP e que tem sido adoptada pela generalidade da banca nacional. Uma nota final para a redução do uso do BCE para o financiamento da actividade do Banco no médio prazo, ainda que esta exposição ascenda a EUR 15 mil mn – traduzindo nesse particular a maior dependência ao BCE entre os principais bancos nacionais.

Resultados: BCP

No âmbito da divulgação dos resultados trimestrais da instituição, o BCP definiu uma clara redefinição da sua estratégia internacional que passará pela entrada num conjunto de mercados internacionais de elevado potencial – destacando-se entre outros o Brasil, China e Moçambique – admitindo a possibilidade da venda de activos na Europa que são entendidos pelo management como não core (Polónia, Grécia e Roménia), caso surjam obviamente propostas interessantes. A equipa de gestão revela que esta estratégia pretende acompanhar as alterações no que respeita o eixo mundial da riqueza, afastando qualquer tipo de pressão que possa ter sido exercida por alguns dos actuais accionistas para que o BCP procedesse a alterações estratégicas tão significativas como as que foram anunciadas na véspera.

Resultados: ZON

A ZON apresentou resultados semestrais que revelaram uma quebra dos lucros de 15,4% para os EUR 19,4 mn, ainda assim superando o consenso de mercado que apontava para uma quebra de 28,7%. Já o EBITDA avançou 5,7% no 1S e 3% quando consideramos a performance trimestral, traduzindo-se num aumento da margem EBITDA para 37,1% em ambos os casos, impulsionados pelo bom desempenho das receitas mensais de Triple Play.

Resultados: ALCATEL - LUCENT

A empresa francesa apresentou resultados do 2T11 que superaram as expectativas dos analistas, impulsionados pelo aumento da procura na América do Norte e América Latina assim como na Ásia. As vendas avançaram 2,4% para os EUR 3,9 mil mn enquanto os lucros atingiram os EUR 43 mn, que compara com as perdas registadas no mesmo trimestre do ano anterior e com os EUR 13 mn que eram antecipados pelo mercado. A equipa de gestão reiterou a guidance anual, prevendo crescer a um ritmo mais elevado que o mercado e registando uma margem operacional superior a 5% das vendas.

Resultados: LAFARGE

A cimenteira francesa desiludiu as estimativas do mercado, ao apresentar os resultados do 2T cujos lucros se cifraram nos EUR 289 mn, quando o mercado antecipava lucros de EUR 304 mn. Ainda assim, a empresa reiterou a guidance anual.

Resultados: INFINEON TECHNOLOGIES

A empresa alemã apresentou resultados do 3T fiscal, os quais superaram as estimativas dos analistas, tendo reportado um aumento dos lucros operacionais de 54% para os EUR 212 mn, quando o mercado previa um aumento para os EUR 198 mn. A empresa elevou a guidance anual baseada no aumento da procura de chips utilizados nos equipamentos de electrónica e no sector automóvel, prevendo um aumento das vendas anuais superior a 20%.

Resultados: LUFTHANSA

A segunda maior companhia aérea europeia reportou lucros que ficaram aquém das expectativas dos analistas, penalizados pela crise política nos países Árabes e pelo aumento do preço do crude nos mercados internacionais.

Resultados: RENAULT

A carmaker francesa apresentou resultados semestrais os quais foram penalizados pelo aumento do custo das matérias-primas e problemas no fornecimento de partes (Japão) assim como pela manutenção de uma procura fraca na Europa. O EBITDA recuou 19% para os EUR 630 mn, ainda assim superando as expectativas dos analistas que apontavam para EUR 595 mn, enquanto as receitas aumentaram 7,3% para os EUR 21,1 mil mn. Relativamente ao outlook anual, a empresa reiterou a sua estimativa de crescimento das vendas, ainda que tenha revisto em baixa a estimativa para o crescimento do mercado automóvel para 3 a 4% quando antes estimava um crescimento de 6%.

Resultados: VALEO

A segunda maior fabricante de peças automóveis francesa reportou um aumento dos lucros de 30% no 1S beneficiando do aumento da procura pelas suas tecnologias eficientes superior ao crescimento do mercado automóvel.

Resultados: DANONE

A empresa anunciou que o resultado líquido do primeiro semestre ficou abaixo das expectativas dos analistas, que esperavam lucros de EUR 899,1 mn atingindo apenas EUR 861 mn. Apesar deste resultado ter sido abaixo das expectativas ficou acima dos resultados apresentados no período homólogo (EUR 838 mn). A explicação por parte da Danone para estes resultados deve se ao facto de os custos com o leite e o plástico ter subido, mas dizem que estes custos não teram tanto impacto no período seguinte.

Resultados: REPSOL

A empresa espanhola apresentou um lucro ajustado de EUR 485 mn no 2Q11, abaixo do registado em período homólogo, ainda que acima das estimativas dos analistas que previam um lucro de EUR 418 mn.

Resultados: BBVA

O banco espanhol apresentou uma quebra nos lucros, no 2Q11, de 7,6% para EUR 1,19 mil mn, aquém do observado em igual período do ano anterior, ainda que tenha superado as estimativas dos analistas que apontavam para um valor de EUR 1,09 mil mn.

Resultados: TELEFÓNICA

A operadora apresentou uma quebra de 27% nos lucros no 2Q11, penalizada por um aumento d competição no mercado doméstico. O resultado liquido situou-se nos EUR 1,54 mil m, aquém dos EUR 2,12 mil mn alcançados em período homologo, e abaixo dos EUR 1,64 mil mn estimados pelos analistas. Já as vendas avançaram 2,2% para EUR 15,45 mil mn, ainda que aquém das estimativas de EUR 15,7 mil mn. A América Latina será a grande aposta da empresa que prevê mesmo a diminuição de cerca de 20% dos postos de trabalho no mercado espanhol.

Resultados: Casino Guichard Perrachon

A retalhista francesa apresentou um resultado liquido de EUR 133 mn, aquém dos EUR 166 mn observados em período homólogo, e aquém dos EUR 197 mn estimados pelos analistas. Na sequencia da divulgação dos resultados a empresa adiantou que pretende elevar o seu target de venda de activos em 2011, de EUR 700 mn para mais de EUR 1000 mn.

Resultados: BASF

A maior empresa química a nível mundial apresentou um lucro de EUR 2,24 mil mn, sensivelmente em linha com o observado em período homólogo, mas aquém das estimativas de EUR 2,4 mil mn. As vendas avançaram 14% para EUR 18,5 mil mn. Adicionalmente a empresa reiterou a guidance para o presente ano.

Resultados: BAYER

A empresa anunciou um resultado líquido de EUR 747 mn, aquém dos EUR 777,7 mn estimados pelos analistas.

Resultados: AIR FRANCE

A transportadora aérea francesa reportou uma quebra dos lucros penalizada por um enfraquecimento da procura e aumento dos custos com combustível. A empresa registou uma perda de EUR 145 mn, significativamente aquém dos lucros de EUR 43,4 mn estimados.

Resultados: DEUTSCHE LUFTHANSA

A empresa alemã também registou um resultado líquido aquém das estimativas, com lucros de EUR 3 mn, abaixo dos EUR 96 mn estimados, penalizada igualmente por uma quebra na procura e aumento dos custos dos combustíveis.