29 de julho de 2011

INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA

A nível macroeconómico realce para a divulgação dos novos pedidos de subsídio de desemprego nos EUA, os quais se cifraram nos 398 mil, abaixo das estimativas dos analistas. Na Zona-Euro o índice de confiança do consumidor atingiu os -11,2 pontos, apresentando uma melhoria face às expectativas que apontavam para -11,4 pontos.

Mercados: CRUDE

Os futuros do crude para entrega em Setembro negociados em after hours na Nymex recuaram USD 0,52 para USD 96,92 por barril.

Mercados: EUA

Os principais índices norte-americanos encerraram na generalidade negativos, com a manutenção dos receios relativos ao aumento do tecto da dívida nos EUA. O S&P 500 recuou 0,32%, com o sector de telecomunicações a ser o mais penalizado, enquanto o sector tecnológico registou novamente a melhor performance, levando o Nasdaq a encerrar praticamente flat. Já o Dow Jones Industrial Average recuou 0,51%.

Mercados: EUROPA

Ainda que recuperando de maiores perdas observadas ao longo da sessão, os principais índices accionistas Europeus não evitaram o fecho em terreno negativo – DAX (-0,86%), CAC (-0,57%) e AEX (-0,16%) – reflectindo a persistência do impasse político norte-americano no que respeita a subida do tecto da dívida, evento que poderá desencadear alterações no rating de crédito da dívida dos EUA. Numa sessão dominada por um intenso newsflow em torno da divulgação de resultados trimestrais, realce para a underperformance do sector tecnológico, nomeadamente a Cap Gemini (-9,18%) e Alcatel-Lucent (-15,33%), esta última após reportar vendas que desiludiram as expectativas do mercado, não obstante a equipa de gestão ter reiterado alguns dos principais targets do exercício (margem operacional). No pólo oposto, realce individual para a Renault (+4,51%) que foi impulsionada pela divulgação de resultados trimestrais acima das expectativas de mercado, ao passo que a nível sectorial destaque para os ganhos do sector financeiro, nomeadamente do bloco periférico core – casos do BBVA (+1,73%) e do Banco Popular (+1,90%).

Mercados: PORTUGAL

O principal índice accionista português registou ganhos na sessão de 0,93%, contrariando as perdas registadas pelos seus congéneres europeus. Realce para a overperformance evidenciada pelo sector financeiro, tendo o BES liderado os ganhos no PSI-20 ao avançar 3,80% enquanto o BCP e BPI registaram valorizações de 1,64% e 0,95%, respectivamente, o primeiro reagindo positivamente à redefinição da estratégia do banco mesmo após apresentar resultados que ficaram aquém das estimativas dos analistas. Realce para os ganhos de 3,29% evidenciados pela Jerónimo Martins, após uma casa de investimento internacional rever em alta o seu price target. No pólo oposto, destaque para a Brisa, a qual liderou as perdas ao recuar 3,81% em antecipação à divulgação de resultados trimestrais que decorrerá amanhã.

Mercados:ÁSIA

Os principais índices asiáticos encerraram negativos, após a continuação do impasse no bloco norte- americano. O Nikkei recuou 0,69%, como sector de telecomunicações a registar a pior performance.

Resultados: GALP

A petrolífera apresentou resultados do 1S11 registando um resultado líquido RCA de EUR 111 mn - dos quais 63% foram realizados no 2T -, um decréscimo de 36% face ao período homólogo penalizado pelo desempenho desfavorável das áreas de Refinação & Distribuição. A Produção de crude net entitlement ficou praticamente inalterada YoY nos 11,7 mobpd, enquanto o volume de gás vendido aumentou 22,3%. O EBITDA RCA totalizou EUR 365 mn (-20%) enquanto a margem de refinação se cifrou nos USD 0,8/bbl também abaixo do valor registado em período homólogo. O investimento no trimestre foi de EUR 590 mn, canalizado principalmente para o projecto de conversão de refinarias.

Resultados: EDP

A eléctrica portuguesa apresentou resultados semestrais que superaram as expectativas dos analistas, tendo o resultado líquido registado um incremento de 8% para os EUR 609 mn, acima dos EUR 577 mn antecipados pelos mercado. Também o EBITDA registou uma evolução positiva, atingindo os EUR 1,9 mil mn, impulsionado pela actividade regulada e pelas operações no Brasil as quais compensaram as perdas no mercado liberalizado na Península Ibérica. Também a dívida líquida registou um aumento para os EUR 16,9 mn penalizando os resultados financeiros da EDP.

Resultados: SONAE INDUSTRIA

Anunciou que os lucros no 2Q11 aumentaram 1% para EUR 356 mn no 2Q11, sendo que o EBITDA mais que duplicou neste período para EUR 34 mn, traduzindo uma margem EBITDA de 9,9% - um registo que compara favoravelmente com os 6,5% em que se ficou este indicador no período homólogo. Não obstante, o forte incremento das provisões (EUR 28 mn) em conjunto com a rubrica de amortizações (EUR 22 mn) e a subida dos encargos financeiros (EUR 14 mn) determinou que os resultados líquidos atingissem um prejuízo de EUR 24 mn, observando-se assim um agravamento face às perdas de EUR 6 mn observadas no período homólogo.

Resultados: SONAECOM

A empresa anunciou na véspera após o fecho de mercado que as receitas no 1H11 atingiram EUR 425,4 mn, diminuindo em 5,5% face ao observado no período homólogo, sendo que o incremento de 1,5% nas receitas de clientes no móvel e o aumento de 8,3% nas receitas de serviços na SSI não compensaram essencialmente a redução de 29,1% no nível da venda de equipamentos. Não obstante, o EBITDA consolidado fixou-se nos EUR 106,5 mn (+7,0%) e a respectiva margem EBITDA aumentou 2,9 p.p. para 25%, uma evolução favorável suportada pelos ganhos de eficiência obtidos, bem como pela tendência positiva nas receitas de clientes do móvel. Já o resultado líquido atribuível ascendeu a EUR 31,9 mn (62,4% acima do 1H10), reflectindo os ganhos ao nível operacional referidos supra, bem como a diminuição dos encargos com amortizações e depreciações.

Resultados: TOTAL

A petrolífera francesa reportou uma quebra de 6% no resultado líquido para EUR 2,8 mil mn, em linha com as estimativas dos analistas, penalizada por operações de manutenção em diversas explorações petrolíferas e pelo encerramento temporário das operações na Líbia. Também a produção recuou 2% para 2,31 mn de barris por dia.

Resultados: ENDESA

A empresa espanhola anunciou que o seu resultado líquido avançou 5,8% para EUR 1,8 mil mn.

Resultados: PPR

A empresa francesa reportou um resultado líquido de de EUR 450 mn, acima dos EUR 438,7 mn estimados e acima do observado em período homólogo. Os resultados foram impulsionados por um crescimento de 23% das vendas na unidade de luxo da empresa. A empresa que em Março vendeu a cadeia Conforama e se prepara para vender a Redcats tem como objectivo reorganizar-se mais em torno do segmento de luxo. No 1H11 as vendas avançaram 7,3% para EUR 7,22 mil mn.

Resultados: MICHELIN

A empresa francesa reportou um resultado operacional de EUR 971 mn, aquém dos EUR 990 estimados pelos analistas. As vendas atingiram EUR 10,1 mil mn, sensivelmente em linha com os EUR 10,2 mil mn estimados. A empresa advertiu para o facto de o Free Cash Flow poder ser temporariamente negativo por causa do Capex e dos custos das matérias-primas. No entanto, a empresa reviu em alta o target para o aumento do volume de vendas.

Resultados: CONTINENTAL

A empresa alemã reportou um resultado liquido de EUR 647 mn, aquém dos EUR 716 mn estimados pelos analistas. No entanto, e tal como a sua concorrente francesa, a empresa reviu em alta o outlook para as receitas para EUR 29,5 mil mn, acima dos EUR 28,5 mil mn estimados anteriormente. Também a margem operacional foi aumentada de 9,7% para cerca de 10%.

Resultados: EDF

A eléctrica francesa reportou um aumento de 6,2% dos lucros no 1H11, com o EBITDA a avançar para EUR 8,62 mil mn, acima dos EUR 8,58 mil mn estimados. Os resultados foram impulsionados por um aumento do output nuclear em France e no Reino Unido. A empresa reiterou a guidance para o presente ano mas reviu em alta o outlook para o output doméstico.

Resultados: SCHNEIDER ELECTRIC

A empresa anunciou que o resultado do primeiro semestre ficou abaixo das expectativas dos analistas, que esperavam lucros de EUR 851 mn atingindo apenas EUR 802 mn. Apesar deste resultado ter ficado abaixo das expectativas subiu 9% face ao período homólogo. A explicação por parte da empresa para que os resultados não tenham superado as estimativas, deve-se à inflação das matérias-primas utilizadas. Relativamente ao segundo trimestre as receitas aumentaram 16% face ao período homólogo, atingindo assim EUR 5,39 mil mn.

Resultados: EADS

A empresa viu os seus lucros no 1H11 avançarem 39%, com o EBITDA a situar-se nos EUR 563 mn, acima dos EUR 511 mn estimados pelos analistas. As vendas avançaram 8% para EUR 21,9 mil mn. A mais procura no segmento da aviação comercial colmatou o enfraquecimento das receitas no segmento militar. A empresa reiterou o outlook para 2011.

Resultados: HEIDELBERG CEMENT

A empresa reportou uma quebra de 10% dos resultados penalizada pelo aumento dos custos com energia. O resultado operacional recuou para EUR 441 mn, aquém dos EUR 480 mn estimados pelos analistas. As vendas avançaram 3% para EUR 3,39 mil mn, superando as estimativas de EUR 3,37 mil mn.

Resultados: SAINT-GOBAIN

A empresa reportou um resultado líquido de EUR 768 mn, acima dos EUR 501 registados em período homologo, ao mesmo tempo que reiterou a guidance anual.