22 de setembro de 2011
Mercados: CRUDE
Os futuros do crude para entrega em Novembro negociados em
after hours na Nymex recuaram mais de um ponto percentual para USD 84,05 por
barril, reflectindo a expectativa dos investidores em torno da prossecução do actual
cenário de abrandamento económico global.
Mercados: EUA
Os principais índices accionistas norte-americanos finalizaram
com perdas em torno de 3 pontos percentuais – praticamente a níveis mínimos
intradiários – mesmo depois do FED ter sinalizado que irá avançar para a compra
de títulos de dívida de longo prazo em contraposição à venda de treasuries de
curto prazo, numa acção denominada por Operação Twist – a qual já era
amplamente esperada pelo mercado e que previsivelmente terá um efeito limitado
na economia real tendo em conta que o nível de taxas de juro (mesmo nos prazos
mais longos) encontra-se a níveis historicamente reduzidos. Os principais
activos de risco acabaram por ter uma reacção negativa a este evento, sendo que
as Treasuries (10 anos e nos prazos mais longos) encetaram um rally
significativo, reflectindo algum frontrunning desta nova medida enunciada pela
Reserva Federal norte-americana.
Mercados: EUROPA
Os principais índices accionistas europeus encerraram a
sessão com perdas – DAX (-2,46%), CAC (-1,62%) e AEX (-1,38%) – após
declarações por parte da troika de que irão regressar a Atenas na próxima
semana, uma vez que das negociações dos últimos três dias não emergiu nenhuma
solução. Realce para as perdas do sector automóvel, destacando-se a Peugeot
(-5,70%) e Volkswagen (-2,63%), ainda que sem
newsflow relevante que o justifique. Também a Lufthansa registou perdas
na sessão de 5,04% após ser alvo de um downgrade por parte de uma casa de
investimento internacional. O sector financeiro liderou as perdas com a maioria
dos bancos a registar desvalorizações as quais se revelaram mais pronunciadas
em Espanha e Itália – BBVA (-3,42%), Intesa Sanpaolo (-2,86%), Santander
(-2,54%) e Unicredit (-2,52%).
Mercados: PORTUGAL
O principal índice nacional encerra a sessão com ganhos
ligeiros (+0,38%), contrariando a
performance negativa dos índices Europeus. No pólo negativo, destaque
para a Mota-Engil, que encerra a desvalorizar 5,60%, após ser noticiado que o
consórcio que lidera (Ascendi) vai ser compensado em EUR 717,1 mn pelo Estado
Português devido à introdução de portagens nas SCUTS. Realce para a Brisa que
liderou os ganhos da sessão, valorizando 2,86%, sem newsflow relevante que o
justifique. A Galp valorizou 1,46%, após ter noticiado que irá duplicar o seu
investimento em Angola entre 2015 e 2016 para EUR 2000 mn.
Mercados: ÁSIA
Os principais índices accionistas da região finalizaram com
perdas em torno de 3 pontos percentuais, reflectindo alguma preocupação com os
comentários do FED que sinalizaram que se têm vindo a acentuar os riscos de
downside para a actividade económica no curto/médio prazo, pelo que os
investidores voltaram a optar por alienar a generalidade dos activos de risco.
Na esfera sectorial, realce para a underperformance exibida por um conjunto de players
cíclicos, destacando-se igualmente a quebra de algumas commodities (entre as
quais o cobre), em oposição a um comportamento favorável exibido por um
conjunto de activos de refúgio, nomeadamente Ouro e Treasuries.
Resultados: GENERAL MILLS
A empresa reportou um resultado liquido deduzido de
investimentos em matéria-prima e avaliações de USD 64 cêntimos por acção, acima
dos USD 62 cêntimos estimados pelos analistas. As receitas avançaram 9% para
USD 3,85 mil mn, superando as estimativas que apontavam para os USD 3,81 mil
mn. Foi a primeira vez que a Yoplait integrou os resultados da empresa, tendo
contribuído com 3% para o aumento das receitas acima descrito. A empresa
pretende expandir-se para fora dos EUA, apesar de este continuar a ser um
mercado bastante atractivo.
Mercados: GRÉCIA
Na sequência das duas Conference Calls realizadas nos
últimos dois dias, o executivo Grego anunciou uma nova ronda de políticas de
austeridade, a qual recairá sobre o corte de salários de cerca de 30 mil
funcionários públicos, bem como a redução do valor das pensões em 20% (acima de
EUR 1200/mês) e em 40% para os pensionistas com menos de 55 anos e que aufiram
valores superiores a EUR 1000 mensais. Este anúncio acaba por espelhar alguma
convergência entre as medidas exigidas pela Troika e os esforços de
consolidação pelos responsáveis helénicos, pelo que a possibilidade de ser
libertada a 6ª tranche (até final do mês) associada ao primeiro plano de
assistência financeira é no presente bastante elevada – pelo que deverá ser
evitado um default da Grécia no curto prazo.
Empresas: EDP
A eléctrica brasileira Electrobras declarou estar apenas
interessada na privatização da congénere portuguesa caso tenha poder no
conselho de administração da empresa.
Empresas: EDP
Segundo o Jornal de Negócios, as brasileiras Cemig e CPFL
estão a estudar o lançamento de uma proposta, em conjunto com a Electrobras,
para a compra da participação de 20% que o Estado português detém na eléctrica
e que pretende privatizar.
Empresas: JERÓNIMO MARTINS / SONAE
Segundo um estudo elaborado pela Associação
Portuguesa de Empresas de Distribuição, a retalhista do grupo Jerónimo Martins
aumentou em 11% a sua facturação por área em 2010 enquanto a Sonae facturou
menos 3% por área de venda.
Empresas: JERÓNIMO MARTINS
Segundo noticia o Jornal de Negócios, a porta-voz
da retalhista portuguesa descartou a possibilidade de compra da polaca Emperia
devido à grande sobreposição entre ambas as redes.
Empresas: BCP
Segundo o Jornal de negócios, o banco português vai avançar
ainda este mês com uma operação de troca de títulos que deverá aumentar as
reservas em EUR 310 mn que serão utilizadas no aumento do rácio de capital core
tier one em 0,45 pontos percentuais, colocando o rácio perto dos 9%.
Empresas: GALP
Uma casa de investimento internacional iniciou a sua
cobertura da petrolífera portuguesa atribuindo um price target de EUR 17,30 e
uma recomendação de compra.
Empresas: SEMAPA
O price target da empresa portuguesa foi revisto em baixa
por uma casa de investimento internacional de EUR 7,76 para EUR 5,52, mantendo
a recomendação existente.
Empresas: SONAE
O price target da empresa portuguesa foi revisto em baixa
por uma casa de investimento internacional de EUR 0,80 para EUR 0,60, mantendo
a recomendação neutral.
Empresas: ENDESA
A empresa sofreu um upgrade do seu rating de dívida por
parte da Standard & Poor’s, de BBB+ para A-.
Empresas: VALEO
A empresa noticiou que procedeu à recompra de 558.302 acções
próprias para cobrir bónus e planos de compra de acções.
Empresas: VINCI
A construtora francesa veio anunciar que, juntamente com a
Royal BAM Groep NY, foi finalizado o acordo que irá financiar a modernização de
um segmento da auto-estrada que liga Berlim a Munique, num projecto que deverá ascender
aos EUR 220 mn.
Empresas: IBERDROLA
A empresa espanhola vai comprar mais 12,5% num projecto
que está a construir uma central nuclear no Reino Unido, totalizando uma
participação de 50% no mesmo.
Empresas: AIRBUS
O BNP e a Societé General interromperam o financiamento
para compra de aviões, devido a dificuldades em obterem refinanciamentos em
dólares. A Airbus deverá ser mais afectada que outras empresas, por ter poucas facilidades
de crédito nos EUA.
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