22 de maio de 2012

Mercados: PORTUGAL

O principal índice accionista nacional encerra a primeira sessão da semana com uma desvalorização de 0,4%, contrariando a performance positiva registada pelos restantes índices europeus. Num dia pautado pela ausência de newsflow empresarial de relevo, a REN dominou as perdas do PSI20, ao recuar 2,02%, seguida pela Mota-Engil (-1,41%) e pela Portucel (-1,13%). Nota negativa para a EDP, que recuou 0,97%, após ter sido anunciado que o Estado pode estender a exploração das centrais a carvão de Sines e do Pego, na sequência das negociações sobre os custos do sistema eléctrico nacional. Também a Cimpor desvalorizou 0,17%, depois de ser noticiado que a Autoridade da Concorrência Brasileira deverá colocar a imposição de remédios adicionais no âmbito da OPA da Camargo Corrêa sobre a Cimpor, tendo em conta que a mútua presença da Camargo Corrêa e da Votorantim na Cimpor ampliaria de forma significativa o poder de concentração no mercado Brasileiro. No pólo oposto, os ganhos da sessão foram dominados pelo sector financeiro, sendo que o BES avançou 2,42%, o BPI valorizou 0,85% e o BCP manteve-se inalterado face à sessão anterior, enquanto as empresas do universo Sonae também registaram ganhos na sessão – Sonaecom: +2,38%; Sonae SGPS: +1,01%.

Mercados: EUROPA

Os principais índices accionistas europeus registaram ganhos na primeira sessão da semana – CAC (+0,64%), DAX (+0,95%) e AEX (+0,61%) – corrigindo das fortes perdas registadas na semana transacta numa sessão em que as declarações por parte da China de que vai estimular o crescimento económico suplantaram as preocupações em torno da situação Grega. A nível sectorial, as automakers francesas registaram fortes valorizações – Renault (+4,67%) e Peugeot (+4,15%) – após a Renault ser alvo de um upgrade por parte de uma casa de investimento internacional. Realce também para a overperformance do banco britânico Barclays (+2,21%) após ser noticiado que pretende vender a sua participação no Blackrock por cerca de USD 6,1 mil mn. No pólo oposto, realce para as perdas de 5,9% registadas pela Carlsberg após uma casa de investimento internacional emitir uma recomendação de venda do título.

Mercados: ÁSIA

Os principais índices asiáticos encerraram igualmente em terreno negativo, em linha com o observado nos restantes blocos mundiais, com a especulação de que a Europa e a China vão tomar medidas para impulsionar o crescimento económico. O Nikkei avançou 1,1%, com o sector industrial a ser o mais beneficiado na sessão.

Resultados: MOTA-ENGIL

A construtora portuguesa encerrou o 1T12 com lucros de EUR 4,52 mn, um avanço de 44,7% face ao período homólogo, que compara positivamente com as previsões dos analistas que previam a manutenção dos lucros nos EUR 3,0 mn, beneficiando do aumento do peso da actividade internacional que já perfaz 55% dos resultados. O EBITDA avançou também cerca de 21% para os EUR 62 mn impulsionado maioritariamente pelo crescimento em África e Portugal. Relativamente à carteira de encomendas, esta manteve-se estável nos EUR 3,7 mil mn, dos quais 70% dizem respeito a projectos fora de Portugal.

Resultados: VODAFONE

A operadora britânica reportou um declínio de 1,3% nos resultados operacionais anuais, em linha com as estimativas dos analistas, suportados pela actividade nos mercados emergentes, Alemanha e Turquia, que contrariaram a pressão ao nível do consumo em Espanha, Itália e Grécia. O EBITDA recuou para GBP 14,5 mil mn, em linha com as estimativas analistas. Para 2013 a operadora antecipa um crescimento orgânico de 1%-4% e um resultado operacional ajustado de GBP 11,1 – GBP 11,9 mil mn.

Empresas: BRISA

A concessionária portuguesa pediu pareceres jurídicos a dois catedráticos de Coimbra – João Calvão da Silva e Pedro Maia – para responder às dúvidas lançadas pela Abertis relativamente ao conflito de interesses entre os administradores da Brisa que têm ligações relevantes à sociedade Tagus. Ambos os catedráticos consideraram legítimo o exercício do direito de voto pelos administradores.

Empresas: PORTUGAL TELECOM

A operadora brasileira OI vai utilizar a plataforma do MEO na massificação da televisão paga no mercado Brasileiro, para ganhar quota de mercado no segmento, pretendendo chegar a 2,5 mn de casas até 2015.

Empresas: ACCOR

A empresa anunciou a venda do Motel 6 por USD 1,9 mil mn ao Blackstone Real Estate.

Empresas: BES

O Banco Português viu o seu price target ser revisto em baixa por uma casa de investimento internacional.

Empresas: GALP

A petrolífera nacional viu o seu price target ser revisto em baixa por uma casa de investimento internacional.

Empresas: LAFARGE

A cimenteira francesa foi alvo de um upgrade por uma casa de investimento internacional.

Empresas: METRO

Preço revisto em baixa por diferentes casas de investimento internacionais.

Empresas: TELEFÓNICA

Preço revisto em baixa por diferentes casas de investimento internacionais.

21 de maio de 2012

INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA


Na esfera macroeconómica, destacamos na Alemanha os preços no produtor, que avançou 0,2%, ligeiramente abaixo dos 0,3% antecipados pelos analistas, sendo que este valor já teria sido abaixo do registo anterior, que tinha avançado 0,6%.

Mercados: CRUDE


Os futuros de crude para entrega em Junho, negociados em after hours na NYMEX, avançaram USD 0,56 para os USD 92,04.

Mercados: EUA


Os principais índices accionistas norte-americanos encerraram a última sessão da semana uma vez mais com perdas – S&P (-0,74%), Nasdaq (-1,22%) e Dow Jones (-0,59%) – numa sessão marcada pela estreia do Facebook em bolsa, uma operação que não foi suficente para aumentar a confiança dos investidores, a qual tem vindo a ser constantemente afectada pela crise da dívida na Europa.

Mercados: PORTUGAL


O principal índice accionista nacional encerrou a última sessão da semana com uma valorização marginal 0,03%, uma performance ainda assim superior à registada pela generalidade dos índices europeus. Registando uma performance mista, dois dos constituintes do sector financeiro registam a pior e a melhor performance do PSI20, com o BPI a recuar 4,32% e o BES a avançar 2,28%, sendo ainda que o BCP recuou cerca de dois ponto percentuais, sem newsflow relevante que o justifique. O comportamento negativo é seguido também pela Sonae e pela Galp, que recuaram 2,23% e 2,09%, respectivamente, enquanto a Brisa desvalorizou 0,28%, depois da CMVM ter anunciado que existe falta de objectividade do relatório de gestão da Brisa, em resposta à OPA da Tagus. Na esfera positiva, a performance de maior destaque é registada pela EDP, que avançou 1,65%, enquanto a EDP Renováveis se manteve inalterada face à sessão anterior.

Mercados: EUROPA


Os principais índices accionistas europeus terminaram a sessão com um comportamento misto – DAX: - 0,6%; CAC: -0,13%; IBEX +0,44% - penalizados por sinais de abrandamento económico na China, algo que se fez sentir com especial intensidade na performance do sector dos bens de consumo, sendo que o sector automóvel registou algumas das perdas mais elevadas – BMW: -2,26%; Porsche: -2,38%; Renault: -2,0% - tendo a Renault, contudo, anunciado planos de investimento na Roménia no valor de EUR 250 mn. No pólo oposto esteve o sector financeiro que, apesar do downgrade de um conjunto de bancos espanhóis pela casa de investimento Fitch, registou os maiores ganhos da sessão, com especial destaque para o espanhol BBVA que avançou 3,69%, seguido pelo Santander (+2,97%) e pelo francês Societe Generale (+2,30%). Nota final positiva para o sector das utilities, com especial destaque para os constituintes espanhóis, tendo a Iberdrola e a Gas Natural registado valorizações em torno dos três pontos percentuais.

Mercados: ÁSIA


Os principais índices accionistas asiáticos registaram ganhos na primeira sessão da semana beneficiando de especulação em torno da ideia de que a China e o Japão poderão tomar medidas extraordinárias com o intuito de estimular o crescimento económico. O Nikkei 225 valorizou 0,26% para os 8633.89 pontos.

Resultados: RYANAIR


A companhia aérea apresentou resultados anuais tendo registado um incremento dos lucros de 25% para os EUR 502,6 mn. Ainda assim, a empresa prevê um recuo dos mesmos para EUR 400-440 mn em 2013 uma vez que tem vindo a sentir dificuldades no aumento das tarifas para compensar o aumento do preço do petróleo. A companhia aérea confirmou o pagamento de um dividendo no valor de EUR 0,34 por acção em Novembro.