A operadora espanhola obteve ontem aprovação do
Conselho de Administração para a colocação em bolsa da sua unidade alemã O2
assim como para estudar a possibilidade de um IPO também das suas operações na América
Latina. A empresa pretende reforçar a sua posição financeira de forma a fazer
face aos cortes da sua notação de crédito atribuídos ao corte de rating de
Espanha.
31 de maio de 2012
Empresas: AXA
Segundo o CEO da seguradora, a AXA está preparada para fazer
face a uma saída desordenada da Grécia da Zona Euro sem ter necessidade de
realizar aumentos de capital, ainda que o cenário central da seguradora seja o
da sobrevivência do euro.
Empresas: LUFTHANSA
A companhia aérea alemã divulgou planos de transferir
alguns voos europeus para uma divisão low-cost, à semelhança das suas
concorrentes Air France-KLM e IAG, tendo como objectivo a redução de custos e o
retorno das operações europeias aos lucros.
Empresas: LVMH
A fabricante de artigos de luxo ganhou em tribunal uma acção
contra a contrafacção, conseguindo que fosse proibida a entrada de imitações
dos seus produtos no mercado norte-americano.
Empresas: ARCELOR MITTAL
Segundo um jornal francês, a empresa terá de chegar
a acordo com o presidente da câmara de Lorraine relativamente à compensação que
terá de dar aos trabalhadores de uma fábrica que ficará encerrada até ao final
de 2012.
Empresas: DAIMLER
A unidade Freightliner apresentou recentemente o primeiro
camião que atingiu os objectivos de gasto de combustível impostos por Barack
Obama perante condições realistas de condução.
Empresas: RWE
A elécrica alemã reduziu o número de turbinas planeadas para
um projecto offshore no Reino Unido em 1/3 para reduzir o seu impacto visual e
ambiental.
30 de maio de 2012
Empresas: FACEBOOK
O Facebook é o recordista de perdas entre as empresas norte-americanas. Desde que a empresa da rede social mais famosa do mundo entrou em bolsa, há 10 dias, ninguém desvalorizou tanto. É a confirmação do reverso da moeda que se seguiu a todo o entusiasmo em torno da entrada da companhia de Mark Zuckerberg no mercado bolsista.
Mercados: SECTOR FINANCEIRO
Com o aproximar do final do prazo para a
concretização da recapitalização do sector financeiro, os bancos nacionais
apenas necessitam de um compromisso firme entre as partes envolvidas na
operação para que o rácio de capital seja considerado cumprido.
INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA
Na esfera macroeconómica, destaque na Alemanha para
o CPI que recuou 0,2% face ao mês anterior, enquanto o esperado era uma
desvalorização de 0,15, sendo que no período anterior este valor tinha avançado
0,2%. Já nos EUA, destaque para o índice de preços de casas da CaseShiller, que
se cifrou nos 134,10, sendo que os analistas apontavam para um valor de 134,40.
Já o indicador de confiança dos consumidores norte-americanos ficou abaixo das
expectativas do mercado, ao registar uma leitura de 64,9 face aos 69,6
antecipados pelo consenso de mercado, sendo que, anteriormente, este valor já
tinha sido revisto em baixa nos 68,7.
Mercados: CRUDE
Os futuros de crude para entrega em Julho, negociados em
after hours na NYMEX, recuaram USD 0,61 para os USD 90,15, penalizados pela
expectativa de divulgação de um aumento dos inventários de crude nos EUA para um
valor recorde desde 1990.
Mercados: EUA
Os principais índices accionistas norte-americanos registaram
ganhos superiores a 1% na sessão – S&P (+1,11%), Nasdaq (+1,26%) e Dow
Jones (+1,01%) – impulsionados pelo afastamento de um cenário de saída da Grécia
da Zona Euro devido às sondagens que sugerem um aumento das votações nos
partidos pró-bailout nas eleições que se deverão realizar no dia 17 de Junho.
Realce para as perdas registadas ela RIM em after-market (-15%) após emitir um
profit warning para o 1T.
Mercados: EUROPA
Os principais índices accionistas Europeus encerraram a
sessão com valorizações acima de um ponto percentual – DAX (+1,16%), CAC
(+1,37%) e HEX (+1,18%) – beneficiando do maior optimismo dos investidores em torno
do actual momento económico, em resultado da expectativa da adopção de
estímulos económicos na China e a divulgação de indicadores macroeconómicos
globalmente positivos nos EUA. A nível sectorial, destaque para a outperformance
de um conjunto de players cíclicos, nomeadamente as fabricantes automóveis
francesas Peugeot (+3,81%) e Renault (+4,06%), ao passo que a ArcelorMittal
avançou 4,07% impulsionada por um upgrade concedido por parte de uma casa de
investimento internacional. No pólo oposto, destaque para o desempenho negativo
sofrido pelo índice Espanhol, sendo que a banca Espanhola permanece pressionada
pela tendência altista das taxas de juro Espanholas, ao passo que a Repsol
recuou 7,17%, depois de a empresa ter cortado em cerca de 40% o valor do dividendo
anual, de forma a promover o investimento em activos de upstream nos mercados
internacionais que visa mitigar a quebra da produção da Argentina com a
nacionalização da YPF.
Mercados: PORTUGAL
O principal índice nacional encerrou a sessão em terreno
negativo, recuando 1,06% na sessão, contrariando os ganhos evidenciados pelos
restantes índices europeus. Realce para a underperformance da Sonae Industria,
que registou a pior performance do índice nacional, recuando 5,45%. Também a
EDP Renováveis e a EDP recuaram 4,79% e 2,33% respectivamente, depois do
Presidente Executivo da eléctrica ter declarado que a China Three Gorges não
controla nem tem interesse em controlar a EDP, admitindo no entanto a compra
dos últimos 4% do capital detido pelo Estado pela CTG. No polo oposto a Cimpor
avançou 0,31%, depois de noticiado que a CMVM pretende que a OPA lançada sobre
a Cimpor pela Camargo Corrêa como voluntária seja alterada, noticia confirmada no
final da sessão com o regulador nacional a considerar a OPA como obrigatória. A
liderar os ganhos na sessão estiveram a Jerónimo Martins e a Galp, avançando
1,08% e 1,44% respectivamente.
Mercados: ÁSIA
Os principais índices accionistas asiáticos registaram perdas
na sessão, penalizados pelo aumento das yields espanholas periféricos e pelas
declarações por parte da China desmentindo a preparação de um programa de estímulos
económicos à economia chinesa. O Nikkei 225 recuou 0,28% para os 8633,19
pontos.
Empresas: BANKIA
Segundo noticia o Financial Times, o plano de
recapitalização delineado pelo governo espanhol no valor de EUR 19 mil mn para
o Bankia foi rejeitado pelo ECB após ter sido considerado inaceitável por violar
os princípios do BCE de não financiar directamente os Estados.
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