Na esfera macroeconómica destaque apenas para a
evolução positiva da venda de casas novas nos EUA em Maio (7,6% vs. 1,0%
antecipado).
26 de junho de 2012
Mercados: CRUDE
Os futuros de crude para entrega em Agosto, negociados em
after hours na NYMEX, recuaram USD 0,36 para os USD 78,85 por barril,
penalizados pelas expectativas de inexistência de consenso na Cimeira Europeia
de 28 e 29 de Junho, o que poderá abrandar ainda mais o crescimento económico.
Mercados: EUA
Os principais índices accionistas norte-americanos registaram
perdas superiores a 1% na sessão – S&P (-1,60%), Nasdaq (-2,01%) e Dow
Jones (-1,09%) – reagindo às preocupações de que a Cimeira Europeia dos dias 28
e 29 de Junho não produza uma resolução eficiente e rápida da crise da dívida
europeia, prejudicando os resultados das empresas norte-americanas.
Mercados: EUROPA
Os principais índices accionistas Europeus encerraram a
primeira sessão da semana com perdas generalizadas – DAX (-2,09%), CAC (-2,24%)
e IBEX (-3,67%) – acentuando inclusive a tendência negativa ao longo da sessão
em razão do maior grau de pessimismo dos investidores sobre o que poderá
suceder na próxima Cimeira de líderes Europeus que procurará conter o risco de
propagação da crise além de Espanha. A importante cimeira terá inicio na
quinta-feira, ainda que Angela Merkel tenha voltado na presente sessão a
enaltecer a firme oposição da Alemanha relativamente a qualquer tipo de
mutualização de dívida e/ou instrumentos como as Eurobonds e Eurobills. O
sector financeiro acabou por evoluir, logicamente, bastante pressionado tendo
em conta a dinâmica da espiral da crise soberana e bancária – yields da dívida
periférica de maior qualidade voltaram igualmente a agravar-se - isto quando um
conjunto de líderes Europeus realça a urgência da Europa aprofundar
necessariamente uma União Bancária. Igualmente em plano negativo, destaque
individual para a Nokia que recuou 11,39%, penalizado por newsflow negativo em
redor da eficácia e da impossibilidade de upgrade dos equipamentos Nokia ao
novo sistema operativo Windows desenvolvido pela Microsoft.
Mercados: PORTUGAL
O principal índice nacional encerrou a sessão a recuar
0,94%, uma performance superior face aos congéneres europeus. Realce para
a underperformance da EDP Renováveis,
que registou as maiores perdas da sessão ao recuar 3,85%, ainda que sem newsflow
especifico que o justifique. O sector financeiro encerrou maioritariamente
negativo, em linha com o movimento observado nos restantes índices europeus,
com o BES e o BCP a recuarem 2,62% e 1,03% respectivamente, no dia em que se
realiza a Assembleia Geral de accionistas do BCP para aprovar o reforço de
capital de EUR 3,5 mil mn que será feito com recurso ao fundo de
recapitalização da banca. Já o BPI encerrou a sessão inalterado, escapando às
perdas dos congéneres. Também a EDP, a Portugal Telecom e a Galp encerraram
negativas, ao recuarem 1,54%, 1,09% e 0,75% respectivamente. No pólo positivo e
a liderar os ganhos na sessão esteve a Sonae, ao valorizar 0,98%, após anunciar
a emissão de obrigações com maturidade a 3 anos e uma taxa de 7%, com o intuito
de angariar EUR 100 mn junto de investidores de retalho.
Mercados: ÁSIA
Os principais índices accionistas asiáticos registaram perdas
na sessão, penalizados pela manutenção do clima de incerteza provocado pela
crise da dívida europeis e, mais precisamente, pelos downgrades dos ratings de crédito
de 28 instituições financeiras espanholas divulgados ontem por parte da agência
de notação financeira Moody’s. O Nikkei 225 recuou 0,8% na sessão.
Empresas: BCP
O plano de recapitalização do BCP, aprovado ontem, não contará
com o apoio da CGD que não pretende aumentar a sua posição, em linha com as
orientação definidas pela troika. No entanto, a Sonangol e a InterOceânico vão
acompanhar o aumento de capital e reforçar as suas posições.
Empresas: CIMPOR
Segundo os últimos dados, a Camargo não vai poder lançar
uma OPA potestativa à Cimpor, visto não ter conseguido comprar mais de 90% do
capital da cimenteira.
Mercados: ESPANHA
28 instituições financeiras espanholas viram o seu
rating de crédito ser revisto em baixa pela agência de notação financeira
Moody’s devido à problemática em torno da dívida soberana e aos créditos imobiliários.
Os dois maiores bancos, Santander e BBVA foram downgraded de A3 para Baa2 e
Baa3, respectivamente.
Empresas: DEUTSCHE TELEKOM
A sua participada grega Hellenic
Telecommunications está a procurar compradores para a sua unidade Búlgara.
Empresas: PORSCHE
O caso em tribunal em que se pretende demonstrar que a
Porsche manipulou os preços das acções durante a sua tentativa falhada de
aquisição da Volkswagen AG poder-se-á revelar difícil uma vez que o sistema judicial
alemão não permite o acesso às provas por parte dos ‘plaintiffs’.
Empresas: VIVENDI
A empresa francesa anunciou que vai recorrer da decisão
tomada ontem por um tribunal norte-americano, pela qual a empresa terá de pagar
uma multa de USD 956 mn à Liberty Merdia Corp por ter alegadamente escondido informações
sobre uma crise de liquidez na Vivendi quando adquiriu uma participação na USA
Networks Inc.
Empresas: TELECOMUNICAÇÕES
Segundo noticia um jornal francês, a China
Telecom pretende começar a operar no mercado das telecomunicações em França a
partir do 2º semestre de 2013.
Empresas: DAIMLER
A empresa viu o seu Price Target ser revisto em alta por
parte de uma casa de investimento internacional.
19 de junho de 2012
Empresas: BCP
Os analistas do BPI acreditam que a cotação do BCP deverá continuar a descer, com os resultados do banco pressionados pelos custos da ajuda do Estado. Já o BES pode valorizar. Para maximizar os ganhos, recomendam investir em simultâneo nos dois movimentos.
INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA
Na esfera macroeconómica, destaque apenas para a
divulgação do índice imobiliário medido pela NAHB (EUA) que se cifrou nos 29
pontos, superando as expectativas que apontavam para um recuo para os 28 pontos.
Mercados: CRUDE
Os futuros de crude para entrega em Julho, negociados em
after hours na NYMEX, recuaram USD 0,35 para os USD 82,92 por barril,
penalizados pelo aumento das yields em Espanha e consequente agravamento da
crise da dívida europeia.
Mercados: EUA
Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão em
terreno maioritariamente positivo, com o desfecho das eleições gregas (que
deverá resultar num governo de maioria) a ofuscar, em certa medida, o agravamento
das yields de Espanha. O S&P 500 avançou 0,14%, com o sector de serviços a
registar a melhor performance. Também o Nasdaq avançou 0,83%, enquanto o Dow
Jones Industrial Average recuou 0,2% na sessão.
Mercados: EUROPA
Os principais índices accionistas europeus recuaram dos
ganhos registados no início da sessão, acabando por encerrar em terreno misto –
DAX (+0,30%), CAC (-0,69%) e AEX (-0,19%) – à medida que o optimismo provocado
pelos resultados eleitorais na Grécia foi sendo suplantado pela recusa do PASOK
(3º partido mais votado) em formar uma coligação apenas com o Nova Democracia
(1º partido mais votado) e pela recusa do Syriza (2º partido mais votado) em
coligar-se com o PASOK e Nova Democracia, o que acaba por criar dificuldades na
formação de um governo na Grécia. O índice espanhol foi o mais penalizado
(-2,96%) na sessão, pressionado em grande parte pelo sector financeiro, o qual
liderou as perdas na generalidade dos índices europeus – Santander (-4,57%),
BNP Paribas (-4,43%), Soc Generale (-4,30%). A nível particular destaque apenas
para as perdas registadas pelo Carrefour (-3,17%) após declarações por parte do
CEO da retalhista francesa de que o turnaround da empresa deverá demorar pelo
menos três anos.
Mercados: PORTUGAL
O índice PSI-20 finalizou a sessão em terreno
marginalmente positivo (+0,27%), destacando-se os ganhos obtidos pela Portucel
(+3,48%), bem como da Sonaecom e da própria Zon que avançaram 3% e 2% respectivamente,
beneficiando da manutenção de algum newsflow que volta a aflorar a
possibilidade de se concretizar uma eventual fusão entre as duas empresas,
nomeadamente em consequência do reforço da posição de Isabel dos Santos na
estrutura accionista da Zon – na qual já detém cerca de 29% do respectivo
capital. Igualmente em plano positivo, realce para o comportamento observado
pelo sector financeiro – em particular o BPI (+2,64%) e BCP (+1%) – ao passo
que a Galp esteve igualmente em bom plano (+1,62%), traduzindo essencialmente
um movimento de recuperação técnico face à dimensão das perdas observadas no
período recente.
Mercados: ÁSIA
Os principais índices asiáticos encerraram a sessão em
terreno negativo, penalizados pelo agravamento dos custos de financiamento da
economia espanhola, ainda que o resultado das eleições gregas possa trazer
alguma estabilidade à crise da dívida europeia. O Nikkei recuou 0,75%, com o
sector de materiais a ser o mais penalizado.
Mercados: G20
Os líderes mundiais reunidos no G20 focam a sua atenção na
crise da dívida europeia, na estabilização do sector financeiro da região, ao
mesmo tempo que aumentam a pressão sobre a Angela Merkel para que aumente as medidas
de combate à crise que se espalha com mais força para Espanha.
Mercados: FRANÇA
Empresas: CIMPOR
O prazo para aceitar a oferta de EUR 5,50 por acção no
âmbito da OPA lançada pela Camargo Corrêa termina hoje, seguindo-se a avaliação
dos activos a trocar com a Votorantim.
Empresas: CIMPOR
A CGD vendeu ontem em mercado a sua participação de 9,6% na
cimenteira portuguesa o que permitiu um encaixe de EUR 355 mn.
Empresas: ZON
Segundo o Diário Económico, a saída de quatro administradores
da ZON que representam a Telefónica, a CGD (2) e a Cinveste vai ser
directamente substituída por quatro administradores designados por Isabel dos
Santos, uma vez que os órgãos sociais só vão a eleições no próximo ano.
Empresas: EDP
A eléctrica portuguesa foi alvo de um downgrade por parte de
uma casa de investimento internacional, que reviu também em baixa o seu price
target de EUR 3,0 para EUR 2,70.
Empresas: PEUGEOT
A Peugeot registou uma quebra de 10% no registo
de novos veículos em França nos primeiros 15 dias do mês, enquanto a Renault
registou um avanço de 1%, impulsionado pela Dácia que observou um aumento de 21,5%
em igual período.
Empresas: DANONE
A empresa reduziu de estável para uma quebra de 50 pb a
margem operacional numa base LfL para 2012, com uma deterioração do consumo no
sul da Europa, especialmente em Espanha. No entanto, a guidance para as vendas
manteve-se inalterada, estimando uma evolução positiva entre 5% a 7%, suportada
pela performance na Ásia.
18 de junho de 2012
INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA
Na esfera macroeconómica realce nos EUA para os
dados relativos ao Empire Manufacturing que se situou nos 2,29, quando se
antecipava um valor de 12,5 para o mês de Junho. A produção industrial no mês
de Maio registou uma variação negativa de 0,1% quando se antecipava um avanço
de 0,1%. Por fim, o indicador de confiança da Universidade de Michigan
situou-se nos 74,1, aquém dos 77,5 estimados no mês de Junho.
Mercados: CRUDE
Os futuros de crude para entrega em Julho, negociados em
after hours na NYMEX, avançaram USD 1,57 para os USD 85,60 por barril
beneficiando do resultado das eleições gregas.
Mercados: EUA
Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão m
terreno positivo, beneficiando da especulação em torno de uma eventual acção de
estímulo concertada por parte dos bancos centrais mundiais. O S&P 500 avançou
1,03%, com os sectores de Oil&Gas e financeiro a registarem as melhores
performances. Também o Nasdaq e o Dow Jones Industrial Average avançaram 1,23%
e 0,91% respectivamente.
Mercados: EUROPA
Os principais índices accionistas Europeus encerraram a
última sessão da semana em terreno positivo – DAX (+1,48%), CAC (+1,82%) e AEX
(+1,92%) – reflectindo a expectativa dos
investidores em torno da eventual adopção de estímulos adicionais que poderão
ser implementados por um conjunto de bancos centrais, caso se verifique um
desfecho no sufrágio legislativo Grego (vitória do Siryza) que possa contribuir
para o agravamento do contexto de incerteza na Zona Euro. A quebra
relativamente significativa das yields de dívida periférica contribuiu igualmente
para aumentar a confiança dos investidores, pelo que o sector financeiro acabou
naturalmente por liderar o rally na respectiva sessão. Já em termos
individuais, realce individual para a ArcelorMittal que avançou 5,67%, após a
empresa ter sido indicada como a empresa Europeia de recursos básicos que
transacciona mais descontada em termos fundamentais face aos seus comparáveis.
Mercados: PORTUGAL
O principal índice accionista português encerrou a última
sessão da semana com a maior valorização entre os índices europeus (+2,60%),
com apenas dois títulos a registarem desvalorizações. São eles a Brisa e
Cimpor, que recuaram 1,93% e 0,18%, respectivamente, ambas sem newsflow específico
que o justifique. No pólo positivo o destaque recaiu uma vez mais sobre o
sector financeiro – BPI (+8,85%), BCP (+7,61%) e BES (+0,99%) – inserido num
movimento sectorial a nível europeu impulsionado pelas declarações de vários
responsáveis de bancos centrais. A impulsionar os ganhos no índice estiveram
também a Galp (+5,06%9 e a REN (+4,97%), ainda que sem newsflow relevante que o
justifique. Destaque ainda para a valorização de 4,97% registada pela Portucel,
após ser noticiado que a empresa voltou a comprar acções próprias, detendo
agora cerca de 2,93% do seu capital social.
Mercados: ÁSIA
Os principais índices asiáticos encerraram a primeira sessão
da semana em terreno positivo, após o resultado das eleições gregas permitir a
formação de um governo de coligação entre os partidos conservadores,
pro-bailout. Assim, o Nikei avançou 1,77%, com o sector de Oil&Gas a
registar a melhor performance ao valorizar 3,71% na sessão.
Mercados: G20
Os lideres europeus presente na cimeira do G20 deverão ser
pressionados para tomarem que medidas que ponham termo à crise da dívida
europeia e que consequentemente diminuam a incerteza, permitindo uma recuperação
da economia mundial.
Mercados: GRÉCIA
O resultado das eleições gregas permite a formação de um
governo de coligação entre os países conservadores,
a Nova Democracia e o PASOK, partidos pro-bailout.
Empresas: EDP
Segundo o Diário Económico, a eléctrica portuguesa declarou-se
preparada para construir um parque eólico flutuante, após a inauguração da
Windfloat – torre eólica flutuante em alto mar - que teve lugar este
fim-de-semana. O projecto será concretizado pela joint-venture WindPlus, detida
a 62% pela EDP e Repsol (@31% cada), entre outros.
Empresas: BES
O banco divulgou que se vai concentrar a oferta de crédito em
PMEs exportadoras e caracterizadas por elevados níveis de capacidade inovadora.
Empresas: CGD
O banco estatal prevê continuar a reduzir o crédito concedido
às famílias portuguesas enquanto o financiamento às empresas deverá aumentar.
Empresas: EDP
Tarifas de electricidade para os clientes abrangidos pela
extinção de tarifas reguladas a partir de Julho sofrem aumentos de 2%
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