3 de julho de 2012

Mercados: EUA


Os principais índices norte-americanos encerraram a primeira sessão da semana em terreno positivo, com operações de consolidação ao nível empresarial na região a contrariarem os dados macroeconómicos menos positivos ao nível industrial. O S&P 500 avançou 0,25%, com o sector de telecomunicações a destacar-se pela positiva. Também o Nasdaq avançou 0,36% enquanto o Dow Jones Industrial Average recuou 0,07%.

Mercados: EUROPA


Os principais índices accionistas europeus encerraram a sessão com ganhos em torno de 1% - DAX (+1,24%), CAC (+1,36%) e AEX (+0,96%) – beneficiando de especulação em torno da possibilidade de os bancos centrais poderem implementar medidas adicionais para conter a crise da dívida periférica, indo para além das medidas acordadas pelos responsáveis da União Europeia. Realce para os ganhos registados pelo Barclays (+3,2%) após ser noticiada a demissão do chairman do banco britânico devido às acusações de manipulação da taxa interbancária LIBOR. Também o BNP Paribas e o Credit Agricole registaram ganhos significativos (+4,33% e 6,91%, respectivamente), o primeiro após ser alvo de um upgrade por parte de uma casa de investimento internacional e o segundo após ser noticiado que está em negociações para vender a unidade de trading e research da Cheuvreux. Realce também para as perdas registadas pela Linde (-1,67%) após acordar a compra da norte-americana Lincare Holdings por cerca de USD 3,8 mil mn. 

Mercados: PORTUGAL


O índice PSI-20 liderou os ganhos na Europa na primeira sessão da semana ao avançar 2,29% respectivamente, destacando-se o desempenho observado por parte do sector financeiro – BCP (+3,06%) e BPI (+4,83%) – inserido no movimento de recuperação a nível sectorial, ao passo que a Galp (+4,20%) evoluiu em plano positivo, depois da petrolífera ter anunciado que lhe foi atribuída 50% da concessão Aljubarrota-3 que visa a pesquisa sobre a existência de Gás Natural, sendo que a respectiva operação está avaliada em EUR 6,3 mn. Com a generalidade dos títulos a encerrar em terreno positivo, nota individual para a Mota-Engil que encerrou no vermelho (-2,05%), ainda que perante a inobservância de newsflow específico relevante.

Mercados: ÁSIA


Os principais índices asiáticos encerraram a sessão em terreno positivo com expectativa de actuação dos Bancos Centrais na Europa e na China com o intuito de estimular o crescimento económico. O Nikkei avançou 0,7%, com o sector das utilities a registar os maiores ganhos.

Empresas: BPI


Segundo o Jornal de Negócios, a Santoro – empresa detida pela empresária Angolana Isabel dos Santos – obteve a não oposição do Banco de Portugal relativamente ao reforço da sua posição no capital do BPI, nomeadamente pela compra à CaixaBank de 9,43% do respectivo capital. A operação havia sido anunciada em Maio, pelo que a Santoro e o CaixaBank passam a deter 19,4% e 40% do capital da instituição financeira liderada por Fernando Ulrich.

Empresas: BRISA


De acordo com o Jornal de Negócios, a concessionária decidiu manter a sua posição accionista na Controlauto – empresa que opera no sector da inspecção de veículos automóveis na qual detém 60% do respectivo capital – cancelando assim o processo de venda e as negociações que estavam em curso.

Empresas: MOTA-ENGIL


A edição de hoje do Diário Económico adianta que o grupo prepara a entrada no mercado do Qatar – um dos mais dinâmicos a nível mundial – tendo sido nomeado um responsável para essa mesma operação e que se encontra há largos meses na região, de forma a estudar e aprofundar os respectivos prazos e a forma de entrada da Mota-Engil naquele país e que, recorde-se, apresenta o maior PIB per capita a nível mundial.

Empresas: PEUGEOT


O Grupo PSA pretende eliminar mais postos de trabalho em 2012 do que inicialmente previsto, reduzindo em mais de 10% a sua força laboral de forma a reduzir os custos operacionais.

Empresas: LAFARGE


A empresa francesa vendeu EUR 500 mn em obrigações a 7 anos com um cupão de 5,875%.

Empresas: DAIMLER


A empresa antecipou uma procura mais fraca no Brasil no 1H12, o que juntamente com o investimento em novos produtos no seu segmento de veículos pesados irá afectar de forma negativa os resultados semestrais.

Empresas: AIR FRANCE


A empresa francesa está a planear uma joint-venture com a Etihad com o intuito de criar um corredor entre a Europa e o Médio Oriente.

Empresas: PHILIPS


A empresa foi alvo de uma recomendação positiva por parte de uma casa de investimento internacional.

Empresas: SUEZ ENVIRONNMENT


A empresa foi alvo de um downgrade por parte de uma casa de investimento internacional.

Empresas: ANHEUSER-BUSH


A empresa viu o seu Price Target revisto em alta por parte de uma casa de investimento internacional.

2 de julho de 2012

INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA

A nível macroeconómico, destaque para a divulgação do PIB francês do 1T, o qual ficou em linha com o esperado ao manter-se inalterado face ao trimestre anterior e avançar 0,3% YoY. Na Zona-Euro, a estimativa para a taxa de inflação em Junho cifrou-se em 2,4%, ficando em linha com o antecipado. Já nos EUA, o índice de confiança medido pela Universidade de Michigan recuou para os 73,2 pontos, ficando aquém das previsões (74,1 pontos), enquanto o Consumo Privado se manteve inalterado em Maio, como era esperado. 

Mercados: CRUDE


Os futuros de crude para entrega em Agosto, negociados em  after hours na NYMEX, recuaram USD 1,30 para os USD 83,66 por barril.

Mercados: EUA


Os principais índices accionistas norte-americanos encerraram a última sessão da semana com ganhos significativos – S&P (+2,5%), Nasdaq (+3,12%) e Dow Jones (+2,20%) – beneficiando do sentimento benigno provocado pelos sinais que emergiram da Cimeira Europeia de uma política de coesão entre os países europeus e vontade de manter a Zona-Euro. Destaque novamente para as perdas registadas pela Research in Motion (RIM) e 19% após apresentar resultados trimestrais. 

Mercados: EUROPA


Os principais índices accionistas europeus encerraram a última sessão da semana e do semestre com ganhos significativos – CAC (+4,75%), DAX (+4,33%) e AEX (+3,39%) – reagindo ao consenso atingido na Cimeira de Líderes Europeus face à necessidade de tomar medidas importantes e integradas para debelar a crise de dívida na Europa, das quais se destacam a recapitalização directa da banca através dos fundos europeus, relaxamento das condições de auxílio a Itália e criação de um pacto para o crescimento no valor de EUR 120 mil mn, entre outros. Naturalmente, o sector financeiro liderou largamente os ganhos, com particular destaque para a banca Italiana e Espanhola – Unicredit (+14,26%), Intesa Sanpaolo (+11,58%), BBVA (+9,00%)  – uma vez que serão os principais beneficiários das medidas negociadas na cimeira. A nível particular, destaque para os ganhos registados pela Daimler (+4,4%) após anunciar uma parceria com a Toyota no Japão, e pela Anheuser-Busch (+4,0%) após acordar a compra da restante posição no Grupo Modelo SAB que ainda não possuía, passando agora a controlar a empresa a 100%. No pólo negativo, destaque apenas para as perdas registadas pela Suez Environnement (-7,2%) após declarar que os lucros deste ano serão prejudicados por um outlook incerto.  

Mercados: PORTUGAL


O principal índice nacional encerrou a sessão igualmente em terreno positivo, avançando 2,51%, uma performance inferior à dos congéneres europeus. Num dia de ganhos generalizados, apenas a Jerónimo Martins encerrou negativa, recuando 0,41%, sem newsflow especifico que o justifique. Já a Zon e a Portugal Telecom encerraram a valorizar 1,83% e 2,22% respectivamente, movimento acompanhado pelas empresas do Grupo EDP – EDP (+3,56%) e EDPR (+3,76%) – apesar da ERSE ter determinado que a EDP vai ter que pagar EUR 4,11 mn aos clientes com tarifa bi-horária lesados por anomalias nos contadores de electricidade. A liderar os ganhos esteve o sector financeiro, em linha com o observado ao nível europeu, com o BES e o BPI a valorizarem 6,75% e 8,25% respectivamente, sendo que apenas o BCP não acompanhou, na mesma magnitude, o sentimento positivo evidenciado pelo sector.

Mercados: ÁSIA


Os principais índices accionistas asiáticos registaram novamente ganhos na sessão, beneficiando da divulgação de indicadores industriais na China e Japão, os quais surpreenderam os analistas pela positiva. O Nikkei 225 encerrou praticamente inalterado nos 9003,48 pontos.