Peter Praet, membro do BCE, admitiu que a banca
Portuguesa está sob grande pressão, isto depois de se saber que o financiamento
dos bancos Portugueses, junto do BCE, atingiu novos máximos (EUR 60,5 mil mn)
no final de Junho.
10 de julho de 2012
Empresas: BRISA
Segundo o Diário Económico, a Tagus prepara-se para aumentar
o preço da oferta sobre a Brisa, aumento que pode ir até 20 cêntimos.
Adicionalmente, a OPA já estará em condições de ser registada, sendo que tal
deverá ocorrer ainda esta semana.
Empresas: JERÓNIMO MARTINS
A retalhista viu o seu price target revisto em
baixa por parte de uma casa de investimento internacional.
Empresas: BMW
A automaker alemã foi
apontada por um estudo universitário como a empresa a fazer mais recalls de automóveis nos EUA, com o rácio de
recalls sobre carros vendidos a atingir os 3,0.
Mercados: ESPANHA
Após a reunião do Ecofin que teve ontem lugar, Jean Claude Juncker declarou que o programa de recapitalização da banca espanhola vai começar já no final de Julho e que terá um valor máximo de EUR 100 mil mn, sendo que a primeira tranche, no valor de EUR 30 mil mn, vai ser mobilizada imediatamente para fazer face a necessidades urgentes no sistema financeiro espanhol.
Empresas: ALLIANZ
Segundo noticiado num jornal alemão, a unidade Allianz
Bank não vai conseguir atingir uma situação de lucros até 2014 devido ao
ambiente macroeconómico actual.
Empresas: BMW
Segundo noticia o La Tribune, a BMW pretende comprar a
participação de 50% detida pela Peugeot Citroen na joint venture BPCE, passando
a deter 100% da parceria para desenvolvimento de sistemas híbridos.
Empresas: ASML
A empresa anunciou um acordo com a Intel segundo o qual a
norte-americana vai investir EUR 4,1 mil mn na empresa holandesa para reduzir o
tempo de introdução de novas técnicas de produção, em troca de uma posição inicial
de 10% na ASML por USD 2,1 mil mn e outros 5% mais tarde por cerca de USD 1 000
mn.
Empresas: RWE
A eléctrica alemã comunicou a compra de mais uma participação
de 6% na sua congénere Austríaca, Kelag, por EUR 98 mn, perfazendo uma posição
de 12,85% no capital social.
9 de julho de 2012
INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA
Na esfera macroeconómica, destaque para a divulgação
da criação de postos de trabalho nos EUA, a qual se cifrou nos 80 mil em Junho,
após o número divulgado no mês passado ter sido revisto em alta em 8 mil para
os 77 mil, ficando ainda assim aquém das estimativas (100 mil). Já a taxa de
desemprego manteve-se inalterada nos 8,2% como antecipado. Na Zona-Euro,
destaque para a evolução positiva da Produção Industrial na Alemanha em 1,6%
face ao mês anterior, acima das expectativas que apontavam para um crescimento
de 0,2%.
Mercados: CRUDE
Os futuros de crude para entrega em Agosto, negociados em
after hours na NYMEX, avançaram USD 0,58 para os USD 85,03 por barril, após as
quebras significativas das semanas anteriores e após diversas empresas do sector
energético na Noruega não terem chegado a acordo com os trabalhadores para
evitar a ocorrência de greves.
Mercados: EUA
Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão em
terreno negativo, após os dados relativos à criação de emprego terem desiludido
as estimativas dos analistas, aumentando os receios de abrandamento económico.
O S&P 500 recuou 0,94%, com todos os sectores a registarem perdas na
sessão. Também o Nasdaq e o Dow Jones Industrial Average recuaram 1,33% e 0,96%
respectivamente.
Mercados: EUROPA
Os principais índices accionistas Europeus agravaram as
perdas iniciais e encerraram em terreno fortemente negativo – DAX (-1,92%), CAC
(-1,88%) e IBEX (-3,10%) – penalizados essencialmente pela divulgação de
indicadores macroeconómicos nos EUA que ficaram aquém das expectativas do
mercado, bem como pelo agravamento da percepção de risco sobre o evoluir da
crise de dívida na Europa – isto depois da yield a 10 anos do Governo Espanhol
ter voltado a superar o perigoso e insustentável nível dos 7%. Na esfera
sectorial, realce para a underperformance lógica do sector financeiro em função
da persistência da dinâmica negativa entre a crise Soberana e crise Bancária,
ao passo que a Peugeot desvalorizou mais de 7%, após a empresa ter anunciado
que as vendas de veículos registaram uma quebra superior a 13% no 1H12. No pólo
oposto, nota individual para a Air France-KLM que avançou 4,37%, depois da
maior transportadora Europeia ter anunciado um incremento do tráfego de
passageiros no último mês de Junho e de ter avançado com a intenção de reduzir
em 10% o headcount no mercado doméstico.
Mercados: PORTUGAL
O principal índice accionista português encerrou a última
sessão da semana com perdas de 2,54%, uma performance pior à registada pela
maioria dos congéneres europeus, numa
sessão marcada pela inexistência de newsflow a nível empresarial. Apenas a REN
e o ESFG registaram ganhos na sessão, ainda que ligeiros, ambos sem newsflow
específico que o justifique. No pólo negativo e a liderar as perdas esteve a
Brisa, que recuou cerca de 9% para o valor mais baixo desde que foi apresentada
a OPA numa sessão em que o volume de títulos transaccionados foi
significativamente superior à média dos últimos meses e perante a inexistência
de notícias relevantes. Também o sector financeiro registou perdas
significativas – BPI (-4,72%), BES
(-4,42%) e BCP (-2,00%) – inserido num movimento
sectorial a nível europeu. Nota particular para as perdas registadas pela Sonae
Indústria (-8,20%), corrigindo dos fortes ganhos registados nas últimas
sessões, e pela Galp (-2,77%) mesmo após ser seleccionada por uma casa de
investimento internacional com top pick no sector petrolífero europeu.
Mercados: ÁSIA
Os principais índices accionistas asiáticos encerraram a
primeira sessão da semana em terreno negativo, após dados macroeconómicos menos
positivos no japão e após o Primeiro-ministro da China ter afirmado que o país enfrenta
uma pressão significativa ao nível do crescimento económico. O Nikkei recuou
1,37%, com o sector tecnológico a ser o mais penalizado.
Mercados: ZONA -EURO
Os ministros das finanças da Zona-Euro vão hoje
reunir-se em Bruxelas para discutir as políticas de combate à crise acordadas
na última reunião de líderes.
Empresas: PORTUGAL TELECOM
A empresa viu o seu price target ser revisto em
baixa de EUR 4,30 para EUR 3,80 por uma casa de investimento internacional.
Empresas: BCP
Segundo o vice-presidente da CGD, o banco estatal ainda não
tomou uma decisão sobre a sua participação no aumento de capital do BCP, onde a
CGD detém uma participação de cerca de2%, e que a decisão será apenas tomada
mais perto da data da operação, a qual está prevista para Setembro.
Empresas: CIMPOR
Segundo o Diário Económico, após a permuta de activos com a
Votorantim, a Cimpor deverá ver os seus resultados operacionais avançarem 24%
ainda que deva representar um recuo em termos de capacidade produtiva.
Empresas: EDP
Segundo declarações de António Mexia, a EDP quer assumir o
controlo da Companhia de Electricidade de Macau onde detém uma posição de 42%.
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