18 de outubro de 2012

Empresas: NESTLÉ


A empresa suíça reportou um abrandamento do crescimento das vendas, ficando este abaixo das estimativas dos analistas, penalizado pelo abrandamento da procura nos mercados emergentes, ao mesmo tempo que o consumo de refeições pré-preparadas registou também uma diminuição. As receitas da empresa registaram uma valorização de 6,1% no período, sendo que as expectativas dos analistas apontavam para que estas avançassem 6,3%.

Empresas: EDF


A empresa irá reactivar os reactores 3 e 4 em Cattenom, França, após uma interrupção involuntária.

Empresas: ANHEUSER-BUSH


A empresa anunciou que não irá renovar o contrato de patrocínio a Lance Armstrong após este terminar (final de 2012).

Empresas: DEUTSCHE BANK

A empresa foi alvo de um downgrade por parte de diferentes casas de investimento internacionais.

Empresas: GALP

A empresa foi alvo de um downgrade por parte de diferentes casas de investimento internacionais.

Empresas: CARREFOUR

A empresa foi alvo de um upgrade por parte de diferentes casas de investimento internacionais.

Empresas: THYSSENKRUPP


A empresa foi alvo de um upgrade por parte de diferentes casas de investimento internacionais.

17 de outubro de 2012

INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA


Na esfera macroeconómica, destaque na Alemanha para a divulgação do survey à confiança dos investidores (ZEW) que coloca o sentimento económico acima das expectativas dos analistas (-11,5 vs -14,9), sendo que as expectativas já eram uma melhoria significativa face aos -18,2 registados anteriormente. Na Zona Euro, o mesmo survey cifrou-se nos -1,4, acima dos -3,8 registados no período anterior. Ainda na Zona Euro, o índice dos preços do consumidor (YoY) ficou praticamente em linha com o antecipado pelos analistas (1,5% vs 1,6%), mantendo a tendência já registada anteriormente. Já nos EUA, o destaque recai também sobre o índice dos preços do consumidor (YoY) registou um aumento de 0,6% face aos 0,5% antecipados pelos analistas. Nota final para o índice imobiliário divulgado pela Associação Nacional de Construtores (National Association of Home Builders), que ficou em linha com as estimativas dos analistas (41) que antecipavam um ligeiro aumento face ao valor divulgado no mês anterior (40).

Mercados: CRUDE


Os futuros do crude para entrega em Novembro avançaram USD 0,21 para USD 92,30 por barril, com os rumores de resgate a Espanha e dados macroeconómicos positivos divulgados no bloco norte-americano.

Mercados: EUA


Os principais índices norte-americanos enceraram a sessão em terreno positivo, beneficiando de dados industriais positivos que superaram as estimativas dos analistas e de resultados igualmente positivos ao nível empresarial. O S&P 500 avançou 1,03%, o melhor registo do mês, com o sector de materiais a liderar os ganhos na sessão. Também o Nasdaq e o Dow Jones Industrial Average avançaram 1,41% e 0,95% respectivamente.

Mercados: PORTUGAL


O principal índice accionista nacional encerra a sessão com ganhos de 1,28%, uma performance ligeiramente inferior à registada pela generalidade dos índices europeus. A dominar os ganhos da sessão esteve a EDP Renováveis, ao avançar 4,86%, seguida pelo sector financeiro com o BES e o BCP a avançarem 2,71% e 2,67%, respectivamente, sendo que o restante sector registou uma performance negativa, com o BPI e o Banif a registarem perdas de 0,12% e 2,84%, respectivamente, tendo o segundo protagonizado a performance mais negativa de entre os constituintes do PSI20. Numa sessão pautada pela ausência de newsflow empresarial específico, outros destaques recaem sobre a EDP e a Galp que avançaram 1,40% e 1,69%, respectivamente, enquanto no pólo negativo a Portucel registou perdas de 0,33%.

Mercados: EUROPA


Os principais índices accionistas europeus registaram ganhos na sessão – DAX: -1,58%; CAC: 2,36%; AEX: -1,29% - após as autoridades alemãs terem mostrado que estão disponíveis para que Espanha peça ajuda ao fundo de resgate europeu, por via de uma linha de crédito preventiva, ao mesmo tempo que a confiança dos investidores avançou mais que o esperado no período correspondente ao mês de Outubro. O sector financeiro registou hoje os ganhos mais acentuados, com a generalidade dos bancos europeus a registarem ganhos superiores a 3%, sendo que o Credit Agricole e o Deutsche Bank registaram valorizações de 5,28% e 5,06%, respectivamente. Nota positiva também para a LVMH (+3,59%), no seguimento do reporte de vendas trimestrais que surpreenderam os analistas positivamente. Também a francesa Casino Guichard reportou vendas trimestrais positivas tendo, contudo, recuado 2,46% na sessão. Nota final para o sector automóvel que registou perdas, com a Renault e a Peugeot a recuarem 0,99% e 3,42%, após a divulgação das vendas de veículos na União Europeia, cujo valor foi o mais baixo dos últimos dois anos.

Mercados: ÁSIA


Os principais índices asiáticos encerraram a sessão em terreno positivo, beneficiando de dados macroeconómicos positivos nos EUA e dos rumores em torno de um eventual resgate à economia espanhola. O Nikkei encerrou a valorizar 1,21%, com o sector de telecomunicações a liderar os ganhos.

Resultados: IBM


A empresa norte-americana reportou resultados trimestrais que ficaram abaixo das expectativas dos analistas, penalizados pelos atrasos das ordens de clientes. A empresa reportou uma quebra das receitas de 5,4% para USD 24,7 mil mn, abaixo dos USD 25,4 mil mn projectados pelos analistas. O resultado líquido ficou praticamente inalterado face ao período anterior nos USD 3,82 mil mn. O abrandamento do crescimento económico nos EUA tem vindo a penalizar o negócio da empresa, pelo que esta tem apostado na expansão para os mercados emergentes como forma de compensar por esta quebra no mercado doméstico. 

Resultados: INTEL


A maior produtora mundial de semicondutores reportou um resultado líquido referente ao 3Q12 que se cifrou nos USD 2,97 mn, abaixo dos USD 3,47 mn reportados no período homólogo, enquanto as vendas recuaram para os USD 13,5 mil mn, marginalmente acima das expectativas dos analistas que apontavam para que estas ficassem nos USD 13,2 mil mn. Os resultados foram impactados pelo abrandar do consumo no mercado de PCs. A empresa antecipa que as margens de lucro do 4Q12 fiquem abaixo das expectativas dos analistas, com a margem bruta a ficar nos 57%, enquanto os analistas apontam para que esta seja 61,4%. As receitas são projectadas entre USD 13,1 mn e USD 14,1 mil mn, enquanto a média projectada pelos analistas cifra-se nos USD 13,7 mil mn.

Resultados: ASML


A empresa reportou vendas relativas ao 3Q12 que se situaram nos EUR 1,23 mil mn, marginalmente acima dos EUR 1,21 mil m estimados pelos analistas. Adicionalmente a empresa avançou que estima vendas para o 4Q12 de cerca de EUR 1 mil mn, valor que fica aquém dos EUR 1,16 mil mn estimados, sendo que a margem bruta para o mesmo período deverá situar-se em 41%, abaixo dos 42,6% estimados. Adicionalmente a empresa comunicou a compra da Cymer por EUR 1,95 mil mn em Cash e Acções.

Empresas: PORTUGAL TELECOM


Zeinal Bava prestou declarações ontem, onde relembrou que a empresa tem financiamento garantido até 2016, tendo ainda divulgado que a PT está confortável com a sua política de dividendos, apesar das medidas de austeridade implementadas no país, prevendo um dividendo de EUR 0,325 por acção. O presidente executivo da empresa referiu ainda que 51% das receitas de serviços venham do tráfego de dados já no final de 2012. 

Empresas: DANONE

A empresa registou um crescimento de 5% das receitas ajustadas, movimento que ficou aquém dos 6,1% estimados pelos analistas. A empresa foi essencialmente penalizada pelo abrandamento registado ao nível de Espanha e Itália, onde registou mesmo um decréscimo superior a 10% no trimestre. As receitas totais situaram-se nos EUR 5,26 mil mn, avançando face aos EUR 4,81 mil mn registados em período homólogo. Recorde-se que a empresa já tinha revisto em baixa a guidance em Junho devido à procura por produtos de baixo preço e aumento dos custos das matérias-primas.

Empresas: PEUGEOT


A empresa está a examinar opções de financiamento para a sua unidade financeira Banque SA Finance.

Empresas: AIR FRANCE KLM


Os trabalhadores da empresa apelaram à greve como protesto perante a reorganização da marca em 8 unidades de negócio.