14 de fevereiro de 2013

Resultados: EBERDROLA


A empresa espanhola reportou um lucro de EUR 2,84 mil mn relativo ao exercício de 2012, um valor que ficou aquém dos EUR 2,89 mil mn estimados pelos analistas. As vendas situaram-se nos EUR 34,2 mil mn, superando os EUR 31,5 mil mn estimados. A empresa anunciou ainda a recompra de 69 mn de ações, equivalente a 1,1% do capital da empresa até 31 de Maio. A eléctrica propôs dividendos de EUR 0,03 por ação relativos ao exercício de 2012.

Resultados: EDF


A utility francesa reportou um resultado líquido de EUR 3,3 mil mn, valor que ficou aquém dos EUR 3,9 mil mn estimados pelos analistas. O EBITDA avançou 7,7% para os EUR 16,1 mil mn, sensivelmente em linha com as estimativas. No entanto, o dividendo foi revisto em alta para EUR 1,25 por acção. Para 2013 a empresa referiu que o EBIDTA poderá avançar entre 0-3% (excluindo a unidade italiana Edison), o que compara negativamente com a guidance que previa um crescimento do EBIDTA entre 4-6% até 2015.

Resultados: RIO TINTO


A empresa reportou uma perda líquida de USD 8,9 mil mn nos 6 meses que terminaram em Dezembro de 2012, um valor que se afigura menos negativo que o prejuízo de  USD 10 mil mn estimado pelos analistas. Os resultados foram penalizados pelo registo de perdas ao nível das atividades de alumínio e carvão, ainda que parcialmente ofuscadas por um ganho de USD 1 mil mn nas operações de minérios.

Empresas: BES


O banco português pediu a insolvência do grupo Sorel, participado da Sociedade Lusa de Negócios, que detinha o BPN.

Empresas: PORTUGAL TELECOM


A empresa viu o seu price target ser revisto em baixa por parte de uma casa de investimento internacional.

Empresas: EDP


A Parpública avançou com o processo de venda dos 4,144% que detém da EDP. A venda dos títulos será feita a investidores institucionais, através de um processo de accelerated bookbuilding. 

Empresas: ZON/SONAECOM


A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e a Anacom já receberam o pedido para analisar a fusão da Zon com a Optimus nos seus respectivos sectores. O pedido foi já remetido pela Autoridade da Concorrência.

Empresas: EDP RENOVÁVEIS


A eléctrica nacional intensificou os protestos contra a decisão do governo espanhol de cortar a remuneração da energia eólica, ao anunciar a suspensão de novos investimentos em Espanha.

Empresas: GALP


A petrolífera nacional admite a possibilidade de reforçar as operações detidas em Angola e Moçambique, sendo que poderá vir a participar nos leilões de exploração e produção de petróleo programados para 2013 em Moçambique, Angola e Brasil. 

Empresas: ANHEUSER-BUSH


A cervejeira belga irá ceder o controlo da Corona nos EUA à Constellation Brands por USD 2,9 mil mn por forma a cumprir os requisitos exigidos pelo regulador no âmbito da operação entre a Anheuser-Busch e o Grupo Modelo.

19 de outubro de 2012

INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA


Na esfera macroeconómica realce para os pedidos semanais de subsídio de desemprego nos EUA que se situaram nos 388 mil, acima dos 365 mil estimados pelos analistas, ainda que a nível do indicador agregado os valores divulgados tenham sido inferiores ao antecipado. Realce ainda no bloco norte-americano para a divulgação do Philadelphia Fed no mês de Outubro, que registou uma leitura de 5,7 pontos, significativamente acima do 1 ponto estimado, sendo que também os Leading Indicators registaram um avanço de 0,6%, superior ao avanço estimado de 0,2% para o mês de Setembro. 

Mercados: CRUDE


Os futuros do crude para entrega em Novembro recuaram USD 0,09 para USD 92,10 por barril, mantendo-se praticamente inalterados face ao dia anterior. 

Mercados: EUA


Os índices de referência norte-americanos registaram perdas na sessão – SPX: -0,24%; Nasdaq: -1,13% - penalizados pelos resultados trimestrais reportados pela Microsoft e pela Google, que desapontaram os analistas, apesar de, na esfera macroeconómica, os dados divulgados terem ficado acima das expectativados do consenso de mercado, com os leading indicators e o índice de Philadelphia Fed, indicativo da performance do sector da manufactura, registaram valores superiores ao antecipado. 

Mercados: PORTUGAL


O principal índice nacional encerrou a sessão a valorizar 1,7%, uma performance francamente superior à dos restantes índices europeus. Com a maioria dos títulos a registarem ganhos na sessão, realce apenas para as perdas da ZON e da Sonae, que registaram desvalorizações de 0,6% e 0,17% respectivamente. Já no polo positivo destaque para os ganhos da Galp, que valorizou 0,34% e da EDP que avançou 0,84% na sessão. Realce igualmente para a EDP Renováveis, que valorizou 3,17%, após ter reportado os dados provisionais relativos aos 9M12 que espelham uma subida de 11% da produção de energia eólica, e para a Portugal Telecom que avançou 3,75%, beneficiando da performance operacional positiva da participada Oi. O sector financeiro liderou os ganhos na sessão com o BPI, BCP e BES a valorizarem 4,49%, 5,25% e 6,57% respectivamente.

Mercados: EUROPA


Os principais índices accionistas europeus encerraram a sessão em terreno maioritariamente positivo – DAX: +0,58%; CAC: +0,22%; AEX: -0,11% - impulsionados pelos dados macroeconómicos positivos divulgados nos EUA relativos à manufactura, ao mesmo tempo que os investidores aguardam os resultados de um encontro de dois dias dos líderes da Zona Euro. O sector industrial registou hoje a performance mais positiva, com a Siemens a avançar 1,15%, após ter ganho um contracto de turbinas de vento de 50-megawatts na Turquia, enquanto a francesa Vallourec avançou 2,01%, ainda que sem newsflow relevante que o justifique. Nota positiva também para o sector financeiro que registou ganhos expressivos, com destaque pra o Deutsche Bank e o francês Societe Generale a avançarem 2,11% e 2,53%, respectivamente, apesar do primeiro sido alvo de um downgrade por parte de uma casa de investimento internacional. No pólo oposto, o sector petrolífero registou as perdas mais significativas da sessão, tendo a francesa Total recuado 0,40%, enquanto a italiana Eni registou perdas de 0,72%. Nota final para a francesa Alcatel que apesar de ter anunciado um corte de 1430 postos de trabalho em França por forma a cortar custos, avançou 7,37% na sessão. 

Mercados: ÁSIA


Os principais índices accionistas asiáticos encerraram a sessão em terreno misto – Nikkei: +0,22%; ShangaiComposite: -0,16%; HangSeng: +0,08% - penalizados pelos resultados trimestrais apresentados pela Google e pela Microsoft nos EUA, que ficaram abaixo das expectativas dos analistas. O benchmark regional registou a primeira queda em quatro dias.

Resultados: GOOGLE


A tecnológica norte-americana reportou receitas de USD 11,3 mil mn relativas ao 3Q, valor que ficou aquém dos USD 11,8 mil mn estimados pelos analistas. Já o EPS trimestral ajustado situou-se nos USD 9,03, novamente aquém das estimativas que previam lucros de USD 10,65 por acção. A empresa está a enfrentar dificuldades em obter retorno através da publicidade numa altura em que aumenta o número de utilizadores que navegam na internet em periféricos alternativos como os tablets ou os smartphones, onde o sucesso ao nível de publicidade está longe de ser idêntico ao sucesso observado nos desktops. Após o anúncio dos resultados, que ocorreu de forma inesperada durante a sessão norte-americana alegadamente por falha da empresa responsável pela sua publicação, os títulos recuaram cerca de 8%. 

Resultados: MICROSOFT


A empresa reportou um recuou do resultado líquido de 22% para USD 4,47 mil mn ou USD 0,53 por acção no 3Q, valores que ficaram aquém das estimativas dos analistas que previam um EPS de USD 0,56. As vendas recuaram 7,9% para USD 16 mn, comparando negativamente com as estimativas de USD 16,4 mil mn. Os resultados reflectem a diminuição da procura por computadores pessoais, tecnologia onde a Microsoft distribui a maioria das suas receitas, nomeadamente através do sistema operativo Windows, que registou uma quebra ajustada de 9%, acompanhando, em maior escala, a quebra registada ao nível da divisão Microsoft. 

Mercados: PORTUGAL


A edição de hoje do Jornal de Negócios adianta que o Executivo terá considerado a possibilidade de concessionar a gestora aeroportuária de forma a que o encaixe da operação pudesse mitigar o défice orçamental de 2012. No entanto, Sérgio Monteiro – secretário de Estado dos transportes - confirmou que o objectivo é privatizar a totalidade do capital da empresa. 

Mercados: PORTUGAL


Na sequência da recente crispação política em torno da aprovação do OE 2013, os parceiros internacionais – FMI e Comissão Europeia – revelam que o programa previsto tem necessariamente de avançar para Portugal cumprir as suas “obrigações”, referindo inclusive que não existem medidas suficientemente credíveis para o Governo avançar com medidas adicionais significativas de corte de despesa que possam eventualmente desagravar o aumento da carga fiscal previsto no OE 2013.