14 de fevereiro de 2013

Mercados: Europa - Abertura

Os principais índices accionistas europeus iniciam a sessão sem uma tendência definida – DAX: -0,07%; CAC: +0,05%; AEX: +0,12% - numa sessão dominada pela divulgação de resultados trimestrais tanto no bloco europeu como norte-americano, ao mesmo tempo que reportes macroeconómicos revelaram que as economias alemã e francesa registaram um recuo do crescimento superior ao antecipado pelos analistas. O sector dos bens de consumo regista hoje a performance mais positiva, com a Anheuser-Busch a avançar 4,80%, após ter anunciado que irá ceder o controlo da Corona nos EUA à Constellation Brands por USD 2,9 mil mn por forma a cumprir os requisitos exigidos pelo regulador no âmbito da operação entre a Anheuser-Busch e o Grupo Modelo. Também as francesas Renault e EDF registam valorizações de 5,49% e 5,20%, respectivamente, após terem divulgado resultados que surpreenderam positivamente os analistas. No pólo negativo, o sector petrolífero é hoje o mais penalizado, com a Total e a Repsol a recuarem 1,09% e 0,50%, respectivamente. Também as retalhistas Delhaize e Metro registam performances negativas, recuando 1,03% e 1,36%, respectivamente, ainda que não se verifique newsflow de relevo que assim o justifique.

O principal índice nacional iniciou a sessão a valorizar 0,40%, uma performance alinhada com os restantes índices europeus. No polo negativo destaque para a Portugal Telecom, que recua 0,1% na sessão, após a empresa ter visto o seu price target ser revisto em baixa por parte de uma casa de investimento internacional. Também o BES negoceia a recuar 0,48% na sessão, movimento que contrasta com os ganhos marginais do BPI que avança 0,08% na sessão, enquanto o BCP negoceia inalterado. No polo positivo realce para a Galp, que avança 0,08%, após a petrolífera nacional ter admitido a possibilidade de reforçar as operações detidas em Angola e Moçambique. A EDP Renováveis regista hoje ganhos de 0,25%, após noticiado que a eléctrica nacional intensificou os protestos contra a decisão do governo espanhol de cortar a remuneração da energia eólica. A ZON negoceia inalterada enquanto a Sonaecom lidera os ganhos na sessão, após a ERC e a Anacom terem recebido o pedido para analisar a fusão da ZON com a Optimus. Uma nota apenas para a EDP, que se encontra suspensa até ao momento, após a Parpública ter avançado com o processo de venda dos 4,144% que detém da EDP, venda essa direccionada a investidores institucionais através de um processo de accelerated bookbuilding.

INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA

Na esfera macroeconómica, destaque na Zona-Euro para a produção industrial, que registou um avanço de 0,7% no mês de Dezembro, um valor que supera as estimativas que apontavam para um avanço de 0,2%. Já nos EUA destaque para as vendas a retalho que avançaram 0,1% em Janeiro, em linha com as estimativas dos analistas. Os inventários semanais do Crude registaram um aumento de 560 000 barris, movimento que ficou aquém do avanço estimado de 2 200 000 barris.

Mercados: CRUDE


Os futuros do crude para entrega em Março mantiveram-se praticamente inalterados nos USD 97 por barril, após a produção de crude ter atingido níveis máximos de 20 anos.

Mercados: EUA


Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão em tereno maioritariamente positivo, beneficiando de dados macroeconómicos positivos e do discurso de Barack Obama. O S&P 500 avançou 0,06%, alcançando níveis máximos de 2007, com o sector industrial a registar os maiores ganhos. Também o Nasdaq avançou 0,4%, enquanto o Dow Jones Industrial Average recuou 0,26% na sessão.

Mercados: EUROPA


Os principais índices europeus encerraram a sessão em terreno positivo – DAX (+0,67%) e CAC (+0,32%) – beneficiando de dados empresariais positivos e de dados macroeconómicos que superaram as estimativas ao nível industrial na Europa. Na esfera sectorial realce para o segmento industrial, impulsionado pela Siemens que avançou 1,54% na sessão. No polo oposto o sector tecnológico registou a performance mais fraca da sessão, com a ASML e a Nokia a recuarem 1,29% e 1,69% respectivamente. Realce ao nível individual para a Peugeot e para a Heineken, que avançaram 7,29% e 5,74% respectivamente, beneficiando da divulgação de resultados acima das expectativas do mercado. Também a Gamesa registou uma valorização significativa, tendo valorizado 8,77%, na sequência dos comentários do CEO da empresa em torno das estimativas para os resultados relativos ao exercício de 2012. Destaque ainda para a KPN, que registou ganhos de 4,5% na sessão, após noticiado que Carlos Slim poderá forçar a demissão do CEO da operadora antes de aprovar o aumento de capital de EUR 4 mil mn.

Mercados: PORTUGAL


O principal índice acionista nacional encerra a sessão com ganhos de 0,26%, seguindo a tendência positiva registada a nível europeu. A dominar os ganhos da sessão esteve a ZON, com uma valorização de 5,69%, seguida pela Sonaecom, que avançou 1,63%, após a Autoridade da Concorrência ter sido notificada em relação à operação de fusão entre as duas operadoras. Também a Mota-Engil registou uma valorização de 1,94%, após ter sido anunciado pela empresa a emissão de um empréstimo obrigacionista de EUR 75 mn, com uma taxa de 6,85%, com vista ao financiamento da estratégia de expansão internacional da empresa. Já no pólo negativa, a Galp protagonizou a performance mais negativa da sessão, ao recuar 1,44%, após ter anunciado estar a analisar a sua carteira de ativos não estratégicos, com o objetivo de liquidar parte destes, performance esta que foi seguida pela generalidade do sector financeiro, tendo o BES e BPI recuado 0,57% e 0,15%, enquanto o BCP se manteve inalterado face à sessão anterior.

Mercados: ÁSIA


Os principais índices asiáticos encerraram a sessão em terreno positivo, após o Banco do Japão ter mantido o seu programa de compra de ativos na sequência da contração económica observada no último trimestre na região. O Nikkei avançou 0,5%, com o sector tenológico a registar os ganhos mais expressivos.

Resultados: MODELEZ INTERNATIONAL


A empresa norte-americana reportou resultados trimestrais que se cifraram abaixo das expectativas dos analistas, com o resultado líquido a cifrar-se nos USD 534 mn, comparando com os USD 800 mn reportados em período homólogo, anterior ao spin-off realizado pela Kraft Foods. Já as receitas da empresa cifraramse nos USD 9,5 mil mn, representando uma quebra na ordem dos 2%. A empresa antecipa que o crescimento das receitas em 2013 se mantenha baixo, com o objetivo de longo-prazo a cifrar-se nos 5-7%. Contudo, a empresa reviu a guidance para o resultado operacional em alta, sendo que o EPS se deverá cifrar entre USD 1,52 e USD 1,57.

Resultados: NVIDIA


A empresa reportou um resultado líquido de USD 174 mn, comparando positivamente com os USD 116 mn reportados em período homólogo, tendo as vendas registado uma valorização de 16% para USD 1,1 mil mn. A empresa avançou ainda com previsões para o primeiro trimestre fiscal de 2013, sendo que esta antecipa que as receitas se cifrem entre USD 921,2 mn e USD 958,8 mn, comparando com as projeções dos analistas de USD 1,07 mil mn, sendo que estas deverão ser penalizadas pelo enfraquecimento da procura por computadores pessoais e as respectivas peças, assim como pela concorrência dentro do mercado. 

Resultados: CISCO


A empresa tecnológica norte-americana reportou resultados trimestrais que se cifraram acima das expectativas dos analistas, com o resultado líquido a cifrar-se nos USD 3,14 mil mn, um aumento de 44% face aos USD 2,18 mil mn registados no período homólogo. Já as vendas ficaram nos USD 12,1 mil mn. Contudo, o Outlook avançado pela empresa para o próximo ano desiludiu os analistas, sendo que a empresa antecipa que as vendas sejam penalizadas pelo abrandar do crescimento na China e o continuado clima macroeconómico negativo na Europa, assim como pela quebra da procura por parte de instituições governamentais. A empresa antecipa que as vendas do 3º trimestre fiscal avancem entre 4% e 6%, com as receitas a ficarem entre USD 12,1 mil mn e USD 12,3 mil mn, sendo que os analistas avançam que estas não deverão ir além dos USD 12,2 mil mn. 

Resultados: APPLIED MATERIALS


A empresa norte-americana reportou um resultado liquido de USD 34 mn, comparando negativamente com os  USD 117 mn reportados no período homólogo. Já as receitas no trimestre em questão cifraram-se nos USD 1,57 mil mn. Estes valores comparam positivamente com as expectativas dos analistas, que apontavam para que a empresa registasse perdas de USD 275 mil, com receitas de USD 1,55 mil mn. A empresa avançou ainda com a guidance para o segundo trimestre fiscal, antecipando um aumento das vendas entre 15% e 25%, o que indica receitas entre USD 1,81 mil mn e USD 1,97 mil mn, enquanto o consenso dos analistas aponta para que estas se cifrem nos USD 1,81 mil mn. 

Resultados: BNP PARAIBAS


O maior banco francês reportou uma quebra dos lucros na ordem dos 33% no 4Q12, ficando aquém das estimativas dos analistas, penalizado por imparidades registadas na subsidiária Italiana e por uma penalização financeira relativa à sua própria dívida. O resultado líquido ficou nos EUR 514 mn, comparando negativamente com os EUR 765 mn reportados em período homólogo, cifrando-se também abaixo dos EUR 921,6 mn antecipados pelo consenso de mercado. O banco francês registou imparidades de EUR 354 mn, incluindo EUR 298 mn na subsidiária italiana do banco. O banco anunciou ainda planos de corte de custos no valor de EUR 2 mil mn até ao final de 2015, com cerca de metade dos cortes a incidirem sobre a área de banca de consumidores. O banco planeia ainda aumentar o dividendo a distribuir para EUR 1,5, comparando positivamente com os EUR 1,2 distribuídos no ano homólogo. 

Resultados: NESTLÉ


A maior empresa de produtos alimentares do mundo reportou o crescimento mais lento dos últimos três anos, penalizada pelo fraco consumo registado na Europa e uma desaceleração do crescimento das receitas no bloco asiático. As receitas reportadas avançaram 5,9%, abaixo das expectativas de 6% avançadas pelos analistas, com o crescimento na Ásia a cifrar-se nos 8,4%, abaixo dos 12% registados em período homólogo. O resultado líquido registou um crescimento de 12% para CHF 10,61 mil mn, acima dos CHF 10,4 mil mn antecipados pelo consenso de mercado. 

Resultados: PERNOD RICARD


A empresa francesa reportou resultados trimestrais que superaram as expectativas dos analistas, impulsionada pelo crescimento das receitas nos mercados emergentes que compensaram pelas quebras do consumo nos mercados europeu e francês. O resultado operacional registou um aumento de 5,8% para EUR 1,46 mil mn nos seis meses que antecipam Dezembro, comparando com os EUR 1,38 mil mn reportados em período homólogo. Este valor ultrapassou também as expectativas dos analistas, que apontavam para EUR 1,43 mil mn. As vendas avançaram 3%, ficando também estas acima da média do consenso de mercado, que apontava para que o crescimento destas não fosse além dos 2,2%. 

Resultados: RENAULT


O construtor automóvel francês registou um EBIT ajustado de EUR 729 mn ao nível anual, acima dos EUR 628 mn estimados pelos analistas. As venda alcançaram os EUR 41,3 mil mn, superando os EUR 40,3 mil mn estimados. A empresa apresentou um valor de EUR 1,5 mil mn de net cash (vs dívida liquida de 299 mn observados em 2011) alcançado com a venda da participação na Volvo. O FCF alcançou EUR 597 mn no período, igualando a guidance anunciada em Outubro de 2012. Para 2013 a empresa prevê um crescimento ao nível das vendas, uma margem operacional positiva ao nível do segmento automóvel e novamente um FCF positivo.

Resultados: EBERDROLA


A empresa espanhola reportou um lucro de EUR 2,84 mil mn relativo ao exercício de 2012, um valor que ficou aquém dos EUR 2,89 mil mn estimados pelos analistas. As vendas situaram-se nos EUR 34,2 mil mn, superando os EUR 31,5 mil mn estimados. A empresa anunciou ainda a recompra de 69 mn de ações, equivalente a 1,1% do capital da empresa até 31 de Maio. A eléctrica propôs dividendos de EUR 0,03 por ação relativos ao exercício de 2012.

Resultados: EDF


A utility francesa reportou um resultado líquido de EUR 3,3 mil mn, valor que ficou aquém dos EUR 3,9 mil mn estimados pelos analistas. O EBITDA avançou 7,7% para os EUR 16,1 mil mn, sensivelmente em linha com as estimativas. No entanto, o dividendo foi revisto em alta para EUR 1,25 por acção. Para 2013 a empresa referiu que o EBIDTA poderá avançar entre 0-3% (excluindo a unidade italiana Edison), o que compara negativamente com a guidance que previa um crescimento do EBIDTA entre 4-6% até 2015.

Resultados: RIO TINTO


A empresa reportou uma perda líquida de USD 8,9 mil mn nos 6 meses que terminaram em Dezembro de 2012, um valor que se afigura menos negativo que o prejuízo de  USD 10 mil mn estimado pelos analistas. Os resultados foram penalizados pelo registo de perdas ao nível das atividades de alumínio e carvão, ainda que parcialmente ofuscadas por um ganho de USD 1 mil mn nas operações de minérios.

Empresas: BES


O banco português pediu a insolvência do grupo Sorel, participado da Sociedade Lusa de Negócios, que detinha o BPN.

Empresas: PORTUGAL TELECOM


A empresa viu o seu price target ser revisto em baixa por parte de uma casa de investimento internacional.

Empresas: EDP


A Parpública avançou com o processo de venda dos 4,144% que detém da EDP. A venda dos títulos será feita a investidores institucionais, através de um processo de accelerated bookbuilding. 

Empresas: ZON/SONAECOM


A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e a Anacom já receberam o pedido para analisar a fusão da Zon com a Optimus nos seus respectivos sectores. O pedido foi já remetido pela Autoridade da Concorrência.

Empresas: EDP RENOVÁVEIS


A eléctrica nacional intensificou os protestos contra a decisão do governo espanhol de cortar a remuneração da energia eólica, ao anunciar a suspensão de novos investimentos em Espanha.

Empresas: GALP


A petrolífera nacional admite a possibilidade de reforçar as operações detidas em Angola e Moçambique, sendo que poderá vir a participar nos leilões de exploração e produção de petróleo programados para 2013 em Moçambique, Angola e Brasil. 

Empresas: ANHEUSER-BUSH


A cervejeira belga irá ceder o controlo da Corona nos EUA à Constellation Brands por USD 2,9 mil mn por forma a cumprir os requisitos exigidos pelo regulador no âmbito da operação entre a Anheuser-Busch e o Grupo Modelo.

19 de outubro de 2012

INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA


Na esfera macroeconómica realce para os pedidos semanais de subsídio de desemprego nos EUA que se situaram nos 388 mil, acima dos 365 mil estimados pelos analistas, ainda que a nível do indicador agregado os valores divulgados tenham sido inferiores ao antecipado. Realce ainda no bloco norte-americano para a divulgação do Philadelphia Fed no mês de Outubro, que registou uma leitura de 5,7 pontos, significativamente acima do 1 ponto estimado, sendo que também os Leading Indicators registaram um avanço de 0,6%, superior ao avanço estimado de 0,2% para o mês de Setembro. 

Mercados: CRUDE


Os futuros do crude para entrega em Novembro recuaram USD 0,09 para USD 92,10 por barril, mantendo-se praticamente inalterados face ao dia anterior. 

Mercados: EUA


Os índices de referência norte-americanos registaram perdas na sessão – SPX: -0,24%; Nasdaq: -1,13% - penalizados pelos resultados trimestrais reportados pela Microsoft e pela Google, que desapontaram os analistas, apesar de, na esfera macroeconómica, os dados divulgados terem ficado acima das expectativados do consenso de mercado, com os leading indicators e o índice de Philadelphia Fed, indicativo da performance do sector da manufactura, registaram valores superiores ao antecipado. 

Mercados: PORTUGAL


O principal índice nacional encerrou a sessão a valorizar 1,7%, uma performance francamente superior à dos restantes índices europeus. Com a maioria dos títulos a registarem ganhos na sessão, realce apenas para as perdas da ZON e da Sonae, que registaram desvalorizações de 0,6% e 0,17% respectivamente. Já no polo positivo destaque para os ganhos da Galp, que valorizou 0,34% e da EDP que avançou 0,84% na sessão. Realce igualmente para a EDP Renováveis, que valorizou 3,17%, após ter reportado os dados provisionais relativos aos 9M12 que espelham uma subida de 11% da produção de energia eólica, e para a Portugal Telecom que avançou 3,75%, beneficiando da performance operacional positiva da participada Oi. O sector financeiro liderou os ganhos na sessão com o BPI, BCP e BES a valorizarem 4,49%, 5,25% e 6,57% respectivamente.

Mercados: EUROPA


Os principais índices accionistas europeus encerraram a sessão em terreno maioritariamente positivo – DAX: +0,58%; CAC: +0,22%; AEX: -0,11% - impulsionados pelos dados macroeconómicos positivos divulgados nos EUA relativos à manufactura, ao mesmo tempo que os investidores aguardam os resultados de um encontro de dois dias dos líderes da Zona Euro. O sector industrial registou hoje a performance mais positiva, com a Siemens a avançar 1,15%, após ter ganho um contracto de turbinas de vento de 50-megawatts na Turquia, enquanto a francesa Vallourec avançou 2,01%, ainda que sem newsflow relevante que o justifique. Nota positiva também para o sector financeiro que registou ganhos expressivos, com destaque pra o Deutsche Bank e o francês Societe Generale a avançarem 2,11% e 2,53%, respectivamente, apesar do primeiro sido alvo de um downgrade por parte de uma casa de investimento internacional. No pólo oposto, o sector petrolífero registou as perdas mais significativas da sessão, tendo a francesa Total recuado 0,40%, enquanto a italiana Eni registou perdas de 0,72%. Nota final para a francesa Alcatel que apesar de ter anunciado um corte de 1430 postos de trabalho em França por forma a cortar custos, avançou 7,37% na sessão. 

Mercados: ÁSIA


Os principais índices accionistas asiáticos encerraram a sessão em terreno misto – Nikkei: +0,22%; ShangaiComposite: -0,16%; HangSeng: +0,08% - penalizados pelos resultados trimestrais apresentados pela Google e pela Microsoft nos EUA, que ficaram abaixo das expectativas dos analistas. O benchmark regional registou a primeira queda em quatro dias.

Resultados: GOOGLE


A tecnológica norte-americana reportou receitas de USD 11,3 mil mn relativas ao 3Q, valor que ficou aquém dos USD 11,8 mil mn estimados pelos analistas. Já o EPS trimestral ajustado situou-se nos USD 9,03, novamente aquém das estimativas que previam lucros de USD 10,65 por acção. A empresa está a enfrentar dificuldades em obter retorno através da publicidade numa altura em que aumenta o número de utilizadores que navegam na internet em periféricos alternativos como os tablets ou os smartphones, onde o sucesso ao nível de publicidade está longe de ser idêntico ao sucesso observado nos desktops. Após o anúncio dos resultados, que ocorreu de forma inesperada durante a sessão norte-americana alegadamente por falha da empresa responsável pela sua publicação, os títulos recuaram cerca de 8%. 

Resultados: MICROSOFT


A empresa reportou um recuou do resultado líquido de 22% para USD 4,47 mil mn ou USD 0,53 por acção no 3Q, valores que ficaram aquém das estimativas dos analistas que previam um EPS de USD 0,56. As vendas recuaram 7,9% para USD 16 mn, comparando negativamente com as estimativas de USD 16,4 mil mn. Os resultados reflectem a diminuição da procura por computadores pessoais, tecnologia onde a Microsoft distribui a maioria das suas receitas, nomeadamente através do sistema operativo Windows, que registou uma quebra ajustada de 9%, acompanhando, em maior escala, a quebra registada ao nível da divisão Microsoft. 

Mercados: PORTUGAL


A edição de hoje do Jornal de Negócios adianta que o Executivo terá considerado a possibilidade de concessionar a gestora aeroportuária de forma a que o encaixe da operação pudesse mitigar o défice orçamental de 2012. No entanto, Sérgio Monteiro – secretário de Estado dos transportes - confirmou que o objectivo é privatizar a totalidade do capital da empresa. 

Mercados: PORTUGAL


Na sequência da recente crispação política em torno da aprovação do OE 2013, os parceiros internacionais – FMI e Comissão Europeia – revelam que o programa previsto tem necessariamente de avançar para Portugal cumprir as suas “obrigações”, referindo inclusive que não existem medidas suficientemente credíveis para o Governo avançar com medidas adicionais significativas de corte de despesa que possam eventualmente desagravar o aumento da carga fiscal previsto no OE 2013. 

Empresas: EDP RENOVÁVEIS


Segundo comentários do respectivo CEO – João Manso Neto – a empresa não recuou na intenção de distribuir dividendos aos accionistas já no próximo ano, rejeitando por isso liminarmente a possibilidade de se observar um novo adiamento. O responsável salientou que a EDPR irá inaugurar o primeiro projecto de energia fotovoltaica do grupo na Roménia no 1H13, tendo abordado ainda a razoabilidade do recente acordo entre promotores eólicos e o Governo Português no âmbito do esforço da redução da dívida tarifária de electricidade. 

Empresas: BMW


De acordo com o jornal francês La Tribune, a automaker alemã anunciou que as fábricas a nível mundial estão a trabalhar na capacidade máxima, incluindo na Europa. A empresa antecipa ainda que as vendas de automóveis avancem entre 8% e 9% no período correspondente ao mês de Outubro, sendo que o número de veículos vendidos deverá atingir os 2 milhões entre o ano corrente e 2016. 

Empresas: CARREFOUR


A retalhista francesa vendeu a sua unidade Colombiana à maior retalhista chilena, Cencosud, SA, num negócio que atingiu os EUR 2 mil mn, ao mesmo tempo que a empresa continua a implementar o seu plano de redução de áreas geográficas onde opera, por forma a focar-se nas regiões onde já tem uma posição de liderança, ou onde vê maiores potencialidades de expansão. 

Empresas: ARCELOR MITTAL


A empresa holandesa anunciou estar a considerar a venda da posição minoritária de 30% que detém na unidade de ferro fundido no Canadá. Esta posição está avaliada entre USD 8 mil mn e USD 10 mil mn. 

Empresas: VOLKSWAGEN


Com o aprofundar da crise na Zona Euro, é esperado que a automaker alemã reporte a sua primeira perda trimestral desde 2009. 

Empresas: DIA

A empresa foi alvo de downgrades por parte de diferentes casas de investimento internacionais.

Empresas: ASML

A empresa foi alvo de downgrades por parte de diferentes casas de investimento internacionais.

Empresas: DELHAIZE

A empresa foi alvo de downgrades por parte de diferentes casas de investimento internacionais. 

Empresas: ALSTOM


A empresa foi alvo de downgrades por parte de diferentes casas de investimento internacionais. 

Empresas: NOKIA


A empresa foi alvo de um upgrade por parte de uma casa de investimento internacional.

18 de outubro de 2012

INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA


Na esfera macroeconómica, destaque nos EUA para os dados relativos ao início da construção de novas casas, número este que avançou 15% face ao período anterior e que ficou francamente acima das expectativas dos analistas que antecipavam uma valorização de 2,7%. Ainda nos EUA realce para a divulgação dos dados das reservas de crude que ficaram acima das expectativas do mercado, ao registarem 2860k, quase o dobro dos 1500k apontados pela média dos analistas, valor este que teria sido abaixo dos números divulgados no período anterior.

Mercados: CRUDE


Os futuros do crude para entrega em Novembro recuaram USD 0,03 para USD 92,09 por barril, após uma casa de investimento internacional ter revisto em baixa as estimativas para a evolução do preço do crude.

Mercados: EUA


Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão em terreno positivo, beneficiando de dados positivos ao nível do mercado imobiliário que ofuscaram alguns resultados menos positivos ao nível empresarial. O S&P 500 avançou 0,41%, com o sector das utilities a registar os maiores ganhos. Também o Dow Jones Industrial Average avançou 0,04% enquanto o Nasdaq recuou 0,1% na sessão, penalizado essencialmente pela performance da Intel, Oracle e IBM, na sequência da divulgação de resultados.

Mercados: EUROPA


Os principais índices europeus encerraram a sessão em terreno positivo – DAX (+0,25%), CAC (+0,76%) e AEX (+0,59%) – beneficiando de rumores em torno de um eventual resgate à economia espanhola e da divulgação de dados macroeconómicos positivos nos EUA, isto em antecipação à divulgação do PIB na China. Realce na esfera sectorial para os ganhos do sector financeiro, com os banco espanhóis Santander, BBVA e Popular a registarem os maiores ganhos da sessão ao valorizarem 3,8%, 5,58% e 6,13% respectivamente. Já o sector tecnológico registou a pior performance, penalizado essencialmente pela ASML que recuou 5,25%, após ter divulgado uma guidance inferior ao estimado para o último trimestre do ano. Uma nota individual para a Danone que recuou 2,96% após reportar vendas que ficaram aquém das estimativas dos analistas. Realce ainda para a Peugeot que avançou 4,06% após noticiado que está a examinar opções de financiamento para a sua unidade financeira Banque SA Finance.

Mercados: PORTUGAL


O principal índice accionista nacional encerra a sessão com ganhos de 0,39%, em linha com as performances registadas pela generalidade dos congéneres europeus. O BES dominou os ganhos da sessão ao avançar 7,03%, sendo que o restante sector financeiro registou uma performance mista – BCP: -1,30%; BPI: +0,24%; Banif: -3,51% - sendo que o Banif registou mesmo a performance mais negativa da sessão. Nota positiva ainda para as empresas do grupo EDP, tendo a EDP Renováveis avançado 1,19% e a EDP valorizado 1,84%. Realce positivo também para a Sonae que avançou 3,74%, registando uma das melhores performance do PSI20, ainda que sem newsflow relevante que assim o justifique. Nota final para a PT, que recuou 0,55%, apesar das declarações do presidente-executivo da empresa, que relembrou que a empresa tem financiamento garantido até 2016, tendo ainda divulgado que a PT está confortável com a sua política de dividendos, prevendo um dividendo de EUR 0,325 por acção. O presidente-executivo da empresa referiu ainda que 51% das receitas de serviços venham do tráfego de dados já no final de 2012.