15 de fevereiro de 2013

Mercados: ABERTURA


Os principais índices europeus iniciaram a sessão em terreno negativo – DAX (-0,28%), AEX (-0,28%) e IBEX (-0,53%) – em antecipação à reunião do G20 em Moscovo que se prolongará até ao dia de amanhã. Na esfera sectorial realce para os ganhos do sector de Oil&Gas, com a italiana Eni a valorizar 2,66% após reportar resultados trimestrais superiores às estimativas dos analistas. No polo oposto o sector de telecomunicações é mais penalizado, com a Deutsche Telekom a recuar 1,5%, após o maior accionista da MetroPCS Communications ter anunciado que se vai opor ao negócio com a unidade T-Mobile da Deutsche Telekom. Uma nota individual para a PPR, que valoriza 5,6%, beneficiando da divulgação de resultados relativos a 2012 que superaram as estimativas dos analistas, e para a Renault, que hoje avança mais de 3,58%, prolongando os ganhos registados na última sessão.

O principal índice accionista nacional inicia a última sessão da semana em terreno negativo, recuando 0,27%, em linha com as restantes performances europeias. A dominar os ganhos da sessão encontra-se o BCP, com ganhos de 0,94%, sendo que o restante sector financeiro regista uma performance mista, com o BPI a valorizar 0,15% e o BES a manter-se inalterado face à sessão anterior, enquanto o Banif recua 2,92%, sendo esta a performance mais negativa da sessão. Também a EDP regista hoje quebras de 0,43%, após ter sido anunciada a conclusão da última de 9 operações de reprivatização da eléctrica nacional, que renderam ao estado um total de EUR 11 mil mn. Estes últimos 4,14% foram vendidos principalmente a investidores estrangeiros e totalizaram EUR 356 mn. Também a PT e a Galp recuam 0,41% e 0,34%, respectivamente, ainda que sem newsflow de relevo que o justifique, enquanto a Mota-Engil regista perdas de 0,04%, após o CEO da empresa ter anunciado a possibilidade de candidatura por parte da Mota-Engil à construção da nova linha de transporte de mercadorias de alta velocidade entre Portugal e Espanha.

INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA


Na esfera macroeconómica, destaque na Zona-Euro para a divulgação dos dados referentes ao Produto Interno Bruto da região, que recuou 0,9% no último trimestre de 2012 face ao período homólogo, quando se antecipava uma quebra de 0,7%. Já o PIB YoY da Alemanha avançou 0,1% no 4T12, um valor abaixo das estimativas que apontavam para um crescimento de 0,2%. Por outro lado, a economia portuguesa recuou 3,8% em igual período, mais 0,8% do que as estimativas iniciais. Nos EUA, realce para os pedidos semanais de subsídio de desemprego, que se situaram nos 341.000, abaixo das estimativas que apontavam para 360.000 pedidos.

Mercados: CRUDE


Os futuros do crude para entrega em Março recuaram USD 0,14 para os USD 97,17 por barril, preparando-se para encerar mais uma semana com ganhos.

Mercados: EUA


Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão em terreno praticamente inalterado, com dados macroeconómicos negativos na Zona-Euro a contrastarem com dados mais positivos ao nível norte-americano. O S&P 500 avançou 0,07%, com o sector de telecomunicações a registar a pior performance. Já o Nasdaq e o Dow Jones Industrial Average recuaram 0,08% e 0,07% respectivamente.

Mercados: EUROPA


Os principais índices acionistas europeus encerraram a sessão em terreno negativo – DAX (-1,05%), CAC (-0,78%) e IBEX (-0,71%) – na sequência da divulgação da evolução trimestral do PIB ao nível na Zona-Euro e dos países que a compõem, valores que se relevam abaixo das estimativas dos analistas. Na esfera sectorial, apenas o sector de bens de consumo encerrou positivo, impulsionado pela Anheuser-Busch que valorizou 5,94% na sessão, após ter anunciado que irá ceder o controlo da Corona nos EUA à Constellation Brands por USD 2,9 mil mn por forma a cumprir os requisitos exigidos pelo regulador no âmbito da operação entre a Anheuser-Busch e o Grupo Modelo. No polo oposto o sector de Oil&Gas foi o mais penalizado, com a Total a recuar 2% na sessão. Uma nota individual para a Renault e EDF que encerraram a sessão com ganhos de 7,65% e 4,99% respectivamente, na sequência da divulgação de resultados que superaram as estimativas dos analistas.

Mercados: PORTUGAL


O principal índice accionista nacional encerra a sessão com perdas de 0,78%, uma performance em linha com as registadas pelos restantes congéneres europeus. A dominar os ganhos da sessão esteve a Sonaecom, ao avançar 3,87%, enquanto a ZON recuou 1,46%, após a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e a Anacom terem anunciado já terem receberam o pedido para analisar a fusão das duas operadoras nos seus respectivos sectores. Também a Portugal Telecom, a Sonae e a EDP Renováveis registam ganhos na sessão, tendo avançado 0,39%, 0,27% e 0,13%, respectivamente, sendo que a última intensificou os protestos contra a decisão do governo espanhol de cortar a remuneração da energia eólica, ao anunciar a suspensão de novos investimentos em Espanha. No pólo oposto, a EDP registou a performance mais negativa, com desvalorizações de 3,18%, após a Parpública ter avançado com o processo de venda dos 4,14% que detém na eléctrica nacional. O sector financeiro registou também uma performance maioritariamente negativa, tendo o BCP, BES e BPI recuado 2,75%, 1,54% e 0,84%, respectivamente.

Mercados: ÁSIA


Os principais índices asiáticos encerraram a sessão em tereno negativo, penalizados pela divulgação de resultados menos positivos ao nível empresarial. O Nikkei recuou 0,08%, com o sector de Oil&Gas a impedir uma performance inferior.

Resultados: ENI


A petrolífera italiana reportou um resultado operacional relativo ao 4Q12 de EUR 4,96 mil mn, um valor que superou os EUR 4,42 mil mn estimados pelos analistas. Já o resultado líquido alcançou os EUR 1,52 mil mn, ficando aquém dos EUR 1,6 mil mn estimados. A empresa acrescentou que a rentabilidade dos diversos segmentos irá depender bastante da capacidade da equipa de gestão de optimizar custos.

Resultados: PPR


A empresa francesa reportou um resultado operacional recorrente relativo ao exercício de 2012 de EUR 1,79 mil mn, valor que superou os EUR 1,75 mil mn estimados. As receias avançaram 21% para EUR 9,74 mil mn em igual período. A divida líquida recuou 27% para EUR 2,49 mil mn, numa altura em que a empresa propôs um dividendo de EUR 3,75 por acção, um aumento de USD 0,07 face ao ano anterior. Para 2013 a empresa estima um crescimento robusto das receitas.

Empresas: EDP


O Estado português abandonou, ontem, na totalidade, o grupo elétrico nacional, na última de 9 operações de reprivatização, que renderam ao Estado mais de EUR 11 mil mn, valor este que é superior à capitalização bolsista da elétrica nacional. Esta última operação, que correspondeu à alienação dos últimos 4,14% do capital da empresa que ainda eram detidos pelo estado, rendeu EUR 356 mn a este, sendo que a maioria dos títulos foram vendidos a investidores estrangeiros.

Empresas: MOTA-ENGIL


O CEO da construtora nacional anunciou a possibilidade de a empresa vir a concorrer a um possível concurso para a construção da nova linha de transporte de mercadorias de alta velocidade entre Portugal e Espanha. 

Empresas: BRISA


A Tagus continua interessada em retirar a concessionária do mercado mas mantém-se indisponível para pagar os EUR 2,76 por ação. O preço máximo que a Tagus está disposta a pagar ronda os EUR 2.

Empresas: EDF


A utilitiy francesa anunciou que está confiante na capacidade de arranjar parceiros para o desenvolvimento de reatores nucleares no Reino Unido.

Empresas: PEUGEOT


A Standard & Poor’s realizou um downgrade à divida do construtor automóvel francês para BB-, mantendo-se o outlook negativo.

Empresas: AIR FRANCE / KLM


A empresa anunciou que irá subscrever um empréstimo convertível emitido pela Alitalia.

Empresas: DEUTSCHE TELEKOM


O maior acionista da MetroPCS Communications anunciou que se vai opor ao negócio com a unidade T-Mobile da Deutsche Telekom.

14 de fevereiro de 2013

Mercados: Europa - Abertura

Os principais índices accionistas europeus iniciam a sessão sem uma tendência definida – DAX: -0,07%; CAC: +0,05%; AEX: +0,12% - numa sessão dominada pela divulgação de resultados trimestrais tanto no bloco europeu como norte-americano, ao mesmo tempo que reportes macroeconómicos revelaram que as economias alemã e francesa registaram um recuo do crescimento superior ao antecipado pelos analistas. O sector dos bens de consumo regista hoje a performance mais positiva, com a Anheuser-Busch a avançar 4,80%, após ter anunciado que irá ceder o controlo da Corona nos EUA à Constellation Brands por USD 2,9 mil mn por forma a cumprir os requisitos exigidos pelo regulador no âmbito da operação entre a Anheuser-Busch e o Grupo Modelo. Também as francesas Renault e EDF registam valorizações de 5,49% e 5,20%, respectivamente, após terem divulgado resultados que surpreenderam positivamente os analistas. No pólo negativo, o sector petrolífero é hoje o mais penalizado, com a Total e a Repsol a recuarem 1,09% e 0,50%, respectivamente. Também as retalhistas Delhaize e Metro registam performances negativas, recuando 1,03% e 1,36%, respectivamente, ainda que não se verifique newsflow de relevo que assim o justifique.

O principal índice nacional iniciou a sessão a valorizar 0,40%, uma performance alinhada com os restantes índices europeus. No polo negativo destaque para a Portugal Telecom, que recua 0,1% na sessão, após a empresa ter visto o seu price target ser revisto em baixa por parte de uma casa de investimento internacional. Também o BES negoceia a recuar 0,48% na sessão, movimento que contrasta com os ganhos marginais do BPI que avança 0,08% na sessão, enquanto o BCP negoceia inalterado. No polo positivo realce para a Galp, que avança 0,08%, após a petrolífera nacional ter admitido a possibilidade de reforçar as operações detidas em Angola e Moçambique. A EDP Renováveis regista hoje ganhos de 0,25%, após noticiado que a eléctrica nacional intensificou os protestos contra a decisão do governo espanhol de cortar a remuneração da energia eólica. A ZON negoceia inalterada enquanto a Sonaecom lidera os ganhos na sessão, após a ERC e a Anacom terem recebido o pedido para analisar a fusão da ZON com a Optimus. Uma nota apenas para a EDP, que se encontra suspensa até ao momento, após a Parpública ter avançado com o processo de venda dos 4,144% que detém da EDP, venda essa direccionada a investidores institucionais através de um processo de accelerated bookbuilding.

INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA

Na esfera macroeconómica, destaque na Zona-Euro para a produção industrial, que registou um avanço de 0,7% no mês de Dezembro, um valor que supera as estimativas que apontavam para um avanço de 0,2%. Já nos EUA destaque para as vendas a retalho que avançaram 0,1% em Janeiro, em linha com as estimativas dos analistas. Os inventários semanais do Crude registaram um aumento de 560 000 barris, movimento que ficou aquém do avanço estimado de 2 200 000 barris.

Mercados: CRUDE


Os futuros do crude para entrega em Março mantiveram-se praticamente inalterados nos USD 97 por barril, após a produção de crude ter atingido níveis máximos de 20 anos.

Mercados: EUA


Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão em tereno maioritariamente positivo, beneficiando de dados macroeconómicos positivos e do discurso de Barack Obama. O S&P 500 avançou 0,06%, alcançando níveis máximos de 2007, com o sector industrial a registar os maiores ganhos. Também o Nasdaq avançou 0,4%, enquanto o Dow Jones Industrial Average recuou 0,26% na sessão.

Mercados: EUROPA


Os principais índices europeus encerraram a sessão em terreno positivo – DAX (+0,67%) e CAC (+0,32%) – beneficiando de dados empresariais positivos e de dados macroeconómicos que superaram as estimativas ao nível industrial na Europa. Na esfera sectorial realce para o segmento industrial, impulsionado pela Siemens que avançou 1,54% na sessão. No polo oposto o sector tecnológico registou a performance mais fraca da sessão, com a ASML e a Nokia a recuarem 1,29% e 1,69% respectivamente. Realce ao nível individual para a Peugeot e para a Heineken, que avançaram 7,29% e 5,74% respectivamente, beneficiando da divulgação de resultados acima das expectativas do mercado. Também a Gamesa registou uma valorização significativa, tendo valorizado 8,77%, na sequência dos comentários do CEO da empresa em torno das estimativas para os resultados relativos ao exercício de 2012. Destaque ainda para a KPN, que registou ganhos de 4,5% na sessão, após noticiado que Carlos Slim poderá forçar a demissão do CEO da operadora antes de aprovar o aumento de capital de EUR 4 mil mn.

Mercados: PORTUGAL


O principal índice acionista nacional encerra a sessão com ganhos de 0,26%, seguindo a tendência positiva registada a nível europeu. A dominar os ganhos da sessão esteve a ZON, com uma valorização de 5,69%, seguida pela Sonaecom, que avançou 1,63%, após a Autoridade da Concorrência ter sido notificada em relação à operação de fusão entre as duas operadoras. Também a Mota-Engil registou uma valorização de 1,94%, após ter sido anunciado pela empresa a emissão de um empréstimo obrigacionista de EUR 75 mn, com uma taxa de 6,85%, com vista ao financiamento da estratégia de expansão internacional da empresa. Já no pólo negativa, a Galp protagonizou a performance mais negativa da sessão, ao recuar 1,44%, após ter anunciado estar a analisar a sua carteira de ativos não estratégicos, com o objetivo de liquidar parte destes, performance esta que foi seguida pela generalidade do sector financeiro, tendo o BES e BPI recuado 0,57% e 0,15%, enquanto o BCP se manteve inalterado face à sessão anterior.

Mercados: ÁSIA


Os principais índices asiáticos encerraram a sessão em terreno positivo, após o Banco do Japão ter mantido o seu programa de compra de ativos na sequência da contração económica observada no último trimestre na região. O Nikkei avançou 0,5%, com o sector tenológico a registar os ganhos mais expressivos.

Resultados: MODELEZ INTERNATIONAL


A empresa norte-americana reportou resultados trimestrais que se cifraram abaixo das expectativas dos analistas, com o resultado líquido a cifrar-se nos USD 534 mn, comparando com os USD 800 mn reportados em período homólogo, anterior ao spin-off realizado pela Kraft Foods. Já as receitas da empresa cifraramse nos USD 9,5 mil mn, representando uma quebra na ordem dos 2%. A empresa antecipa que o crescimento das receitas em 2013 se mantenha baixo, com o objetivo de longo-prazo a cifrar-se nos 5-7%. Contudo, a empresa reviu a guidance para o resultado operacional em alta, sendo que o EPS se deverá cifrar entre USD 1,52 e USD 1,57.

Resultados: NVIDIA


A empresa reportou um resultado líquido de USD 174 mn, comparando positivamente com os USD 116 mn reportados em período homólogo, tendo as vendas registado uma valorização de 16% para USD 1,1 mil mn. A empresa avançou ainda com previsões para o primeiro trimestre fiscal de 2013, sendo que esta antecipa que as receitas se cifrem entre USD 921,2 mn e USD 958,8 mn, comparando com as projeções dos analistas de USD 1,07 mil mn, sendo que estas deverão ser penalizadas pelo enfraquecimento da procura por computadores pessoais e as respectivas peças, assim como pela concorrência dentro do mercado. 

Resultados: CISCO


A empresa tecnológica norte-americana reportou resultados trimestrais que se cifraram acima das expectativas dos analistas, com o resultado líquido a cifrar-se nos USD 3,14 mil mn, um aumento de 44% face aos USD 2,18 mil mn registados no período homólogo. Já as vendas ficaram nos USD 12,1 mil mn. Contudo, o Outlook avançado pela empresa para o próximo ano desiludiu os analistas, sendo que a empresa antecipa que as vendas sejam penalizadas pelo abrandar do crescimento na China e o continuado clima macroeconómico negativo na Europa, assim como pela quebra da procura por parte de instituições governamentais. A empresa antecipa que as vendas do 3º trimestre fiscal avancem entre 4% e 6%, com as receitas a ficarem entre USD 12,1 mil mn e USD 12,3 mil mn, sendo que os analistas avançam que estas não deverão ir além dos USD 12,2 mil mn. 

Resultados: APPLIED MATERIALS


A empresa norte-americana reportou um resultado liquido de USD 34 mn, comparando negativamente com os  USD 117 mn reportados no período homólogo. Já as receitas no trimestre em questão cifraram-se nos USD 1,57 mil mn. Estes valores comparam positivamente com as expectativas dos analistas, que apontavam para que a empresa registasse perdas de USD 275 mil, com receitas de USD 1,55 mil mn. A empresa avançou ainda com a guidance para o segundo trimestre fiscal, antecipando um aumento das vendas entre 15% e 25%, o que indica receitas entre USD 1,81 mil mn e USD 1,97 mil mn, enquanto o consenso dos analistas aponta para que estas se cifrem nos USD 1,81 mil mn. 

Resultados: BNP PARAIBAS


O maior banco francês reportou uma quebra dos lucros na ordem dos 33% no 4Q12, ficando aquém das estimativas dos analistas, penalizado por imparidades registadas na subsidiária Italiana e por uma penalização financeira relativa à sua própria dívida. O resultado líquido ficou nos EUR 514 mn, comparando negativamente com os EUR 765 mn reportados em período homólogo, cifrando-se também abaixo dos EUR 921,6 mn antecipados pelo consenso de mercado. O banco francês registou imparidades de EUR 354 mn, incluindo EUR 298 mn na subsidiária italiana do banco. O banco anunciou ainda planos de corte de custos no valor de EUR 2 mil mn até ao final de 2015, com cerca de metade dos cortes a incidirem sobre a área de banca de consumidores. O banco planeia ainda aumentar o dividendo a distribuir para EUR 1,5, comparando positivamente com os EUR 1,2 distribuídos no ano homólogo. 

Resultados: NESTLÉ


A maior empresa de produtos alimentares do mundo reportou o crescimento mais lento dos últimos três anos, penalizada pelo fraco consumo registado na Europa e uma desaceleração do crescimento das receitas no bloco asiático. As receitas reportadas avançaram 5,9%, abaixo das expectativas de 6% avançadas pelos analistas, com o crescimento na Ásia a cifrar-se nos 8,4%, abaixo dos 12% registados em período homólogo. O resultado líquido registou um crescimento de 12% para CHF 10,61 mil mn, acima dos CHF 10,4 mil mn antecipados pelo consenso de mercado. 

Resultados: PERNOD RICARD


A empresa francesa reportou resultados trimestrais que superaram as expectativas dos analistas, impulsionada pelo crescimento das receitas nos mercados emergentes que compensaram pelas quebras do consumo nos mercados europeu e francês. O resultado operacional registou um aumento de 5,8% para EUR 1,46 mil mn nos seis meses que antecipam Dezembro, comparando com os EUR 1,38 mil mn reportados em período homólogo. Este valor ultrapassou também as expectativas dos analistas, que apontavam para EUR 1,43 mil mn. As vendas avançaram 3%, ficando também estas acima da média do consenso de mercado, que apontava para que o crescimento destas não fosse além dos 2,2%. 

Resultados: RENAULT


O construtor automóvel francês registou um EBIT ajustado de EUR 729 mn ao nível anual, acima dos EUR 628 mn estimados pelos analistas. As venda alcançaram os EUR 41,3 mil mn, superando os EUR 40,3 mil mn estimados. A empresa apresentou um valor de EUR 1,5 mil mn de net cash (vs dívida liquida de 299 mn observados em 2011) alcançado com a venda da participação na Volvo. O FCF alcançou EUR 597 mn no período, igualando a guidance anunciada em Outubro de 2012. Para 2013 a empresa prevê um crescimento ao nível das vendas, uma margem operacional positiva ao nível do segmento automóvel e novamente um FCF positivo.

Resultados: EBERDROLA


A empresa espanhola reportou um lucro de EUR 2,84 mil mn relativo ao exercício de 2012, um valor que ficou aquém dos EUR 2,89 mil mn estimados pelos analistas. As vendas situaram-se nos EUR 34,2 mil mn, superando os EUR 31,5 mil mn estimados. A empresa anunciou ainda a recompra de 69 mn de ações, equivalente a 1,1% do capital da empresa até 31 de Maio. A eléctrica propôs dividendos de EUR 0,03 por ação relativos ao exercício de 2012.

Resultados: EDF


A utility francesa reportou um resultado líquido de EUR 3,3 mil mn, valor que ficou aquém dos EUR 3,9 mil mn estimados pelos analistas. O EBITDA avançou 7,7% para os EUR 16,1 mil mn, sensivelmente em linha com as estimativas. No entanto, o dividendo foi revisto em alta para EUR 1,25 por acção. Para 2013 a empresa referiu que o EBIDTA poderá avançar entre 0-3% (excluindo a unidade italiana Edison), o que compara negativamente com a guidance que previa um crescimento do EBIDTA entre 4-6% até 2015.

Resultados: RIO TINTO


A empresa reportou uma perda líquida de USD 8,9 mil mn nos 6 meses que terminaram em Dezembro de 2012, um valor que se afigura menos negativo que o prejuízo de  USD 10 mil mn estimado pelos analistas. Os resultados foram penalizados pelo registo de perdas ao nível das atividades de alumínio e carvão, ainda que parcialmente ofuscadas por um ganho de USD 1 mil mn nas operações de minérios.

Empresas: BES


O banco português pediu a insolvência do grupo Sorel, participado da Sociedade Lusa de Negócios, que detinha o BPN.

Empresas: PORTUGAL TELECOM


A empresa viu o seu price target ser revisto em baixa por parte de uma casa de investimento internacional.

Empresas: EDP


A Parpública avançou com o processo de venda dos 4,144% que detém da EDP. A venda dos títulos será feita a investidores institucionais, através de um processo de accelerated bookbuilding. 

Empresas: ZON/SONAECOM


A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) e a Anacom já receberam o pedido para analisar a fusão da Zon com a Optimus nos seus respectivos sectores. O pedido foi já remetido pela Autoridade da Concorrência.

Empresas: EDP RENOVÁVEIS


A eléctrica nacional intensificou os protestos contra a decisão do governo espanhol de cortar a remuneração da energia eólica, ao anunciar a suspensão de novos investimentos em Espanha.

Empresas: GALP


A petrolífera nacional admite a possibilidade de reforçar as operações detidas em Angola e Moçambique, sendo que poderá vir a participar nos leilões de exploração e produção de petróleo programados para 2013 em Moçambique, Angola e Brasil. 

Empresas: ANHEUSER-BUSH


A cervejeira belga irá ceder o controlo da Corona nos EUA à Constellation Brands por USD 2,9 mil mn por forma a cumprir os requisitos exigidos pelo regulador no âmbito da operação entre a Anheuser-Busch e o Grupo Modelo.

19 de outubro de 2012

INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA


Na esfera macroeconómica realce para os pedidos semanais de subsídio de desemprego nos EUA que se situaram nos 388 mil, acima dos 365 mil estimados pelos analistas, ainda que a nível do indicador agregado os valores divulgados tenham sido inferiores ao antecipado. Realce ainda no bloco norte-americano para a divulgação do Philadelphia Fed no mês de Outubro, que registou uma leitura de 5,7 pontos, significativamente acima do 1 ponto estimado, sendo que também os Leading Indicators registaram um avanço de 0,6%, superior ao avanço estimado de 0,2% para o mês de Setembro. 

Mercados: CRUDE


Os futuros do crude para entrega em Novembro recuaram USD 0,09 para USD 92,10 por barril, mantendo-se praticamente inalterados face ao dia anterior. 

Mercados: EUA


Os índices de referência norte-americanos registaram perdas na sessão – SPX: -0,24%; Nasdaq: -1,13% - penalizados pelos resultados trimestrais reportados pela Microsoft e pela Google, que desapontaram os analistas, apesar de, na esfera macroeconómica, os dados divulgados terem ficado acima das expectativados do consenso de mercado, com os leading indicators e o índice de Philadelphia Fed, indicativo da performance do sector da manufactura, registaram valores superiores ao antecipado. 

Mercados: PORTUGAL


O principal índice nacional encerrou a sessão a valorizar 1,7%, uma performance francamente superior à dos restantes índices europeus. Com a maioria dos títulos a registarem ganhos na sessão, realce apenas para as perdas da ZON e da Sonae, que registaram desvalorizações de 0,6% e 0,17% respectivamente. Já no polo positivo destaque para os ganhos da Galp, que valorizou 0,34% e da EDP que avançou 0,84% na sessão. Realce igualmente para a EDP Renováveis, que valorizou 3,17%, após ter reportado os dados provisionais relativos aos 9M12 que espelham uma subida de 11% da produção de energia eólica, e para a Portugal Telecom que avançou 3,75%, beneficiando da performance operacional positiva da participada Oi. O sector financeiro liderou os ganhos na sessão com o BPI, BCP e BES a valorizarem 4,49%, 5,25% e 6,57% respectivamente.

Mercados: EUROPA


Os principais índices accionistas europeus encerraram a sessão em terreno maioritariamente positivo – DAX: +0,58%; CAC: +0,22%; AEX: -0,11% - impulsionados pelos dados macroeconómicos positivos divulgados nos EUA relativos à manufactura, ao mesmo tempo que os investidores aguardam os resultados de um encontro de dois dias dos líderes da Zona Euro. O sector industrial registou hoje a performance mais positiva, com a Siemens a avançar 1,15%, após ter ganho um contracto de turbinas de vento de 50-megawatts na Turquia, enquanto a francesa Vallourec avançou 2,01%, ainda que sem newsflow relevante que o justifique. Nota positiva também para o sector financeiro que registou ganhos expressivos, com destaque pra o Deutsche Bank e o francês Societe Generale a avançarem 2,11% e 2,53%, respectivamente, apesar do primeiro sido alvo de um downgrade por parte de uma casa de investimento internacional. No pólo oposto, o sector petrolífero registou as perdas mais significativas da sessão, tendo a francesa Total recuado 0,40%, enquanto a italiana Eni registou perdas de 0,72%. Nota final para a francesa Alcatel que apesar de ter anunciado um corte de 1430 postos de trabalho em França por forma a cortar custos, avançou 7,37% na sessão. 

Mercados: ÁSIA


Os principais índices accionistas asiáticos encerraram a sessão em terreno misto – Nikkei: +0,22%; ShangaiComposite: -0,16%; HangSeng: +0,08% - penalizados pelos resultados trimestrais apresentados pela Google e pela Microsoft nos EUA, que ficaram abaixo das expectativas dos analistas. O benchmark regional registou a primeira queda em quatro dias.

Resultados: GOOGLE


A tecnológica norte-americana reportou receitas de USD 11,3 mil mn relativas ao 3Q, valor que ficou aquém dos USD 11,8 mil mn estimados pelos analistas. Já o EPS trimestral ajustado situou-se nos USD 9,03, novamente aquém das estimativas que previam lucros de USD 10,65 por acção. A empresa está a enfrentar dificuldades em obter retorno através da publicidade numa altura em que aumenta o número de utilizadores que navegam na internet em periféricos alternativos como os tablets ou os smartphones, onde o sucesso ao nível de publicidade está longe de ser idêntico ao sucesso observado nos desktops. Após o anúncio dos resultados, que ocorreu de forma inesperada durante a sessão norte-americana alegadamente por falha da empresa responsável pela sua publicação, os títulos recuaram cerca de 8%. 

Resultados: MICROSOFT


A empresa reportou um recuou do resultado líquido de 22% para USD 4,47 mil mn ou USD 0,53 por acção no 3Q, valores que ficaram aquém das estimativas dos analistas que previam um EPS de USD 0,56. As vendas recuaram 7,9% para USD 16 mn, comparando negativamente com as estimativas de USD 16,4 mil mn. Os resultados reflectem a diminuição da procura por computadores pessoais, tecnologia onde a Microsoft distribui a maioria das suas receitas, nomeadamente através do sistema operativo Windows, que registou uma quebra ajustada de 9%, acompanhando, em maior escala, a quebra registada ao nível da divisão Microsoft. 

Mercados: PORTUGAL


A edição de hoje do Jornal de Negócios adianta que o Executivo terá considerado a possibilidade de concessionar a gestora aeroportuária de forma a que o encaixe da operação pudesse mitigar o défice orçamental de 2012. No entanto, Sérgio Monteiro – secretário de Estado dos transportes - confirmou que o objectivo é privatizar a totalidade do capital da empresa.