A Oi, operadora telefónica brasileira detida pela
Portugal Telecom, foi multada em EUR 13,2 mn por prestação de serviços de má
qualidade.
18 de fevereiro de 2013
Empresas: NATIXIS
O banco anunciou que pretende distribuir dividendos
extraordinários no valor de EUR 2 mil mn ou EUR 0,65 por acção, após ter
vendido a participação que detinha no Groupe BPCE.
Empresas: VIVENDI
A empresa de telecomunicações do Qatar deverá anunciar em
breve um plano para adquirir a unidade marroquina
da Vivendi.
Empresas: TELEFONICA
A empresa anunciou que os resultados relativos a 2012
deverão ser penalizados por perdas antes de impostos de USD 585 mn, resultantes
da exposição ao mercado cambial.
Empresas: REPSOL
A empresa foi adicionada à lista das petrolíferas
preferidas por parte de uma casa de investimento internacional.
15 de fevereiro de 2013
Mercados: ABERTURA
Os principais índices europeus
iniciaram a sessão em terreno negativo – DAX (-0,28%), AEX (-0,28%) e IBEX
(-0,53%) – em antecipação à reunião do G20 em Moscovo que se prolongará até ao
dia de amanhã. Na esfera sectorial realce para os ganhos do sector de Oil&Gas,
com a italiana Eni a valorizar 2,66% após reportar resultados trimestrais
superiores às estimativas dos analistas. No polo oposto o sector de
telecomunicações é mais penalizado, com a Deutsche Telekom a recuar 1,5%, após
o maior accionista da MetroPCS Communications ter anunciado que se vai opor ao
negócio com a unidade T-Mobile da Deutsche Telekom. Uma nota individual para a
PPR, que valoriza 5,6%, beneficiando da divulgação de resultados relativos a
2012 que superaram as estimativas dos analistas, e para a Renault, que hoje
avança mais de 3,58%, prolongando os ganhos registados na última sessão.
O principal índice accionista
nacional inicia a última sessão da semana em terreno negativo, recuando 0,27%,
em linha com as restantes performances europeias. A dominar os ganhos da sessão
encontra-se o BCP, com ganhos de 0,94%, sendo que o restante sector financeiro
regista uma performance mista, com o BPI a valorizar 0,15% e o BES a manter-se
inalterado face à sessão anterior, enquanto o Banif recua 2,92%, sendo esta a
performance mais negativa da sessão. Também a EDP regista hoje quebras de
0,43%, após ter sido anunciada a conclusão da última de 9 operações de
reprivatização da eléctrica nacional, que renderam ao estado um total de EUR 11
mil mn. Estes últimos 4,14% foram vendidos principalmente a investidores
estrangeiros e totalizaram EUR 356 mn. Também a PT e a Galp recuam 0,41% e
0,34%, respectivamente, ainda que sem newsflow de relevo que o justifique,
enquanto a Mota-Engil regista perdas de 0,04%, após o CEO da empresa ter
anunciado a possibilidade de candidatura por parte da Mota-Engil à construção
da nova linha de transporte de mercadorias de alta velocidade entre Portugal e
Espanha.
INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA
Na esfera macroeconómica, destaque na Zona-Euro para
a divulgação dos dados referentes ao Produto Interno Bruto da região, que
recuou 0,9% no último trimestre de 2012 face ao período homólogo, quando se antecipava
uma quebra de 0,7%. Já o PIB YoY da Alemanha avançou 0,1% no 4T12, um valor
abaixo das estimativas que apontavam para um crescimento de 0,2%. Por outro
lado, a economia portuguesa recuou 3,8% em igual período, mais 0,8% do que as
estimativas iniciais. Nos EUA, realce para os pedidos semanais de subsídio de desemprego,
que se situaram nos 341.000, abaixo das estimativas que apontavam para 360.000
pedidos.
Mercados: CRUDE
Os futuros do crude para entrega em Março recuaram USD 0,14
para os USD 97,17 por barril, preparando-se para encerar mais uma semana com
ganhos.
Mercados: EUA
Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão em
terreno praticamente inalterado, com dados macroeconómicos negativos na
Zona-Euro a contrastarem com dados mais positivos ao nível norte-americano. O S&P
500 avançou 0,07%, com o sector de telecomunicações a registar a pior
performance. Já o Nasdaq e o Dow Jones Industrial Average recuaram 0,08% e
0,07% respectivamente.
Mercados: EUROPA
Os principais índices acionistas europeus encerraram a
sessão em terreno negativo – DAX (-1,05%), CAC (-0,78%) e IBEX (-0,71%) – na
sequência da divulgação da evolução trimestral do PIB ao nível na Zona-Euro e
dos países que a compõem, valores que se relevam abaixo das estimativas dos
analistas. Na esfera sectorial, apenas o sector de bens de consumo encerrou
positivo, impulsionado pela Anheuser-Busch que valorizou 5,94% na sessão, após
ter anunciado que irá ceder o controlo da Corona nos EUA à Constellation Brands
por USD 2,9 mil mn por forma a cumprir os requisitos exigidos pelo regulador no
âmbito da operação entre a Anheuser-Busch e o Grupo Modelo. No polo oposto o
sector de Oil&Gas foi o mais penalizado, com a Total a recuar 2% na sessão.
Uma nota individual para a Renault e EDF que encerraram a sessão com ganhos de
7,65% e 4,99% respectivamente, na sequência da divulgação de resultados que
superaram as estimativas dos analistas.
Mercados: PORTUGAL
O principal índice accionista nacional encerra a sessão
com perdas de 0,78%, uma performance em linha com as registadas pelos restantes
congéneres europeus. A dominar os ganhos da sessão esteve a Sonaecom, ao avançar
3,87%, enquanto a ZON recuou 1,46%, após a Entidade Reguladora para a
Comunicação Social (ERC) e a Anacom terem anunciado já terem receberam o pedido
para analisar a fusão das duas operadoras nos seus respectivos sectores. Também
a Portugal Telecom, a Sonae e a EDP Renováveis registam ganhos na sessão, tendo
avançado 0,39%, 0,27% e 0,13%, respectivamente, sendo que a última intensificou
os protestos contra a decisão do governo espanhol de cortar a remuneração da
energia eólica, ao anunciar a suspensão de novos investimentos em Espanha. No
pólo oposto, a EDP registou a performance mais negativa, com desvalorizações de
3,18%, após a Parpública ter avançado com o processo de venda dos 4,14% que
detém na eléctrica nacional. O sector financeiro registou também uma performance
maioritariamente negativa, tendo o BCP, BES e BPI recuado 2,75%, 1,54% e 0,84%,
respectivamente.
Mercados: ÁSIA
Os principais índices asiáticos encerraram a sessão em tereno
negativo, penalizados pela divulgação de resultados menos positivos ao nível
empresarial. O Nikkei recuou 0,08%, com o sector de Oil&Gas a impedir uma performance
inferior.
Resultados: ENI
A petrolífera italiana reportou um resultado operacional
relativo ao 4Q12 de EUR 4,96 mil mn, um valor que superou os EUR 4,42 mil mn
estimados pelos analistas. Já o resultado líquido alcançou os EUR 1,52 mil mn,
ficando aquém dos EUR 1,6 mil mn estimados. A empresa acrescentou que a
rentabilidade dos diversos segmentos irá depender bastante da capacidade da
equipa de gestão de optimizar custos.
Resultados: PPR
A empresa francesa reportou um resultado operacional
recorrente relativo ao exercício de 2012 de EUR 1,79 mil mn, valor que superou
os EUR 1,75 mil mn estimados. As receias avançaram 21% para EUR 9,74 mil mn em igual
período. A divida líquida recuou 27% para EUR 2,49 mil mn, numa altura em que a
empresa propôs um dividendo de EUR 3,75 por acção, um aumento de USD 0,07 face
ao ano anterior. Para 2013 a empresa estima um crescimento robusto das
receitas.
Empresas: EDP
O Estado português abandonou, ontem, na totalidade, o grupo elétrico
nacional, na última de 9 operações de reprivatização, que renderam ao Estado mais
de EUR 11 mil mn, valor este que é superior à capitalização bolsista da elétrica
nacional. Esta última operação, que correspondeu à alienação dos últimos 4,14%
do capital da empresa que ainda eram detidos pelo estado, rendeu EUR 356 mn a
este, sendo que a maioria dos títulos foram vendidos a investidores
estrangeiros.
Empresas: MOTA-ENGIL
O CEO da construtora nacional anunciou a possibilidade
de a empresa vir a concorrer a um possível concurso para a construção da nova
linha de transporte de mercadorias de alta velocidade entre Portugal e Espanha.
Empresas: BRISA
A Tagus continua interessada em retirar a concessionária do
mercado mas mantém-se indisponível para pagar os EUR 2,76 por ação. O preço
máximo que a Tagus está disposta a pagar ronda os EUR 2.
Empresas: EDF
A utilitiy francesa anunciou que está confiante na capacidade
de arranjar parceiros para o desenvolvimento de reatores nucleares no Reino
Unido.
Empresas: PEUGEOT
A Standard & Poor’s realizou um downgrade à divida do
construtor automóvel francês para BB-, mantendo-se o outlook negativo.
Empresas: DEUTSCHE TELEKOM
O maior acionista da MetroPCS Communications
anunciou que se vai opor ao negócio com a unidade T-Mobile da Deutsche Telekom.
14 de fevereiro de 2013
Mercados: Europa - Abertura
Os principais índices accionistas europeus iniciam a sessão sem uma tendência definida – DAX: -0,07%; CAC: +0,05%; AEX: +0,12% - numa sessão dominada pela divulgação de resultados trimestrais tanto no bloco europeu como norte-americano, ao mesmo tempo que reportes macroeconómicos revelaram que as economias alemã e francesa registaram um recuo do crescimento superior ao antecipado pelos analistas. O sector dos bens de consumo regista hoje a performance mais positiva, com a Anheuser-Busch a avançar 4,80%, após ter anunciado que irá ceder o controlo da Corona nos EUA à Constellation Brands por USD 2,9 mil mn por forma a cumprir os requisitos exigidos pelo regulador no âmbito da operação entre a Anheuser-Busch e o Grupo Modelo. Também as francesas Renault e EDF registam valorizações de 5,49% e 5,20%, respectivamente, após terem divulgado resultados que surpreenderam positivamente os analistas. No pólo negativo, o sector petrolífero é hoje o mais penalizado, com a Total e a Repsol a recuarem 1,09% e 0,50%, respectivamente. Também as retalhistas Delhaize e Metro registam performances negativas, recuando 1,03% e 1,36%, respectivamente, ainda que não se verifique newsflow de relevo que assim o justifique.
O principal índice nacional iniciou a sessão a valorizar 0,40%, uma performance alinhada com os restantes índices europeus. No polo negativo destaque para a Portugal Telecom, que recua 0,1% na sessão, após a empresa ter visto o seu price target ser revisto em baixa por parte de uma casa de investimento internacional. Também o BES negoceia a recuar 0,48% na sessão, movimento que contrasta com os ganhos marginais do BPI que avança 0,08% na sessão, enquanto o BCP negoceia inalterado. No polo positivo realce para a Galp, que avança 0,08%, após a petrolífera nacional ter admitido a possibilidade de reforçar as operações detidas em Angola e Moçambique. A EDP Renováveis regista hoje ganhos de 0,25%, após noticiado que a eléctrica nacional intensificou os protestos contra a decisão do governo espanhol de cortar a remuneração da energia eólica. A ZON negoceia inalterada enquanto a Sonaecom lidera os ganhos na sessão, após a ERC e a Anacom terem recebido o pedido para analisar a fusão da ZON com a Optimus. Uma nota apenas para a EDP, que se encontra suspensa até ao momento, após a Parpública ter avançado com o processo de venda dos 4,144% que detém da EDP, venda essa direccionada a investidores institucionais através de um processo de accelerated bookbuilding.
INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA
Na esfera macroeconómica, destaque na Zona-Euro para a produção industrial, que registou um avanço de 0,7% no mês de Dezembro, um valor que supera as estimativas que apontavam para um avanço de 0,2%. Já nos EUA destaque para as vendas a retalho que avançaram 0,1% em Janeiro, em linha com as estimativas dos analistas. Os inventários semanais do Crude registaram um aumento de 560 000 barris, movimento que ficou aquém do avanço estimado de 2 200 000 barris.
Mercados: CRUDE
Os futuros do crude para entrega em Março mantiveram-se
praticamente inalterados nos USD 97 por barril, após a produção de crude ter
atingido níveis máximos de 20 anos.
Mercados: EUA
Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão em
tereno maioritariamente positivo, beneficiando de dados macroeconómicos
positivos e do discurso de Barack Obama. O S&P 500 avançou 0,06%,
alcançando níveis máximos de 2007, com o sector industrial a registar os
maiores ganhos. Também o Nasdaq avançou 0,4%, enquanto o Dow Jones Industrial
Average recuou 0,26% na sessão.
Mercados: EUROPA
Os principais índices europeus encerraram a sessão em
terreno positivo – DAX (+0,67%) e CAC (+0,32%) – beneficiando de dados
empresariais positivos e de dados macroeconómicos que superaram as estimativas
ao nível industrial na Europa. Na esfera sectorial realce para o segmento
industrial, impulsionado pela Siemens que avançou 1,54% na sessão. No polo
oposto o sector tecnológico registou a performance mais fraca da sessão, com a
ASML e a Nokia a recuarem 1,29% e 1,69% respectivamente. Realce ao nível
individual para a Peugeot e para a Heineken, que avançaram 7,29% e 5,74%
respectivamente, beneficiando da divulgação de resultados acima das
expectativas do mercado. Também a Gamesa registou uma valorização
significativa, tendo valorizado 8,77%, na sequência dos comentários do CEO da
empresa em torno das estimativas para os resultados relativos ao exercício de
2012. Destaque ainda para a KPN, que registou ganhos de 4,5% na sessão, após noticiado
que Carlos Slim poderá forçar a demissão do CEO da operadora antes de aprovar o
aumento de capital de EUR 4 mil mn.
Mercados: PORTUGAL
O principal índice acionista nacional encerra a sessão
com ganhos de 0,26%, seguindo a tendência positiva registada a nível europeu. A
dominar os ganhos da sessão esteve a ZON, com uma valorização de 5,69%, seguida
pela Sonaecom, que avançou 1,63%, após a Autoridade da Concorrência ter sido
notificada em relação à operação de fusão entre as duas operadoras. Também a
Mota-Engil registou uma valorização de 1,94%, após ter sido anunciado pela
empresa a emissão de um empréstimo obrigacionista de EUR 75 mn, com uma taxa de
6,85%, com vista ao financiamento da estratégia de expansão internacional da
empresa. Já no pólo negativa, a Galp protagonizou a performance mais negativa
da sessão, ao recuar 1,44%, após ter anunciado estar a analisar a sua carteira
de ativos não estratégicos, com o objetivo de liquidar parte destes,
performance esta que foi seguida pela generalidade do sector financeiro, tendo
o BES e BPI recuado 0,57% e 0,15%, enquanto o BCP se manteve inalterado face à
sessão anterior.
Mercados: ÁSIA
Os principais índices asiáticos encerraram a sessão em
terreno positivo, após o Banco do Japão ter mantido o seu programa de compra de
ativos na sequência da contração económica observada no último trimestre na
região. O Nikkei avançou 0,5%, com o sector tenológico a registar os ganhos
mais expressivos.
Resultados: MODELEZ INTERNATIONAL
A empresa norte-americana reportou
resultados trimestrais que se cifraram abaixo das expectativas dos analistas,
com o resultado líquido a cifrar-se nos USD 534 mn, comparando com os USD 800
mn reportados em período homólogo, anterior ao spin-off realizado pela Kraft
Foods. Já as receitas da empresa cifraramse nos USD 9,5 mil mn, representando
uma quebra na ordem dos 2%. A empresa antecipa que o crescimento das receitas
em 2013 se mantenha baixo, com o objetivo de longo-prazo a cifrar-se nos 5-7%.
Contudo, a empresa reviu a guidance para o resultado operacional em alta, sendo
que o EPS se deverá cifrar entre USD 1,52 e USD 1,57.
Resultados: NVIDIA
A empresa reportou um resultado líquido de USD 174 mn,
comparando positivamente com os USD 116 mn reportados em período homólogo,
tendo as vendas registado uma valorização de 16% para USD 1,1 mil mn. A empresa
avançou ainda com previsões para o primeiro trimestre fiscal de 2013, sendo que
esta antecipa que as receitas se cifrem entre USD 921,2 mn e USD 958,8 mn,
comparando com as projeções dos analistas de USD 1,07 mil mn, sendo que estas
deverão ser penalizadas pelo enfraquecimento da procura por computadores
pessoais e as respectivas peças, assim como pela concorrência dentro do
mercado.
Resultados: CISCO
A empresa tecnológica norte-americana reportou resultados
trimestrais que se cifraram acima das expectativas dos analistas, com o
resultado líquido a cifrar-se nos USD 3,14 mil mn, um aumento de 44% face aos USD
2,18 mil mn registados no período homólogo. Já as vendas ficaram nos USD 12,1
mil mn. Contudo, o Outlook avançado pela empresa para o próximo ano desiludiu
os analistas, sendo que a empresa antecipa que as vendas sejam penalizadas pelo
abrandar do crescimento na China e o continuado clima macroeconómico negativo
na Europa, assim como pela quebra da procura por parte de instituições
governamentais. A empresa antecipa que as vendas do 3º trimestre fiscal avancem
entre 4% e 6%, com as receitas a ficarem entre USD 12,1 mil mn e USD 12,3 mil
mn, sendo que os analistas avançam que estas não deverão ir além dos USD 12,2
mil mn.
Resultados: APPLIED MATERIALS
A empresa norte-americana reportou um resultado
liquido de USD 34 mn, comparando negativamente com os USD 117 mn reportados no período homólogo. Já
as receitas no trimestre em questão cifraram-se nos USD 1,57 mil mn. Estes
valores comparam positivamente com as expectativas dos analistas, que apontavam
para que a empresa registasse perdas de USD 275 mil, com receitas de USD 1,55
mil mn. A empresa avançou ainda com a guidance para o segundo trimestre fiscal,
antecipando um aumento das vendas entre 15% e 25%, o que indica receitas entre
USD 1,81 mil mn e USD 1,97 mil mn, enquanto o consenso dos analistas aponta para
que estas se cifrem nos USD 1,81 mil mn.
Resultados: BNP PARAIBAS
O maior banco francês reportou uma quebra dos lucros
na ordem dos 33% no 4Q12, ficando aquém das estimativas dos analistas,
penalizado por imparidades registadas na subsidiária Italiana e por uma
penalização financeira relativa à sua própria dívida. O resultado líquido ficou
nos EUR 514 mn, comparando negativamente com os EUR 765 mn reportados em
período homólogo, cifrando-se também abaixo dos EUR 921,6 mn antecipados pelo consenso
de mercado. O banco francês registou imparidades de EUR 354 mn, incluindo EUR
298 mn na subsidiária italiana do banco. O banco anunciou ainda planos de corte
de custos no valor de EUR 2 mil mn até ao final de 2015, com cerca de metade
dos cortes a incidirem sobre a área de banca de consumidores. O banco planeia ainda
aumentar o dividendo a distribuir para EUR 1,5, comparando positivamente com os
EUR 1,2 distribuídos no ano homólogo.
Resultados: NESTLÉ
A maior empresa de produtos alimentares do mundo reportou o
crescimento mais lento dos últimos três anos, penalizada pelo fraco consumo
registado na Europa e uma desaceleração do crescimento das receitas no bloco asiático.
As receitas reportadas avançaram 5,9%, abaixo das expectativas de 6% avançadas
pelos analistas, com o crescimento na Ásia a cifrar-se nos 8,4%, abaixo dos 12%
registados em período homólogo. O resultado líquido registou um crescimento de
12% para CHF 10,61 mil mn, acima dos CHF 10,4 mil mn antecipados pelo consenso
de mercado.
Resultados: PERNOD RICARD
A empresa francesa reportou resultados trimestrais
que superaram as expectativas dos analistas, impulsionada pelo crescimento das
receitas nos mercados emergentes que compensaram pelas quebras do consumo nos
mercados europeu e francês. O resultado operacional registou um aumento de 5,8%
para EUR 1,46 mil mn nos seis meses que antecipam Dezembro, comparando com os
EUR 1,38 mil mn reportados em período homólogo. Este valor ultrapassou também
as expectativas dos analistas, que apontavam para EUR 1,43 mil mn. As vendas
avançaram 3%, ficando também estas acima da média do consenso de mercado, que
apontava para que o crescimento destas não fosse além dos 2,2%.
Resultados: RENAULT
O construtor automóvel francês registou um EBIT ajustado
de EUR 729 mn ao nível anual, acima dos EUR 628 mn estimados pelos analistas.
As venda alcançaram os EUR 41,3 mil mn, superando os EUR 40,3 mil mn estimados.
A empresa apresentou um valor de EUR 1,5 mil mn de net cash (vs dívida liquida
de 299 mn observados em 2011) alcançado com a venda da participação na Volvo. O
FCF alcançou EUR 597 mn no período, igualando a guidance anunciada em Outubro
de 2012. Para 2013 a empresa prevê um crescimento ao nível das vendas, uma margem
operacional positiva ao nível do segmento automóvel e novamente um FCF
positivo.
Resultados: EBERDROLA
A empresa espanhola reportou um lucro de EUR 2,84 mil mn
relativo ao exercício de 2012, um valor que ficou aquém dos EUR 2,89 mil mn
estimados pelos analistas. As vendas situaram-se nos EUR 34,2 mil mn, superando
os EUR 31,5 mil mn estimados. A empresa anunciou ainda a recompra de 69 mn de ações,
equivalente a 1,1% do capital da empresa até 31 de Maio. A eléctrica propôs
dividendos de EUR 0,03 por ação relativos ao exercício de 2012.
Resultados: EDF
A utility francesa reportou um resultado líquido de EUR 3,3
mil mn, valor que ficou aquém dos EUR 3,9 mil mn estimados pelos analistas. O
EBITDA avançou 7,7% para os EUR 16,1 mil mn, sensivelmente em linha com as estimativas.
No entanto, o dividendo foi revisto em alta para EUR 1,25 por acção. Para 2013
a empresa referiu que o EBIDTA poderá avançar entre 0-3% (excluindo a unidade
italiana Edison), o que compara negativamente com a guidance que previa um
crescimento do EBIDTA entre 4-6% até 2015.
Resultados: RIO TINTO
A empresa reportou uma perda líquida de USD 8,9 mil mn
nos 6 meses que terminaram em Dezembro de 2012, um valor que se afigura menos
negativo que o prejuízo de USD 10 mil mn
estimado pelos analistas. Os resultados foram penalizados pelo registo de
perdas ao nível das atividades de alumínio e carvão, ainda que parcialmente
ofuscadas por um ganho de USD 1 mil mn nas operações de minérios.
Empresas: BES
O banco português pediu a insolvência do grupo Sorel,
participado da Sociedade Lusa de Negócios, que detinha o BPN.
Empresas: PORTUGAL TELECOM
A empresa viu o seu price target ser revisto em
baixa por parte de uma casa de investimento internacional.
Empresas: EDP
A Parpública avançou com o processo de venda dos 4,144% que
detém da EDP. A venda dos títulos será feita a investidores institucionais,
através de um processo de accelerated bookbuilding.
Empresas: ZON/SONAECOM
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social
(ERC) e a Anacom já receberam o pedido para analisar a fusão da Zon com a
Optimus nos seus respectivos sectores. O pedido foi já remetido pela Autoridade
da Concorrência.
Empresas: EDP RENOVÁVEIS
A eléctrica nacional intensificou os protestos
contra a decisão do governo espanhol de cortar a remuneração da energia eólica,
ao anunciar a suspensão de novos investimentos em Espanha.
Empresas: GALP
A petrolífera nacional admite a possibilidade de reforçar as
operações detidas em Angola e Moçambique, sendo que poderá vir a participar nos
leilões de exploração e produção de petróleo programados para 2013 em Moçambique,
Angola e Brasil.
Empresas: ANHEUSER-BUSH
A cervejeira belga irá ceder o controlo da Corona
nos EUA à Constellation Brands por USD 2,9 mil mn por forma a cumprir os
requisitos exigidos pelo regulador no âmbito da operação entre a Anheuser-Busch
e o Grupo Modelo.
19 de outubro de 2012
INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA
Na esfera macroeconómica realce para os pedidos
semanais de subsídio de desemprego nos EUA que se situaram nos 388 mil, acima
dos 365 mil estimados pelos analistas, ainda que a nível do indicador agregado
os valores divulgados tenham sido inferiores ao antecipado. Realce ainda no
bloco norte-americano para a divulgação do Philadelphia Fed no mês de Outubro,
que registou uma leitura de 5,7 pontos, significativamente acima do 1 ponto
estimado, sendo que também os Leading Indicators registaram um avanço de 0,6%,
superior ao avanço estimado de 0,2% para o mês de Setembro.
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