22 de fevereiro de 2013

Mercados: EUROPA


Os principais índices europeus encerraram a sessão em terreno negativo – DAX (-1,88%), CAC (-2,29%) e AEX (-2,10%) – num dia em que foram divulgados dados macroeconómicos maioritariamente negativos nos EUA, isto após as Minutas do Fed terem elevado os receios relativamente a um final antecipado das medidas de estímulo em vigor no país. Com todos os sectores a registarem perdas na sessão, realce para a performance menos negativa registada pelo sector industrial, com a Schneider Electric a valorizar 2,31%, após ter divulgado resultados relativos ao exercício de 2012 e ter elevado os dividendos a distribuir. Já o sector financeiro registou as perdas mais significativas, com o Santander e o BNP Paribas a recuarem 2,56% e 4,55% respectivamente. Uma nota para a Casino Guichard, que avançou 0,38%, na sequência da divulgação de resultados anuais.

Mercados: PORTUGAL


O principal índice accionista nacional fechou a sessão de hoje em terreno negativo, ao desvalorizar 1,23%, um desempenho alinhado com o dos restantes pares europeus. Dezoito das cotadas encerraram com perdas, com destaque para a EDP, BES e Galp, a recuarem 3,38%, 3,08% e 1,34%, respectivamente. A explicar a liderança das perdas por parte da EDP poderá estar o facto da eléctrica nacional ter perdido quota de mercado em todas as classes de consumo empresarial durante o mês de Janeiro, de acordo com um relatório da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, ainda que tenha reforçado o seu peso no segmento doméstico. Já no pólo positivo estiveram a ZON e o BCP, a avançarem 0,14% e 3,60%, respectivamente, num dia em CEO do PKO, o maior banco polaco em activos, mostrou interesse em adquirir as unidades do Millennium BCP na Polónia. Já em relação às unidades detidas na Grécia, prevê-se que para amanhã o BCP e o Piraeus Bank anunciem um acordo de compra e venda. 

Mercados: ÁSIA


Os principais índices accionista asiáticos encerraram a sessão em terreno positivo, recuperando parcialmente face às perdas registadas na sessão anterior. O Nikkei avançou 0,68%, com o sector de serviços a registar os ganhos mais significativos.

Resultados: HP HEWLETT-PACKARD


A tecnológica norte-americana reportou um EPS trimestral ajustado de USD 0,82, um valor superior aos USD 0,71 estimados pelos analistas. As vendas em igual período alcançaram os USD 28,36 mil mn, superando igualmente os USD 27,80 mil mn estimados. Para o actual trimestre a empresa antecipa um EPS entre USD 0,8-0,82, superando os USD 0,77 antecipados pelos analistas. A  equipa de gestão mantém a estratégia de redução de postos de trabalho de forma a contrariar a tendência menos positiva registada ao nível da procura de computadores e impressoras. Os títulos da tecnológica avançaram 8,1% em after-market.

Resultados: AIR-FRANCE / KLM


A empresa francesa reportou uma perda operacional de EUR 300 mn relativa ao exercício de 212, um valor que supera as estimativas dos analistas que estimavam uma perda de EUR 331 mn As vendas avançaram 4,6% para EUR 6,3 mil mn, sendo que as perdas operacionais alcançaram os EUR 143 mn. Para 2013 a empresa elevou os targets de redução de custos (recorde-se que a empresa tem vindo a reduzir o número de trabalhadores) e redução da dívida líquida, tendo referido que presente ano começou com um ambiente incerto.

Empresas: ZON


Os detentores de obrigações da Zon decidiram, em assembleia-geral, não exercer o seu direito de oposição à fusão com a Optimus, de acordo com o comunicado emitido à CMVM.

Empresas: PORTUGAL TELECOM


A agência de notação financeira Fitch atribui um ‘rating’ de BBB, com outlook negativo, à operadora nacional.

Empresas: BCP


O maior banco privado português fechou acordo com o Piraeus Bank para a venda das unidades gregas que será oficializada para meados de Março.

Empresas: ALCATEL-LUCENT


A empresa nomeou um ex-executivo da Vodafone, Michel Combes, como CEO da tecnológica francesa.

Empresas: ARCELOR-MITTAL


A empresa foi alvo de um upgrade por parte de uma casa de investimento internacional.

21 de fevereiro de 2013

Mercados: ENCERRAMENTO


Os principais índices europeus encerraram a sessão em terreno negativo – DAX (-1,88%), CAC (-2,29%) e AEX (-2,10%) – num dia em que foram divulgados dados macroeconómicos maioritariamente negativos nos EUA, isto após as Minutas do Fed terem elevado os receios relativamente a um final antecipado das medidas de estímulo em vigor no país. Com todos os sectores a registarem perdas na sessão, realce para a performance menos negativa registada pelo sector industrial, com a Schneider Electric a valorizar 2,31%, após ter divulgado resultados relativos ao exercício de 2012 e ter elevado os dividendos a distribuir. Já o sector financeiro registou as perdas mais significativas, com o Santander e o BNP Paribas a recuarem 2,56% e 4,55% respectivamente. Uma nota para a Casino Guichard, que avançou 0,38%, na sequência da divulgação de resultados anuais.

Mercados: ABERTURA

Os principais índices accionistas europeus iniciaram a sessão com perdas significativas – DAX (-1,58%), CAC (-1,84%) e AEX (-1,84%) – após as Minutas do Fed relevadas ontem terem aumentado a especulação em torno da retirada antecipada dos estímulos à economia norte-americana. Num dia de perdas generalizadas e com todos os sectores negativos, realce para o sector de serviços, que regista a melhor performance da sessão, beneficiando da performance da Casino Guichard e do Dia, com a primeira a recuar 0,51% e a segunda a valorizar 0,27%, após terem divulgado resultados positivos relativos ao exercício de 2012. No polo oposto o sector financeiro regista as maiores perdas, com o Santander e o BNP Paribas a recuarem 2,3% e 3,17% respectivamente. Uma nota para a Allianz, que recua 1,01%, ainda assim uma performance superior à dos seus peers, após a divulgação de resultados anuais que superaram as estimativas dos analistas.

INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA


Na esfera macroeconómica, realce nos EUA para a divulgação dos indicadores relativos ao mercado imobiliário, nomeadamente a construção de novas habitações que registou uma quebra de 8,5% no mês de Janeiro (vs -3,6% estimado), ao passo que as licenças de construção observaram no mesmo período um incremento para 925 mil (vs 920 mil estimadas). Ao nível do indicador de Preços do Produtor, destaque para o índice agregado PPI que registou um incremento de 0,2%, ainda assim abaixo do aumento de 0,3% que era projectado pelo consenso de mercado. Na zona Euro, destaque apenas para o índice de preços CPI que registou um incremento de 1,7% face ao período homólogo, coincidindo na globalidade com as expectativas do mercado.

Mercados: CRUDE


Os futuros do crude para entrega em Abril recuaram USD 0,92 para os USD 94,3 por barril, num dia em que se especulou que um hedge fund de commodities estava em processo de liquidação.

Mercados: EUA


Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão em terreno negativo, após a divulgação das minutas do Fed que aumentaram a especulação de que as medias de estimulo poderão ser retiradas mais cedo que o antecipado. O S&P 500 recuou 1,24%, com todos os sectores a registarem perdas na sessão. Também o Nasdaq e o Dow Jones Industrial Average recuaram 1,54% e 0,77% respectivamente.

Mercados: EUROPA


Os principais índices europeus encerraram a sessão em terreno negativo – DAX (-0,30%), CAC (-0,69%) e AEX (-1,16%) – penalizados pela correcção significativa do crude e pela redução dos dividendos por parte de algumas empresas europeias. No polo positivo, realce na esfera sectorial para o sector de bens de consumo, com a Anheuser-Busch e a Univeler a valorizarem 0,92% e 0,44% respectivamente. No polo oposto o sector de telecomunicações registou a pior performance da sessão, penalizado pela quebra de 9,7% protagonizada pela KPN, apesar de noticiado que o principal accionista AMX (Carlos Slim) não elevará a sua posição no capital da empresa para além dos 30%, não tendo exigido alterações ao nível da equipa de gestão, quando se antecipava uma eventual saída do CEO da operadora. Ao nível individual realce para os ganhos de 3,89% do Credit Agricole, reagindo de forma positiva à divulgação de resultados.

Mercados: PORTUGAL


O principal índice accionista português encerrou hoje a sessão em terreno marginalmente positivo, a avançar 0,06%, contrastando com a tendência negativa dos restantes pares europeus. A dominar os ganhos estiveram os títulos da Jerónimo Martins, BCP e Galp Energia, a valorizarem 1,18%, 0,91% e 0,85%, respectivamente, ainda que não se tenha observado newsflow específico relevante para o efeito. Já no pólo negativo, destaque para EDP, PT e BES, a desvalorizarem 0,90%, 0,68% e 0,59%, num dia em que a Oi, empresa na qual a Portugal Telecom detém uma participação de 25,6%, registou uma quebra nos lucros de 17%, apesar do aumento das suas receitas.

Mercados: ÁSIA


Os principais índices asiáticos encerraram a sessão em terreno negativo, com os receios de que o Fed retire os estímulos à economia norte-americana mais cedo que o previsto. O Nikkei recuou 1,39%, com todos os sectores a registarem perdas na sessão. 

Resultados: ALLIANZ


A seguradora alemã reportou um resultado líquido relativo ao 4Q12 de EUR 1,22 mil mn, valor que fica acima dos EUR 1,15 mil mn estimados pelos analistas. O resultado operacional alcançou EUR 2,28 mil mn, superando igualmente as estimativas que apontavam para EUR 2,05 mil mn. O segmento de gestão de activos voltou a contribuir positivamente para os resultados da empresa, ao alcançar um resultado operacional de EUR 917 mn, acima dos EUR 770 mn estimados. A empresa anunciou a distribuição de dividendos relativos ao exercício de 2012 de EUR 4,5 por acção, abaixo dos EUR 4,6 por acção estimados. Para o ano de 2013 a empresa estima um resultado operacional de EUR 9,2 mil mn (+/- EUR 500 mn), sendo que em 2012 o resultado operacional atingiu os EUR 9,5 mil mn.

Resultados: AXA


A seguradora francesa reportou um resultado líquido de EUR 4,15 mil mn relativo ao exercício de 2012, valor que ficou aquém dos EUR 4,47 mil mn estimados pelos analistas. As vendas numa base comparável situaram-se nos EUR 90,1 mil mn, quando os analistas antecipavam EUR 98,3 mil mn. A empresa elevou o target de redução de custos em EUR 200 mn para EUR 1,7 mil mn até 2015 e anunciou um dividendo de EUR 0,72 por acção, valor que ficam aquém dos EUR 0,73 por acção estimados.