1 de março de 2013

INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA


Na esfera macroeconómica realce nos EUA para a segunda leitura do PIB relativo ao 4Q12, que registou um avanço de 0,1%, revisão que reportou uma evolução mais benéfica que a reportada na primeira leitura, ainda que tenha sido inferior às estimativas. Ao nível do mercado de trabalho realce para os pedidos semanais de subsídio de desemprego que se situaram em 344 mil, abaixo dos 360 mil estimados pelos analistas.

Mercados: CRUDE


Os futuros do crude para entrega em Abril recuaram USD 0,71 para os USD 92,05 por barril, continuando a tendência negativa registada na sessão anterior.

Mercados: EUA


Os principais índices accionistas norte-americanos encerraram a sessão em terreno negativo – SPX: -0,09%; NDX: -0,10% - penalizados pela decisão do Senado norte-americano, que rejeitou as duas propostas dos partidos democrático e republicano com o objectivo de adiar ou moderar os cortes automáticos na despesa. Os republicanos continuam a pretender cortar USD 85 mil mn do orçamento do estado, enquanto os democratas optam por propor aumento de impostos como forma de substituir os cortes na despesa. 

Mercados: EUROPA


Os principais índices europeus encerraram a sessão em terreno positivo – DAX (+0,86%), CAC (+0,85%) e AEX (+0,94%) – com os líderes dos bancos centrais europeu e norte-americano a afirmarem que manterão os estímulos económicos, num dia em que foram igualmente divulgados dados macroeconómicos relevantes nos EUA e em que um conjunto alargado de empresas europeias reportou resultados. Com todos os sectores positivos, realce para os ganhos do sector de Health Care, com a Bayer a avançar 2,71%, na sequência da divulgação de resultados trimestrais positivos. Já o sector tecnológico registou a performance mais fraca da sessão, com a Nokia a recuar 2,8%. Realce para os ganhos da Telefónica, que avançou 2,04%, contrariando a tendência mais negativa da generalidade dos comparáveis europeus. Uma nota ainda para a EADS, que valorizou 5,49%, prolongando os fortes ganhos registados na sessão anterior, acumulando ganhos de cerca de 12% em dois dias.

Mercados: PORTUGAL


O principal índice accionista nacional encerra a sessão a recuar 0,23%, uma performance inferior à registada pela generalidade dos congéneres europeus. A dominar os ganhos da sessão esteve a Jerónimo Martins, a avançar 0,96%, recuperando face às perdas registadas nas sessões anteriores, após o reporte dos resultados anuais do grupo. Esta performance positiva é seguida pelo ESFG, Banif e EDP, que valorizaram 0,78%, 0,76% e 0,66%, respectivamente, enquanto o BCP se manteve inalterado face à sessão anterior, ainda que sem newsflow de relevo que assim o justifique. Já no pólo negativo, a Mota-Engil cifra-se como a performance mais negativa da sessão, recuando 4,65%. Também a Sonae Indústria e a Portugal Telecom registam performances negativas, recuando 2,80% e 0,54%, respectivamente, no seguimento da divulgação de resultados anuais, tendo ambas reportado um decréscimo do resultado líquido face ao período homólogo (FY11).

Mercados: ÁSIA


Os principais índices accionistas asiáticos encerraram a sessão com uma performance mista – Nikkei: +0,41%; Shangai Composite: -0,26%; HangSeng: -0,50% - com o índice nipónico a registar a performance mais positiva da região, após uma quebra nos preços do consumidor ter alimentado a especulação em torno do aumento dos estímulos monetários por parte do Bank of Japan, por forma a combater a deflação no país.

Empresas: THYSSEN KRUPP


O CEO da empresa germânica recusou revelar quantos possíveis compradores estão interessados na unidade Steel Americas.

Empresas: SIEMENS


A empresa emitiu um total de EUR 2,5 mil mn em obrigações de 8 e 15 anos.

Empresas: DEUTSCHE BANK


A empresa foi alvo de um downgrade por parte de uma casa de investimento internacional.

26 de fevereiro de 2013

Mercados: EUROPA (abertura)


Os principais índices accionistas europeus encontram-se a negociar em terreno negativo – DAX (-1,93%), CAC (-2,20%) e AEX (-1,55%) – depois de conhecidos os resultados das eleições em Itália. Todos os sectores estão a ser penalizados, em especial o sector financeiro, com particular destaque para a banca italiana, com o Unicredit e a Intesa SanPaolo a registarem perdas na ordem dos 7,7% e 7,8%, respectivamente. Já o sector dos bens de consumo regista perdas menos expressivas, a desvalorizar cerca de um ponto percentual, com a Anheuser-Busch a recuar 1,04% na sessão. Uma nota individual para a BASF e Vivendi, a desvalorizarem 2,61% e 1,79%, respectivamente, num dia em que apresentaram resultados positivos que superaram as estimativas dos analistas.

Mercados: CRUDE


Os futuros do crude para entrega em Abril recuaram USD 0,90 para os USD 92,21 por barril, penalizados pelo regresso dos receios em torno da crise da divida europeia.

Mercados: EUA

Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão em terreno negativo com os receios de que não estejam reunidas as condições para uma estabilidade governativa em Itália, o que elevou ao regresso dos receios em torno da crise da dívida na Europa. O S&P 500 recuou 1,83% na sessão, com todos os sectores a registarem perdas no dia. Também o Nasdaq e o Dow Jones Industrial Average recuaram 1,33% e 1,55% respectivamente.

Mercados: EUROPA


Os principais índices europeus encerraram a sessão em terreno positivo – DAX (+1,45%), CAC (+0,41%) e AEX (+0,11%) – num dia em que estão a ser digeridos os resultados das eleições em Itália, com os investidores receosos quanto à eventual ingovernabilidade que possa resultar deste processo eleitoral, podendo no limite conduzir à realização de novas eleições no país. Na esfera sectorial realce para o ganhos do sector tecnológico, com a SAP a valorizar 1,63% na sessão. No polo oposto o sector de Health Care foi o único a encerrar negativo, com a Sanofi a recuar 0,49% na sessão. Uma nota para os ganhos do sector automóvel, destacando-se em particular o avanço de 2,6% protagonizado pela BMW. Destaque ainda ao nível individual para a Vivendi, que valorizou 3,2%, numa altura em que a operadora se prepara para vender a participação que detém na brasileira GVT, num processo que poderá envolver uma reestruturação mais profunda por parte da operadora francesa.

Mercados: PORTUGAL

O PSI 20 encerrou hoje a sessão a valorizar 0,76%, um desempenho em linha com os restantes pares europeus. A dominar os ganhos esteve o sector da banca com o BES e o BPI a avançarem 3,56% e 2,98%, respectivamente, num dia em que uma casa de investimento internacional reviu em alta os price-targets dos bancos cotados no principal índice português, tendo o BPI sido o único a merecer a recomendação de “comprar”. Também a Galp impulsionou os ganhos ao valorizar 1,58%, após ter descoberto, uma vez mais, gás natural em Moçambique. Por outro lado, no pólo negativo, estiveram os títulos do BCP, EDP Renováveis e Portugal Telecom, a desvalorizarem 1,74%, 1,52% e 0,70%, respectivamente, depois de uma casa de investimento internacional considerar que o rating da operadora nacional poderá vir a ser pressionado pelos dividendos das suas subsidiárias

Mercados: ÁSIA


Os principais índices asiáticos encerraram a sessão em terreno negativo, com os receios de que o desfecho das eleições em Itália possa reacender os receios quanto à crise da dívida europeia. O Nikkei recuou 2,26% na sessão, com o sector financeiro a ser o único a escapar às perdas generalizadas.

Resultados: BASF


A empresa alemã registou vendas de EUR 19,6 mil mn no último trimestre do ano passado, um pouco acima dos EUR 19 mil mn estimados. O EBIT alcançou os EUR 1,8 mil mn, quando as estimativas apontavam para EUR 1,83 mil mn, enquanto o EBITDA em igual período se situou nos EUR 2,68 mil mn, um pouco acima dos EUR 2,63 mil mn estimados. A empresa reportou um resultado líquido de EUR 980 mn, superando os EUR 970,5 mn estimados pelos analistas e acrescentou que prevê uma evolução positiva das vendas e dos resultados para o presente ano.

Resultados: VIVENDI


A empresa reportou um resultado líquido ajustado no último trimestre de 2012 de EUR 356 mn, superando os EUR 402 mn estimados pelos analistas, sendo que as vendas alcançaram os EUR 8,24 mil mn, superando igualmente os EUR 7,85 mil mn estimados. Ao nível anual a operadora francesa reportou imparidades de EUR 760 mn no exercício, um valor superior ao registado no ano anterior. A equipa de gestão anunciou ainda o pagamento do dividendo de EUR 1, em linha como antecipado. 

Empresas: BCP


O Presidente da Sonangol anunciou ontem que a petrolífera angolana detém já uma participação de 19,44% no capital do BCP. Em 22 de Outubro de 2012 tinha anunciado uma posição de 15,08%.

Empresas: EDP RENOVÁVEIS


A eólica nacional anuncia hoje, depois do fecho, os seus resultados referentes ao ano 2012. As estimativas apontam para um lucro líquido na ordem dos EUR 129 mn, quando no ano passado foram de EUR 89 mn. Já o EBITDA, que no ano passado se situou nos EUR 801 mn, deverá totalizar EUR 913 mn. A EDP Renováveis deve ainda anunciar hoje o primeiro pagamento de dividendos desde a sua entrada em bolsa.

Empresas: ALSTOM


A empresa pretende candidatar-se a projecto de transporte no Brasil.