4 de março de 2013

Mercados: EUROPA (abertura)


Os principais índices europeus iniciaram a sessão em terreno maioritariamente negativo – DAX (-0,53%), CAC (-0,24%) e AEX (-0,38%) – após a China ter apertado as regras relativas aos empréstimos imobiliários de forma a resfriar o mercado. Na esfera sectorial realce para a outperformance do sector de telecomunicações, com a France Telecom a valorizar 5,2%, após ter sido alvo de um upgrade por parte de uma casa de investimento internacional. No polo oposto o sector de financeiro regista a performance mais fraca da sessão, com os títulos do sector a registarem perdas médias de cerca de 1%. Uma nota individual para a Repsol, que avança 2,55%, após ter sido noticiado que a petrolífera espanhola vendeu 5% do seu capital social ao fundo estatal de Singapura Temasek por EUR 1 mil mn. No polo oposto destaque individual para a Metro, que recua 4,68%, após uma casa de investimento internacional ter revisto em baixa o price target da retalhista alemã.

INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA


Na esfera macroeconómica, destaque na Alemanha para as vendas a retalho, que avançaram 2,4% (YoY), superando largamente as expectativas dos analistas, que apontavam para que estas registassem um recuo de 1,7%. Já nos EUA, os dados relativos ao rendimento pessoal revelaram um decréscimo na ordem dos 3,6%, abaixo da desvalorização de 2,4% antecipada pelo consenso de mercado. Também nos EUA, o índice Markit PMI cifrou-se nos 54,3, marginalmente abaixo das expectativas do mercado que antecipavam que este se cifrasse nos 55,2. Já o índice de confiança da Universidade de Michigan superou os valores apontados pelos analistas, cifrando-se agora nos 77,6 vs 76,3 antecipados, sendo que também o indicador de actividade de manufactura ISM superou as expectativas do mercado cifrando-se nos 54,2 face aos 52,5 antecipados.

Mercados: CRUDE


Os futuros do crude para entrega em Abril recuaram USD 0,47 para os USD 90,21 por barril, negociando a valores mínimos desde o início do ano.

Mercados: EUA


Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão com ganho ligeiros, isto com o Senado a votar a entrada em vigor do programa de corte de custos no valor de USD 85 mil mn. O S&P 500 avançou 0,23%, com o sector de serviços a registar os ganhos mais significativos. Também o Nasdaq e o Dow Jones Industrial Average valorizaram 0,33% e 0,25% respectivamente.

Mercados: EUROPA


Os principais índices accionistas europeus encerram a semana em terreno negativo – DAX: -0,43%; CAC: -0,62%; AEX: -0,23% - com os reportes dos níveis de manufactura no Reino Unido e na China mostraram um recuo dos mesmos, ao mesmo tempo que os níveis de desemprego na Zona Euro atingiram valores recorde. O sector financeiro registou hoje a performance mais negativa da sessão, com o Credit Agricole a recuar 2,43% e o Deutsche Bank a desvalorizar 4,33%, este último no seguimento de um downgrade por parte de uma casa de investimento internacional. Nota ainda para a francesa Peugeot, que recuou 4,10%, após ter sido anunciado que os registos de veículos ligeiros em França recuaram 12% em Fevereiro. Também a alemã Metro recuou 4,94% na sessão, no seguimento da divulgação de resultados que desiludiram as expectativas dos analistas, ao mesmo tempo que a retalhista anunciou um corte nos dividendos a distribuir. No pólo positivo, o sector tecnológico foi o único a registar uma performance positiva, impulsionado pela SAP que avançou 0,84%, ainda que não se verifique qualquer tipo de newsflow que justifique esta movimentação. Nota final para a Infineon, que avançou 1,27%, após ter anunciado que antecipa vendas de EUR 1 mil mn na China até 2016.

Mercados: PORTUGAL


O PSI 20 fechou a sessão em terreno negativo, ao recuar 0,82%, um desempenho em linha com o dos restantes congéneres europeus. A dominar as perdas esteve o sector da banca, com o BPI, BES e BCP a desvalorizarem 3,85%, 2,39% e 0,92%, respectivamente, sem newsflow sectorial relevante que apontasse para a underpormance dos três bancos nacionais. Também a Galp e a Portugal Telecom recuaram cerca de um ponto percentual, sem newsflow específico que assim o justificasse. Já do lado dos ganhos estiveram os títulos da Jerónimo Martins, Portucel e ZON, a avançarem 0,56%, 0,55% e 0,29%, respectivamente, com a retalhista portuguesa a corrigir das perdas registadas durante a semana, depois de divulgados os seus resultados anuais referentes a 2012.

Mercados: ÁSIA


Os principais índices asiático encerraram a sessão em tereno maioritariamente negativo, após a China ter apertado as regras para as hipotecas imobiliário com o intuito de resfriar o mercado. O Nikkei avançou 0,4%, com o sector de Oil&gas a registar as maiores perdas.

Empresas: PORTUGAL TELECOM


Uma casa de investimento internacional subiu o price-target da operadora nacional de EUR 3,60 para EUR 4, mantendo a recomendação de “neutral”.

Empresas: EDP


A China Three Gorges iniciou conversações com alguns dos accionistas mais importantes da eléctrica nacional com vista à alteração do seu modelo de governação, passando a desempenhar um papel mais directo na sua gestão.

Empresas: BRISA


A Tagus nomeou de um revisor oficial de contas para definir o valor a pagar pelas acções da concessionária nacional.

Empresas: EADS


A empesa francesa deverá aumentar a rentabilidade de forma mais rápida que o antecipado, referiu o CEO em entrevista à imprensa francesa.

Empresas: GDF SUEZ


A empresa francesa procura uma redução de custos de EUR 3,5 mil mn até 2014. Recorde-se que a empresa reduziu a dívida em Janeiro em EUR 1,1 mil mn, esperando alcançar uma divida de EUR 35,5 mil mn em Julho.

Empresas: TOTAL


A empresa anunciou que um terminal de energia no Reino Unido teve uma paragem forçada, devendo permanecer inactivo por tempo indeterminado.

Empresas: VEOLIA EVIRONMENT


A empresa irá perder o contrato com a região francesa da Nice, após a região ter assumido o interesse em retomar o controlo da gestão dos resíduos e da água a partir de Fevereiro de 2015.

Empresas: REPSOL


A empresa vendeu 5% do seu capital social ao fundo estatal de Singapura Temasek por EUR 1 mil mn.

Empresas: FRANCE TELECOM


A empresa foi alvo de um upgrade por parte de uma casa de investimento internacional.

1 de março de 2013

Mercados: EUROPA (abertura)


Os principais índices europeus iniciaram a sessão sem tendência definida – DAX (+0,01%), CAC (-0,18%) e IBEX (+0,18%) – em antecipação à decisão do Congresso norte-americano quanto aos cortes na despesa pública a realizar pelos EUA. Na esfera sectorial destaque para o sector de bens de consumo, a avançar 0,44%, . No polo oposto realce para o sector financeiro que recua 1,05 %, com o Deutsche Bank e a Societé Genéral a desvalorizarem 3,76% e 2,50%, respectivamente, depois do banco alemão ter sido alvo de um downgrade por parte de uma casa de investimento internacional. Uma nota individual para a Siemens, que se encontra a negociar em terreno marginalmente negativo, recuando 0,06%, num dia em que empresa alemã emitiu um empréstimo obrigacionista na ordem dos EUR 2,5 mil mn com maturidades entre 8 a 15 anos.

INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA


Na esfera macroeconómica realce nos EUA para a segunda leitura do PIB relativo ao 4Q12, que registou um avanço de 0,1%, revisão que reportou uma evolução mais benéfica que a reportada na primeira leitura, ainda que tenha sido inferior às estimativas. Ao nível do mercado de trabalho realce para os pedidos semanais de subsídio de desemprego que se situaram em 344 mil, abaixo dos 360 mil estimados pelos analistas.

Mercados: CRUDE


Os futuros do crude para entrega em Abril recuaram USD 0,71 para os USD 92,05 por barril, continuando a tendência negativa registada na sessão anterior.

Mercados: EUA


Os principais índices accionistas norte-americanos encerraram a sessão em terreno negativo – SPX: -0,09%; NDX: -0,10% - penalizados pela decisão do Senado norte-americano, que rejeitou as duas propostas dos partidos democrático e republicano com o objectivo de adiar ou moderar os cortes automáticos na despesa. Os republicanos continuam a pretender cortar USD 85 mil mn do orçamento do estado, enquanto os democratas optam por propor aumento de impostos como forma de substituir os cortes na despesa.