Os principais índices accionistas
europeus iniciam a última sessão da semana em terreno positivo – DAX: +0,53%;
CAC: +0,78%; AEX: +0,65% - impulsionado pelos dados positivos relativos ao
crescimento económico no Japão, ao mesmo tempo que os investidores aguardam
dados provenientes dos EUA relativos à criação de emprego. O sector das
telecomunicações regista hoje a performance mais positiva da sessão, com a
France Telecom, KPN e Telefónica a avançarem 3,24%, 2,81%e 2%, respectivamente.
Ainda no pólo positivo, a Delhaize regista ganhos de 5,53% na sessão, após a
divulgação de resultados empresariais na sessão anterior, tendo esta sido ainda
alvo de upgrades por parte de diferentes casas de investimento internacional.
Nota ainda para a francesa Lagardere, que avança 4,28%, no seguimento da
divulgação de resultados anuais que superaram as expectativas dos analistas. No
pólo negativo, o sector tecnológico protagoniza a performance mais negativa da
sessão, com a ASML a recuar perto de 1%, ainda que sem newsflow de relevo que
assim o justifique.
8 de março de 2013
INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA
Na esfera macroeconómica destaque nos EUA para a
Balança Comercial do mês de Janeiro, que se revelou negativa em USD 44,4 mil
mn, quando se antecipava – USD 42,6 mil mn. Realce ainda na região para os pedidos
semanais de subsídio de desemprego que se situaram nos 340 mil, abaixo dos 355
mil estimados. Destaque na esfera europeia para a taxa de juro directora da
Zona-Euro que se manteve inalterada no 0,75%, enquanto no Reino Unido a taxa
directora se manteve igualmente inalterada nos 0,5%.
Mercados: EUA
Os principais índices norte-americanos encerraram a sessão em
terreno positivo, após comentários benéficos por parte do Fed e dos discursos
do BCE e do BOE em torno da continuação dos apoios à economia. O S&P 500 avançou
0,18%, com o sector financeiro a liderar os ganhos. Também o Nasdaq e o Dow
Jones Industrial Average recuaram 0,25% e 0,23% respectivamente.
Mercados: EUROPA
Os principais índices europeus encerraram a sessão em
terreno positivo – DAX – (+0,26%), CAC (+0,53%) e AEX (+0,15%) – num dia em que
um conjunto alargado de empresas europeias apresentou resultados e em que o BCE
manteve inalterada a taxa de juro directora. Na esfera sectorial realce para os
ganhos do sector de bens de consumo, impulsionado pela L’Oreal e Adidas que
valorizaram 2,38% e 6,57% respectivamente, o segundo na sequência da divulgação
de resultados trimestrais. No polo oposto destaque para o sector de materiais,
com a BASF e ArcelorMittal a recuarem 0,11% e 0,31% respectivamente. Destaque
ainda ao nível individual para a Carrefour, Delhaize, Merck KgaA e Saint-Gobain
que valorizaram 2,88%, 4,38%, 2,89% e 3,13% respectivamente, após terem divulgado
resultados no dia de hoje.
Mercados: PORTUGAL
O principal índice accionista português encerrou a sessão
em terreno positivo, a avançar 0,71%, um desempenho em linha com os restantes
pares europeus, num dia em que a Standard & Poor’s elevou o outlook para o
rating da República portuguesa de Negativo para Estável. A impulsionar os
ganhos do PSI 20 estiveram os títulos da PT, BES e REN, a valorizarem 2,23%,
2,08% e 1,77%, respectivamente, num dia em que a última divulgará os resultados
referentes ao exercício 2012. Destaque igualmente para a Galp, que avançou
1,59%, depois de uma casa de investimento internacional ter revisto em alta o
seu price-target. A impedir ganhos mais expressivos esteve a Jerónimo Martins,
BPI e ZON ao recuarem 0,95%, 0,94% e 0,44%, respectivamente, num dia em que o
projecto de fusão entre a ZON e a Optimus foi aprovado em Assembleia-Geral de
accionistas da ZON.
Mercados: ÁSIA
Os principais índices asiáticos encerraram a sessão em
terreno positivo, beneficiando de dados macroeconómicos no Japão que mostram
que a economia nipónica saiu da recessão e de dados relativos às exportações na
China que foram significativamente melhores que o esperado. O Nikkei avançou
2,64%, com o sector de serviços a registar ganhos bastante significativos.
Resultados: ALTRI
A empresa de produção de pasta de papel obteve lucros de EUR
52,2 mn em 2012, uma subida de 131% face a 2011.O volume de vendas aumentou
11,6% para EUR 542,8 mn. A empresa registou igualmente um incremento de 12% nas
suas exportações. O EBITDA totalizou EUR 143,1 mn, um crescimento de 27% em
comparação com 2011, com a margem EBITDA a atingir 26,4%, mais 3,1 pp. A
receita líquida energética associada à cogeração e a outros derivados
florestais atingiu cerca de EUR 28,2 mn, um decréscimo de 9%, derivado do
aumento do preço de aquisição de energia eléctrica registado em 2012. A empresa
realizou investimentos totais de EUR 16,7 mn ao mesmo tempo que reduziu o seu
endividamento líquido em EUR 59 mn para EUR 619,7 mn.
Resultados: REN
Os lucros da eléctrica nacional cresceram 2,7% em 2012, face
ao ano anterior, totalizando EUR 123,9 mn, um resultado ligeiramente abaixo dos
EUR 130,3 mn estimados pelos analistas. O crescimento dos resultados reflecte o
aumento das receitas com a base de activos regulada, que cresceu 6,1% para EUR
3,38 mil mn. O EBITDA cresceu 8,9% para EUR 514,6 mn. Já o resultado líquido
recorrente deteriorou-se 8,3% face a lucros que teriam sido de 131,0 milhões de
euros, em 2011, não fosse o efeito de itens não recorrentes. Os encargos
financeiros aumentaram 31,6% para EUR 136 mn e a dívida liquida cresceu 8,7%
para EUR 2,51 mil mn. O investimento caiu 42,5%, para EUR 201,1 mn. Para 2013,
o management anunciou que até 2016 prevê que o EBITDA cresça a uma média anual entre
3% e 5%.
Resultados: COFINA
O grupo de media obteve um resultado líquido de EUR 3,9 mn
em 2012, recuando 17,1% face aos EUR 4,8 mn de lucros obtidos em 2011. As
receitas totalizaram EUR 113,3 mn em 2012, uma redução de 10,5% face aos EUR
126,7 mn registados em 2011. O EBITDA desceu 16,3% para os EUR 16,5 mn. As
receitas publicitárias cifraram-se nos EUR 39,6 mn, o que espelha um recuo de
20,5% face aos EUR 49,8 mn do ano anterior. Já as receitas de circulação
recuaram 7%, para os EUR 60,1 mn. Os custos operacionais da holding foram de
EUR 96,8 mn em 2012, reflectindo uma queda de 9,5% face aos EUR 106,9 mn de
2011.
Resultados: LAGARDERE
A empresa francesa reportou um resultado líquido
relativo a 2012 de EUR 89 mn, tendo reportado imparidades com a participação no
Canal + de EUR 43 mn. O dividendo manter-se-á estável face ao valor distribuído
no ano anterior. A equipa de gestão espera que o ano de 2013 seja igualmente
bastante desafiante.
Empresas: MOTA-ENGIL
A construtora portuguesa aumentou a oferta de
obrigações iniciais de EUR 75 mn para EUR 175 mn. Os títulos pagam um cupão de
6,85% e podem ser subscritos até dia 13 de Março.
Empresas: REN
A empresa nacional prevê a entrada no mercado de Omã já em
2013, em parceria estratégica na área do gás natural com a empresa Oman Oil,
que detém 15% da REN. Foi ainda anunciado que está em estudo uma possível entrada,
logo que possível, no mercado latino-americano, em países como a Colômbia e o
Chile.
7 de março de 2013
Mercados: EUROPA (abertura)
Os principais índices accionistas
Europeus iniciaram a sessão com ganhos em torno de meio ponto percentual – DAX
(+0,34%), CAC (+0,65%) e IBEX (+0,80%) – acentuando assim a tendência de
recuperação técnica dos índices observada no curto prazo. O principal destaque
da sessão incide sobre a decisão relativa do BCE no que respeita a evolução da
política de expansão monetária no seio da Zona-Euro no rescaldo das eleições
Italianas, sendo expectável que a taxa de juro de referência se mantenha nos
0,75% e que se materializem alguns comentários sobre a eventual possibilidade
de flexibilização de acesso dos países ao programa OMT. Adicionalmente, o
newsflow em torno de resultados empresariais mantém-se intenso, destacando-se a
divulgação de números trimestrais acima das expectativas por parte da Merck
KgaA (+3,76%) e Continental (+3,20%), ao passo que na esfera sectorial realce
para a outperformance observada por alguns dos principais players do espaço
financeiro europeu.
INFORMAÇÃO MACRO-ECONÓMICA
Na esfera macroeconómica, destaque na Zona Euro para
a divulgação dos dados relativos ao crescimento económico na região, sendo que
o PIB reportado registou uma desvalorização de 0,9% (YoY), em linha com o
antecipado pelo consenso de mercado. Já nos EUA o indicador ADP Employment,
relativo à criação de emprego no sector privado no país, surpreendeu
positivamente os analistas ao se cifrar nos 198k, acima dos 170k antecipados
pelos analistas. Ainda nos EUA, destaque para os dados relativos aos
inventários de crude que se cifraram francamente acima dos valores avançados
pelos analistas (3833k vs 788k antecipados).
Mercados: EUA
Os principais índices accionistas norte-americanos encerraram
a sessão em terreno maioritariamente positivo, no seguimento da divulgação dos
inventários de crude na região. O S&P 500 avançou 0,11% com o sector dos materiais
a impedir uma performance inferior. Também o Dow Jones Industrial Average
valorizou 0,3% atingindo um valor record, enquanto no Nasdaq desvalorizou
0,24%.
Mercados: EUROPA
Os principais índices europeus encerraram a sessão em
terreno misto - DAX (+0,62%), CAC (-0,35%) e AEX (+0,25%) – na sequência da
divulgação de resultados empresariais e após terem alcançado máximos relativos.
O sector tecnológico registou os ganhos mais significativos, com a SAP a
valorizar 1,34% na sessão. No polo oposto o sector de telecomunicações registou
a performance mais fraca, com a France Telecom e a KPN a recuarem 2,42% e 3,55%
respectivamente. Na esfera individual realce para a Henkel, que recuou 2,43%,
na sequência da divulgação de resultados empresariais, e para a RWE que
desvalorizou 1,88%, após ter sido anunciado que a empresa prevê reduzir para
metade as despesas com o investimento em energias renováveis a partir de 2014
com o objectivo de reduzir a dívida. Realce adicional para a TomTom, que
avançou 5,63%, após noticiado que a empresa vai equipar os veículos da
Mercedes-Benz com informação de trafego em tempo real.
Mercados: PORTUGAL
O principal índice accionista nacional encerra a sessão com
perdas de 0,95%, uma performance inferior à registada pela generalidade dos
índices europeus. O PSI20 encerra hoje com apenas três constituintes em terreno
positivo, sendo eles a Sonae, Galp e EDP Renováveis, valorizando 1,31%, 1,06% e
0,15%, respectivamente, tendo a Galp anunciado que planeia intensificar a
exploração e a produção de petróleo em mercados nos seus mercados externos até
2017. Já no pólo oposto, a Semapa protagoniza a performance mais negativa da
sessão, ao recuar 3,20%, seguida pela REN e pela Jerónimo Martins, que recuam
2,88% e 2,34%, respectivamente, ainda que não se tenha registado qualquer
newsflow de relevo que assim o justifique. Também o sector financeiro regista
hoje uma performance negativa, tendo o BCP, BPI e BES desvalorizado 2,73%,
0,84% e 1,19%, respectivamente, apesar de a última ter sido alvo de um upgrade
por parte de uma casa de investimento internacional.
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